"João Valentão"

A Metereologia, prevê para hoje:
“Sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora.”


Melhor, sair prevenida…
Ontem recebi a revista Casa Cláudia deste mês. Em contraste com o cinza dos últimos dias, a capa trouxe a imagem de uma sala em tons amarelos, reluzentes como no crepúsculo.
Enquanto fazia a manicure da semana, folheava a Cláudia( leitura mais que apropriada para esse “momento diva”, tanto quanto a revista Caras). 
Geralmente “passo batido” pela colunista Danuza Leão. Embora escreva para mulheres, talvez eu seja uma daquelas, meio fora de moda e época, que se sinta intimidada pela modernidade da cronista. Mas dessa vez, parei. Li, do início ao fim… 

A mulher, ícone de elegância e estilo, também é “gente como a gente” e gosta de “colocar a mão na massa”: a nova e “ensolarada” decoração da sala de Danuza Leão é a que estampa a capa, da Casa Cláudia deste mês.
Sala
Lembro ter visto certa vez, imagens da casa dela: cheguei a sentir um certo tédio com o minimalismo ( poderia existir, “excesso de minimalismo”?…)
Provando que, fazer pré-julgamentos é dar margem ao erro, fiquei surpresa ao descobrir que o colorido e feminino apartamento da capa era justamente o de Danuza. 
Também surpresa, ao descobrir que ela mesma muda toda a decoração, de tempos em tempos:”faz bem”, declarou à revista. “Faço tudo sozinha, sem a ajuda do arquiteto ou decorador…” Para isso, mantém uma equipe fiel-um marceneiro e estofador-coisa de gente muito chique. “O importante é que a casa tenha personalidade”. 
( Palmas pra você, Danuza! Vaias, para os meus preconceitos.)
Palmas também, para o seu belo apartamento:
Poltrona
O que já era bom, ficou ainda melhor:
Estante
Lembram que no post anterior, comentei a declaração de Sara sobre a evolução do seu estilo pessoal? Todos nós, que nos interessamos por casa e decoração, também. Incluindo, Danuza.

Podem conferir o resumo dessa matéria, no site da Casa Cláudia.

Explicando meu interesse pela última crônica de Danuza, convido-os à leitura de Amor de bicho.
Descobri que também sou “gente como Danuza” e que, “Danuza também é gente como eu” por um detalhe bem pequeno, do tamanho de um gatinho( mas a paixão por eles é grande).
Tenho de concordar com ela, quando escreve sobre nos sentirmos à vontade para afagar, apertar, usar linguagem “tati-bi-tati” e falar coisas ridículas, como “cuti-cuti” e onomatopeias indescritíveis com nosso bichano. Bebês nos movem a isso. Porém, bebês crescem e viram menininhos, avessos à carícias desmedidas como essas. Ou seria apenas, resultado de nossa educação muito formal: diminuir o contato físico, à medida que os filhos crescem?…Geralmente cedemos, quando eles justificam: “mas eles vão rir de mim…”
Confesso que, um prazer sem preço pra mim é sair com meu filho do meio e sentir que ele gosta de andar de mãos dadas comigo, ou abraçado. Ele já não liga muito, para o “que os outros vão achar”…
Porque, no fundo no fundo todos nós, grandes ou pequenos, ricos ou pobres, anônimos ou famosos precisamos de aconchego…um lar, um colo.
“Os brutos também amam” e, ser amados nos torna: menos brutos.
Como diz a música do Dorival Caymmi, até um João Valentão “tem seu momento na vida”…

A música é gostosa como um bolo; a voz que a interpreta é a cereja: 
Ná Ozzetti, Show(2001, Som Livre)

Sintam-se abraçados…

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12 Comentários

  1. Vi também ontem e creio que o Homem é sim um ser mutável se assim o permite.
    Se nos engessamos,ficamos sempre os mesmos e assim paradigamas e dogmas cristalizam e não evoluímos.
    E então para que existimos,se não podemos pensar,rever,rir,chorar e reavaliar nossos pensamentos,nossa maneira de ver o mundo???
    E aconchego,cafuné,contato físico com quem amamos é sempre bom!!
    Cães,amigos,filhos,professores,enfim,
    pessoas que nos fazem bem,merecem ser acarinhadas,portanto,sinta-se também abraçada por mim,

    bjs
    Mi

  2. Oi Laély
    Há um tempo li o livro da Danuza… eu nem a conhecia bem, nunca tinha dado muita importância, mas depois do livro, que conta da vida dela e fala um pouquinho da irmã, que eu não sabia que era irmã dela, a Nara Leão, passei a admirá-la também … vi, nas revistas, a casa dela e da filha, que não lembro o nome agora, mas é designer e tem um bom gosto pra decoração como a mãe…
    Só não consegui ver o seu vídeo, mas depois eu volto e tento novamente…
    beijinho

  3. Dá um tempo pro vídeo baixar, Josi. Se a internet for lenta, demora mais um pouquinho, mas vale, porque ficou bonitinho.

    Milena, meu abraço vai pra você, na forma de uma caixa, pelos CORREIOS…

    Abraço, meninas!

  4. Marina, cá pra nós: eu teria deixado a estampa de galinha, tecido que ela trouxe de Paris( que coisa mais chique!). O que será mesmo, que ela fez com o tecido, depois que o trocou?…rs

  5. Laély, qdo bati os olhos achei que o antes fosse o depois. Conservaria a galinha pra sempre.Palmas para Danusa e para vc.
    Corre corre danado, to sozinha com Paco e o marido tai no Br.
    bj

  6. Oi Laély
    hoje o vídeo abriu! tudo certinho, e coisa mais gostosa ver os gatinhos assim!
    Também vi se menino tocando violão, sou apaixonda por esse instrumento mas parei as aulas pois meu professor saiu do seminário… bem, cada coisa no seu tempo… o violão está aqui dando sopa, meu marido toda noite toca um pouquinho e eu vou ouvindo… a gente devia aprender essas coisas por osmose…
    um beijinho e até amanhã a noite, quando passarei pra ver o resultado do sorteio. O dia será bem cheio, prova de seleção no colégio da polícia, pra Bea, retiro de catequistas, missa afro, e quem sabe no fim do dia ganho um prêmio!!
    beijinho e até mais!

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