Relicário

Sabem aquelas tarefas que procrastinamos cumprir, mas que a necessidade acaba nos cobrando caro?
O ano nem bem chegou ao fim e, nesse último mês, já me vi sem energia! Ando apresentando sinais agudos, de: “nãoestoudandoconta-ite”.
O marido, que consegue ser mais bagunceiro que eu, resolveu arregaçar as mangas e arrumar as pilhas de papéis, que se avolumavam no chão do quarto há meses!
Apesar de bater palmas para a iniciativa dele (Ufa! Tanto tempo aguardada e cobrada!), uma sensação de incompetência tem me aplastrado: falo de casa, mas não dou conta da minha!
“Façam o que digo, mas não o que faço” não me parece convincente, muito menos coerente. Mas, isso é problema crônico, já confessado aqui anteriormente.
Resolvi então dar um primeiro passo e, começar pelo quarto.
Mulheres tem razões, que a própria razão desconhece: numa “grave” falha estratégica, encasquetei começar o trabalho já no fim do dia. ‘Tava na cara que não daria conta, afinal, esse é um tipo de faxina que não tem hora pra acabar! 
Aproveitando o ensejo, já que uma emenda à Constituição proposta pelo senador Cristovam Buarque foi aprovada agora em novembro, a chamada “PEC da Felicidade“, se eleita fosse, proporia uma nova: a “PEC da Faxina“.
Em vez de direitos, mais um dever( pois eu faria um político “linha dura”):
“É dever de cada cidadão organizar sua casa, antes que o ano termine!”
Abrir armários, revirar gavetas, livrar-se de “coisas indispensáveis“(adquiridas porque “não poderíamos viver sem aquilo”, mas, logo esquecidas!), repensar nossos velhos hábitos de consumo( e, que não deveríamos acumular coisas, para depois ter de nos desfazer delas…) seria a lição de casa de todo cidadão, independente da idade.

E ainda, acrescentaria uma emenda à emenda:
“É dever de cada cidadão organizar sua casa, antes que o ano termine e, sem ajuda externa!”
Seria um tratamento de choque: a “faxinoterapia”. Enquanto tentamos nos organizar, ao menos teríamos a impressão de tomar de volta as rédeas da própria vida, desfazendo-nos de cargas que insistimos carregar, para refazer nosso ânimo e prosseguir. É terapêutico, por isso a dose individualizada.
Voltando ao meu quarto revirado, reencontrei em meio à bagunça, uma caixa com fotos antigas que há muito não via.
Parei o que estava fazendo e fiquei ali, sentada na cama por quase uma hora revendo instantâneos da minha história.
Cientistas e autores de ficção há tempos têm pesquisado e imaginado, como seria possível uma viagem no tempo…

