Papo de Passarim

Chuva, frio e febre certamente não seriam as melhores companhias para um fim de semana prolongado; assim como visita indesejada, chega e estraga qualquer plano de “sombra e água fresca no feriado”, a danada da gripe.
Só pra não perder o costume, vamos então de “papo light”, “Papo de Passarim”: o mais novo trabalho de Zé Renato, em parceria com o seu xará Renato Braz.
Trata-se da gravação ao vivo do show realizado em maio deste ano, no Teatro FECAP, em São Paulo.
Apesar de minha preferência pelas grandes cantoras brasileiras, a bela voz da Zé Renato conquistou-me, desde os tempos no Boca Livre.
Cantor, compositor e violonista o canarim Zé Renato alçou voo solo há tempos. E, cá pra nós: a maturidade parece fazer bem a certos homens, Zé Renato incluído. Uma boa supresa pra mim foi ter descoberto há pouco que ele é capixaba, de Vitória.
O repertório é uma pequena mostra do melhor da MPB: sambas, como o medley Kid Cavaquinho/De Frente pro Crime, na voz afinada e afiada de Zé Renato. Difícil dizer quem canta melhor, pois o solo deste é seguido pelo de Renato Braz, em “O Dia em que o Morro Descer e não for Carnaval“. Neste duelo de vozes quem sai ganhando somos nós, os ouvintes. Ainda há mineirices como Desenredo, canções de amor( A Hora e a Vez), de seresta( A Saudade Mata a Gente). Como boa música não tem pátria, nem língua, incluíram Adiós Felicidad, uma das mais belas do cd. Mas nada é mais divertido e contagiante que a embolada Panelada de Bochecha, com um duelo de improvisos entre os dois renatos.
Não é preciso muito, pra se fazer um bom trabalho: voz, violões, percussão e a única participação extra, por conta do contrabaixista Sizão Machado.
Yes! Nós temos bons cantores!
Que tal, ter esses 2 passarins cantando na sua vitrola?…

Atualizando:
Fomos gentilmente informados, pela produtora do Zé Renato, que o pessoal de Vitória terá o privilégio de assistir a este mesmo show, ao vivo, dia 26/11, no Teatro da UFES.

Ingressos antecipados, aqui: Ingresso.com


(E não esqueçam de participar da promoção Quilts são Eternos. É só até o domingo, hein?)

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11 Comentários

  1. Olá, Laély:
    Um pouco recuperada do susto da apendicite do Guto (escrevi sobre isso na sua postagem anterior), leio com prazer suas palavras sobre o Zé Renato. Sou fã dele há muito tempo, também. Uma vez, voltando de Vila Velha, sentei ao lado dele no avião. Só o corredor nos separava. Mas como ele se armou do livro pra não ter de falar com ninguém, fiquei quieta. Mas na chegada ao Rio, não me contive e disse o quanto apreciava o trabalho dele. Artista é tudo igual (há exceções, mas esses não contam): abriu um sorriso tão sincero de alegria e me agradeceu muito. Uma simpatia! E bonito, bonito!
    Abraço da Cecilia.

  2. Oi, Cecília!
    Acabei de mandar um e-mail pra Helena, falando sobre a cirurgia. Espero que ele se recupere logo.
    Tá certo que o post não era sobre isso, mas o Zé Renato tá um senhor muito enxuto, né? Eu também não resistiria tietá-lo!
    Ai, que inveja!(rs)
    Abraço!

  3. Laély,ouvi Boca Livre junto a minha mãe que sempre gostou muito.
    Acho que já sei o que vou dar para ela de Natal,rs!!!
    Música gostosa,dá até vontade de dar uma dançada…
    Bj

  4. Ei Laély,
    Também passei fim de semana com gripe e garganta baleada,aff,mas já estou bem.Que delícia de música pra começar a semana!
    Abraço,
    Ivanete

  5. Ebaaaa! show do Zé Renato em Vitória. Não vou perder de jeito nenhum. Fui a um show dele, no mesmo Teatro (esqueci o nome do espetáculo), há alguns anos. Ele se apresentou com Guinga, Moacyr Luz e Macalé. Babei muito…rs…
    Ele é lindo, carismático, excelente intérprete, tem uma voz magnífica, é charmoso e grande compositor. Deu prá notar que sou fã ou fui muito sutil?

  6. Veridiana, ainda estou matutando aqui, se vai dar pra eu ir. Gostaria muito!
    Assino em baixo, de todos esses predicados que listou do moço, mas não posso demostrar tamanho entusiasmo, pra não me arranjar problema em casa…rs

  7. Veridiana, o nome do espetáculo citado era "dobrando a carioca". O Zé Renato é tudo isso e mais um pouco de bom – fato. Quanto ao outro Renato – o Braz – prepare-se, também é um espetáculo!

  8. Veridiana e Kátia, Zé Renato ganhou de vez meu coração e admiração, quando o ouvi cantando um samba antigo: Rapaz Folgado, de Noel Rosa. Ele me surpreendeu!
    Quanto a Renato braz, foi uma outra boa supresa, conhecê-lo.
    Mas ainda estou inconsolável: não poderei ouvir os dois, no show de Vitória.

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