Enquanto não saímos do campo da ficção, a realidade apresenta-nos o “pó de pirlimpimpim”, o passaporte que possibilita essa viagem, a qualquer hora, bem ao nosso alcance: os sentidos. 
 Vintage Family Photos
Flickr de rick.sa.tx
Cheiros, músicas e imagens são capazes de reacender nossa memória e, num piscar de olhos, estamos de volta àquela época: final dos anos 80, sutiã de ombreiras, corte pigmalião, vestibular, casamento à vista…
Mal sabia eu que dali a alguns anos estaria minha irmãzinha, já crescida, escolhendo a mesma carreira que eu.
É meio clichê falar isso mas, enquanto analisava as fotos, um filme se passava na minha cabeça: “Mais de 20 anos”, em versão super-condensada!
Pensei na passagem do tempo: o que ele faz de bom e de ruim conosco.
Vi meus filhos renascendo, mamando, sendo colocados para arrotar…
Primogênito
Eu era tão criança! Mas com responsabilidade de gente grande: casa, marido, faculdade e agora, um tiquinho pra cuidar. E ele, tão pequeno!…
Por opção minha, atrasei um semestre na faculdade para que ele pudesse mamar.
A decisão foi acertada: o “tiquinho” virou “parrudinho”:
A primeira refeição...
Dizem que os filhos mais velhos sofrem mais. Talvez…Apesar de bem cuidado, foi o primogênito que teve de lidar com a ausência da mãe, estudante de Medicina e do pai, médico em início de carreira.
Cada foto que via, tentava lembrar a ocasião por trás da imagem…
Turistas
Passagens alegres ou tristes, numa história onde somos os principais personagens; porque a vida de todo mundo é assim: cheia de altos e baixos…
Pai&filho
E o coração foi apertando, ao constatar que o filho mais velho era mais despreocupado e risonho quando criança, do que agora, como universitário, imerso em livros de Filosofia e Psicologia…
Alegria
O tempo passa pra todos, inclusive, para os que desde novinhos aprenderam a fazer tudo com largo sorriso no rosto, ainda que banguela:
Banguela
Reparo que em todas as fotos, o menino do meio sorri. A docilidade faz parte da índole dele, embora esteja experimentando as dores do crescimento e agora, aos 16 anos, de vez em quando não saiba explicar muito bem por que chora…
Bem-vindo à “adultescência”!, como bem descreveu a Emy Kuramoto, do blog Tofu Studio.
Mas, quem precisa de certezas nessa fase da vida, quando o maior direito que têm é a certeza de que serão bem cuidados?…
Quando me vejo em fotos antigas, mais magrinha, mais sarada, mais nova, chego a me envergonhar do que o tempo e a preguiça fizeram comigo…
Viagem à Belém
Transportando-me àquela época, conforta-me lembrar que, antes de corpo sarado deve vir a mente: “mens sana in corpore sano“. E houve épocas em que o corpo era são, mas a mente, não…
Enquanto me preparava para aterrissar dessa “longa viagem”, lágrimas rolaram antes…Não compreendia se eram de tristeza, pelo tempo bom que passou e não volta, ou, gratidão por ter resistido a tempos ruins( e, que não voltem!)
Ficou a certeza de que, os que estão à minha volta são meu maior tesouro, meu investimento sem fins lucrativos, todo o meu crédito, a perder de vista…
Puxei a minha orelha e vi que preciso fotografar mais essas pessoas, porque, não são apenas “pessoas” e sim o tempo, que conseguimos capturar e prender numa imagem e, apesar de deixá-las amareladas, nem mesmo ele consegue apagar…
Recordações
Tive também outra certeza: neste ano quero fazer uma decoração de natal diferente, que ilustre essa passagem. Será a minha próxima missão( impossível?!…).
Mas antes, ainda há muita faxina a concluir. Esqueceram do quarto? Nem posso…
Como trilha sonora para uma possível futura viagem, deixo essa versão acústica da música dos Titãs que, embora tenha letra melancólica, combina com o que andei sentindo:

Atualizando:
Se deu uma vontadezinha de chorar, com este post, posso tentar compensar-lhes com uma visão menos nostálgica, mais bem-humorada da “faxinoterapia” no post Relatório Faxinal, da Cynthia “Fala mãe!“.

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33 Comentários

  1. Oi Laély!
    Passando para uma visitinha e não pude deixar de ler…e me fêz voltar no tempo quando meus filhos eram crianças…passa tão depressa…,às vezes me dá uma enorme saudade desse tempo…
    Parabéns pela família linda.
    Boa noite.

  2. Laély, também me "atraquei" com uma caixa de fotos antigas enquanto faxinava o nosso quarto-escritório…
    Sei bem dessa emoção… Mas acho que estás mais bonita agora.
    Beijos.

  3. Captei a vossa mensagem,mestre!!Já sei qual será a decoração.
    Enquanto lia o começo do post pensei,quando faço isso,acabo com os olhos inchados.
    Mas não é um choro triste,na verdade,é um choro vivo!
    Também faço isso,de vez em quando,hoje em dia com eles juntos e morrendo de rir com o jeito dos pequenos.Outro dia mesmo,olhando com a minha de 9,descobrimos que em várias fotos,o do meio faz a mesma pose,como um Power Ranger e brincamos de procurar a tal pose em outras muitas fotos e gargalhadas sobraram na bagunça!!!
    Tive um namorado,que não tinha fotos da sua vida,nem bb,nem criança.Isso era muito triste para ele.
    Às vezes,coisas tão simples que temos,fazem tanta diferença …
    Bj

  4. Oi Laély
    que viagem gostosa essa no tempo… na quarta e quinta feira, eu também andei rearrumando a casa, numa tentativa de deixá-la mais aconchegante para o Natal, e encotrei algumas fotos em molduras que antigamente ficavam numa parede da sala e foram tiradas do lugar quando a casa foi pintada… agora fica a tarefa de recolocá-las, mas como eram fotos da Bea, terei que providenciar fotos do Théo também… afinal, ele é da era digial, muitas fotos no HD e puquíssimas em papel, oque acho uma pena, pois gosto muito de mergulhar no passado, pra encotrar, nas imagens velhas alegrias…
    Um beijinho, e boa sorte na sua arrumação!

  5. Oi Laély, toda vez que me proponho a faxinar armários me deparo com fotos e paro tudo e fico rindo e chorando com as lembranças, as fotos antigas têm esse poder, de nos fazer voltar no tempo! Fico pensando que as fotos modernas,armazenadas no computador não tem a mesma magia!? Post muito bonito! Boa faxina! Bjs

  6. Oi Laély, sim, com certeza você está mais bonita agora! E own que delícia ver essas fotos suas, família linda e quase eu choro junto! hehehe, sou chorona! Hunf, fiquei com um tiquinho de inveja… Mas tudo de bom pra vc e força na faxina viu! bjooo.

  7. Mulher,conhecer seu bolg tem sido delicioso, também ando nostálgica com fotos antiga por conta de um quadro que fiz para exibi-las.Achei lindo o seu post sobre Todo Mundo Odeia o Cris. Ano passaso perdi meu pai repentinamente e parei de trabalhar e esse seriado era a minha companhia de toda tarde, único momento em que tinha um pouco de alegria,pensei que só eu gostasse.Acho que vou seguir o exemplo da minha "ídola" Rochelle e arranjar um marido que tenha dois empregos e eu não precise mais trabalhar( voltei a trabalhar, quase não assisto mais, mas morro de saudades) e possa voltar a assistir. Desculpa eu escrevo demais, mas o seu blog me contagia.Bj

  8. oi Laély,
    Lindo,lindo!
    Estou aqui emocionada com suas memórias.Deu vontade pegar minha caixa de fotos antigas,sentar no chão e sentir uma por uma…
    Ai,fim de ano maltrata a gente,ne?
    Beijão.
    Ivanete

  9. ô menina, me emocionei aqui. Coisa querida esses bebês e seus paizinhos engatinhando no seu papel. O que nos salva na operação faxina é sempre uma caixa de fotos, para um recreio que vale uma revisada na vida, né? Precisamos mesmo registrar mais as peças do nosso tesouro. Beijão!

  10. Oi, La!
    Nem me fale em bagunça!
    Estou procrastinando nesse exato momento.
    E ver fotos antigos traz à tona sentimentos e sensações antigos, né? E, por mais nostálgica que me sinta, acho que sou mais feliz hoje. E isso deve ser uma coisa muito boa, né?
    Depois mostra a decoração de Natal pra gente, ok?

    Beijoca!

  11. Laély quando comecei a ler o post comecei a pensar quando faço isso… e lembrei que sempre paro na metade vendo fotos, algum livro que acho de antigamente e a emoção acaba rolando, com uma vontade de repetir as alegrias vividas e torcendo para as coisas tristes não voltarem e ao ler o restante do post vi que isso é coisa de nós mulheres mesmo. Ja fiz isso tb de começar uma arrumação no final do dia, parar e voltar com ela só alguns dias depois. Estou precisando tomar vergonha e fazer uma faxina por aqui tb, tem gaveta e armário que passou um tsunami e… Detalhe: marido extremamente organizado, até metódico demais, o filho é estilo "pra que arrumar se vai desarrumar depois" e eu por falta de tempo e por querer tentar deixar a casa habitável vou escondendo as coisas pelas gavetas e armários… alguém se habilita a ser personal organizer por favor!!!

  12. ô Laély, q linda tua história! me emocionei! A gente olha as fotos de quem amamos, as memórias dos bons momentos e as preocupações do dia-a-dia ficam tão pequenas, né!? bjs

  13. Oi querida
    Amei as fotos, parecem de revista!
    Voce nao tem que envergonhar-se de voce hoje, pois continuas linda, poderosa – a preguiça nao foi capaz de destruir o que voce tem de belo!

    Tenho certeza que o aniversário do teu marido será um grande sucesso! Voce pode substituir o queijo feta por queijo pecorino fresco, nao é a mesma coisa mas…
    Um grande abraço
    Léia

  14. Estou pensando aqui… que lindo sentimento é a nostalgia. Nunca conseguimos definir o que exatamente estamos sentindo: se uma doce tristeza, se uma triste saudade…. De qualquer modo você é ótima! 10 mesmo! Talvez não tão sarada,mas muito mais sábia e madura, um ser humano em constante construção e construtora também… porque faz parte da construção de nossas vidas. Sim, da vida de suas fiéis leitoras, que no dia a dia espreitam (mesmo que silenciosamente) a maneira maravilhosa e otimista que você encara e toca a sua vida. XÔÔÔÔÔÔ, tristezinha… XÔÔÔÔ nostalgia… deixe minha amiga La em paz… Ela tem uma casa pra dar conta e coisas lindas pra contar e mostrar para as centenas de mulheres que sentem a maior alegria em visitar seu blog…. e que (segredinho!!)também têm que fazer a arrumação anual….na casa e na mente. Beijo amada. Mãos a obra… encha um balde com coragem, dilua um frasco de paciência, acrescente algumas gotas de essência de alegria, utilize um pano embebido de energia, e vamos que vamos…. e não nos esconda nada….compartilhe tudo conosco. Estamos esperando seus comentários e suas fotinhas.

  15. Oi Lá! Que delícia voltar ao passado, rever fotos em tempos que os pequenos eram bem pequenos ,sempre que vejo fotos minhas de outra época e dos meus bebes quando eram mais bebes sinto exatamente isso, um misto de alegria e tristeza, algumas dificuldades e prazeres que não voltam mais, uma vontade de parar o tempo ou voltar nele e reviver aquele momento, parece as vezes que não aproveitei bem tudo o que passou…entendo perfeitamente seu sentimento e a certeza que precisamos fotografar mais para pelo menos um pouco eternizar pessoas e momentos da nossa vida…
    Beijos da Dani…

  16. Que texto lindo. Está explícito que veio direto do coração.

    Essas lembranças sempre nos inundam quando mexemos com o passado. Ele pode ter passado, mas as sensações ficam guardinhas e são despertadas toda vez que olhamos para trás.

    Bjos a todas.

  17. Assim como viajo nas imagens, cada comentário que leio aqui, principalmente quando trato de algum assunto que me toca particularmente, faço outra viagem tentando imaginar o que e quem estaria por trás de cada depoimento. São "caras como eu", como inicia a música dos Titãs. Apesar de me expor de vez em quando( cuido, pra que não sejam as estranhas entranhas…rs), não exponho mais, do que o que a maioria sente e experencia. "Somos todos iguais, braços dados, ou não", citando a música do Vandré.
    Esse último mês foi bem "esquisito", pra mim: equilibrando-me numa corda bamba de bons e maus sentimentos e humores. Cheguei a pensar parar de escrever o blog… Enfim, são coisas que ainda estão assentando na minha cabeça e espero estar no caminho certo porque, como me escreveu a amiga Rosana Sperotto: "escrever é terapêutico"; pra mim, talvez até mais do que para quem lê, embora espere deixar algo de bom, cada post que faço. Como diz a letra de uma música gospel: "fica sempre um pouco de perfume, nas mãos de quem oferece rosas."
    E o perfume que fica nas minhas mãos é o retorno que recebo aqui, de carinho, respeito e troca de experiências. Cresço junto.
    Todas me tocaram, mas você, Dalvina, por pouco não me fez chorar…Seria por uma boa causa!…rs

    Obrigada por isso!
    Beijo-as, todas!

  18. Oi filha,
    Lindo o post!
    Realmente, na gangorra da vida sobra-nos o afeto, as aprendizagens,o crescimento e a saudade …
    A modernidade com sua tecnologia tem deletado muitas imagens que deveriam ser preservadas.
    Nazaré

  19. Este nenem dentro da gaveta… rsrs me lembrou alguem…rsrsrs minhas filhas tiravam as roupas do armário e entravam… quem sabe qualquer dia eu posto a fotinho. Bjs.

  20. La, eu fiquei emocionada. Por falta de melhor comparação, emocionada como quem toma um susto diante do abismo, eu me emocionei diante do seu relato, tão cheio de vivência/amor/verdade.

  21. Mas não há nada mais gosotoso do que revirar as gavetinhas da memória.
    Lembranças boas insistem em saltar e lágrimas a rolar.
    Sim. Sou como todas vocês.
    Hormônios a flor da pele e aí ouso a citar minha música dessas horas "FLOR DA PELE" de Zeca Baleiro.
    As gavetas da casa são arrumadas o ano inteiro, mas não tem jeito. Sempre há um acululo de coisas que não nos serve.
    O pequeno já fez a arrumação dele, falta papai e mamãe.

    Lá, não comento sempre porque leio mais blogs do que poderia…rs
    Daí comento em um, em outro não.
    Mesmo que eu não comente em todos os posts, vou sempre voltar, ler e comentar (ainda que não seja em todos…rs).

    Bj grande e obrigada pela visita.

  22. Mãe, sabe bem do que estou falando…
    Um beijo!

    Daniele, sinta-se à vontade!
    Só me preocupei em saber se estaria tendo outras dificuldades, mas entendo bem como seja essa divisão de atenções. Não dou conta, também.
    Mas é sempre bem-vinda!

    Vivi, emociona-me também, seu respeito e prestígio. Obrigada e um abraço!

  23. Nossa Laély, seu texto é lindo e de profunda intensidade. Me deu até vontade de vasculhar minhas caixas de fotos e fazer um retrocesso de minha vida. Ah! voce continua muito bem na fita, ops, na foto! bjs.

  24. Vc me fez chorar, pensar, refletir… Me fez levantar daqui tirar mais fotos dos meus filhos e também arrumar meu quarto! =O)
    A vida passa muuuito…
    Obrigada querida! Nunca nos deixe!

  25. Oin, emocionante mesmo! Fico me imaginando vendo a fotos dos meus bebês e sentindo saudades ( ainda nao sinto muito rs) Que bebeês lindos vc teve hein? E agora rapazes lindos e de bem! Agradeçamos né? E sou a favor do PEC da faxina, onde eu assino?
    E sem brincadeira, vc ta muito mais bonita agora, mana ! beijo rs

  26. Lindo post Laely! fazia dias que nao passava por aqui. Ando ate meio distante do meu proprio blog, tentando correr atras da vida que parece ser mais rapida do que eu. Casa, familia, trabalho… Mas tambem amigos, blogs e festas.
    "Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que e…"
    Bom fim de ano p/ ti!

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