Ateliê inspirado(r)

Esses dias o filho do meio  disparou: 
-Mãe, você é tããão prolixa!
(Parafraseando a resposta do Lobo Mau à Chapeuzinho Vermelho:)
-É pra melhor me explicar, filhinho!”…



Quem acompanha meus posts já deve ter se acostumado a essas minhas “viagens”. O problema é que, quando falamos em público, nem todo mundo está disposto a embarcar nesse barco, às vezes furado…


-Ok, filhinho! Como sei que gosta de clareza e de, Clareza Meridiana, vou me esforçar para ser mais direta.


Enquanto não aprendo: se o mundo dá voltas, não há como não entrar no ritmo. Porque somos, em essência, criaturas complexas; justamente por isso, únicas.
Todos temos nossas referências e sofremos influências, que ajudam a moldar nosso gosto e definir nosso estilo: de comer, vestir, viver e até, de morar!
No fundo é o que buscamos, nos blogs e sites de decoração: boas referências; dependendo do que mais nos toque e, combine melhor com nosso estilo, definimos como queremos nosso lar.


Numa dessas viagens virtuais cheguei ao blog da crafter Alicia Paulson

Já conhecia o Posie Gets Cozy, mas o que mais chamou minha atenção foi a reforma no ateliê dela, há pouco. 


Neste post, ela fala das influências que nortearam a reforma, principalmente, o trabalho do pintor realista sueco Carl Larsson.


As belas aquarelas do artista, retratando a rotina da casa e as pessoas, serviram-lhe de referência na escolha das cores e estilo do ateliê:

Ingrid
O pintor teve uma infância triste, mas superou as dificuldades através da arte. 
Nesta comparação curiosa, Carl, à D, parece ter sido referência clara para o estilo e visual do mythbuster Jamie Hyneman:

Cheezburger

Carl se casou com Karin: não “foram felizes para sempre”, mas ao menos, “até que a morte os separou”. Tiverem 8 filhos, que logo viraram tema e modelos para muitas das aquarelas do artista: registros em Ett Hem ( a Casa), Larssons (Os Larssons) e Åt solsidan (O Lado Ensolarado). 
A “grande família” habitou num minúsculo, mas simpático chalé, presente do pai de Karin ao casal: 
BW gården utomhus
Lilla Hittnäs, residência dos Larsson

A obra de Carl influenciou, inclusive, o design de interior sueco, justamente por retratar muito da rotina do lar.

Vejam mais, na galeria de Carl, no Google: os tons de verde e azul inspiraram Alícia a escolher a cor das paredes. Além disso, a luz natural e os ambientes suavemente acolhedores do interior das casas suecas determinaram o estilo do ateliê:

Studio20
O azul escolhido foi o buxton blue, mas há similares nacionais à altura. Basta usar alguma referência na hora de mandar preparar a tinta, assim como Alícia usou. 
Particularmente gosto muito desse tom, assim como o turquesa e o azul calcinha( Acreditem! Essa cor existe!).
O profundo azul acinzentado ganha tons diferentes, conforme a luz, natural ou artificial:
Studio2a
Os pendentes, onde ela precisa de mais luz: no canto de costura.
Numa outra mesinha, onde deixa o note e impressora, uma parede artesanal de lembranças:
Studio7
Outro aliado na reforma foi a loja escandinava Ikea.
Luz natural entra sem cerimônia pelas amplas janelas e portas de vidro, integrando o ateliê ao quintal. O piso claro casou muito bem com a parede: cores calmas.
Studio36
Uma grande mesa funciona como uma ilha de trabalho:
Studio27
A visão privilegiada do tranquilo jardim, com um pendente de vime na varanda:
Studio5
Conforme a luz, o azul vira verde:
Studio33
Quem parece ter aprovado a reforma foi o cachorrinho de Alicia:

Studio18
Posie Gets Cozy

(Ops! Ela também tem 2 gatinhos, mas eles preferiram não opinar…)
Afinal, é pra isso que serve a casa, em qualquer lugar ou época: acolher e abrigar seus moradores.


Woman Lying on a Bench

(Carl Larsson-1913)


E você: o que lhe inspira?…
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Sarau em Santa Teresa

Quando eu tinha uns 8-9 anos minha mãe levou-me até o Conservatório de Música de Manaus. Inglês, natação ou balé eram luxos que só mais abastados tinham acesso; não era o nosso caso. Entretanto, mesmo com “sérias restrições orçamentárias” ela procurou dar-nos a melhor educação possível. Era por isso que estávamos ali: as aulas eram gratuitas, desde que o pretendente à vaga passasse num teste simples.
Então, “fui lançada à cova dos leões”( Tá bom. Nem tanto!…) entrei sozinha na sala, enquanto uma banca examinadora aguardava-me.
Queria aprender piano, mas o destino e os professores, não: comunicaram-me que fora selecionada para as aulas de um outro instrumento, explicando apenas que eu tinha “ouvido pra violino”(?!)…
Saí de lá frustrada, afinal, não era bem o que eu queria…Mas foi assim, minha iniciação na música. 
Na verdade não me formei pianista, nem violinista. Tô mais, pra ouvinte profissional; acho que por isso, o “bom ouvido”. E de ouvido continuo tocando: um pouquinho de violino, um pouquinho de violão…
"Mãe"
À saída da igrejinha, onde congregamos e tocamos. 
Filho do meio herdou o gosto musical: toca teclado, gaita e violão( bem melhor que eu! No violino, ainda sou melhor que ele)…
Mãe e filho

Vestido: Scala
Sandália nude( alooonga!): Ferrucci
Capa de violão: Farm

Como a gente gosta de ouvir boa música, uma ótima surpresa foi descobrir que Santa Teresa faz parte do projeto da SeCult do ES, Circulação Cultural: apresentações musicais acontecem sempre aos sábados à noite(20:00h), no auditório do Museu Mello Leitão.


O mais novo não tem o mesmo “ouvido musical”: custou ser convencido a esperar o sarau acabar, para comer…
"Cara de fome"

“Que horas vão servir os salgadinhos?…”

Depois que a pianista Patrícia Souza tocar:
"Sarau em Santa Teresa"
O maestro Leonardo David, apresentando os músicos e respectivos instrumentos do quinteto de cordas:
"Sarau em Santa Teresa"
1° violino: Leonardo David
2° violino: Dayse Serafim
Viola: Dennys Serafim
Violoncelo: Gabriella Batista
Contrabaixo: Leandro Nery
"Sarau em Santa Teresa"
Tocaram algumas músicas de Bach, como esta “Ària da 4a corda”:

Cinco é bom, mas 6 é melhor ainda!

"Sarau em Santa Teresa"
Depois do sarau erudito, programa popular com dois dos filhos e alguns amigos, de looonga data:
"Caras de pastel"
Esperando pastel…
"Caras de pastel"
O menino mais novo trocou a pose…
"Caras de pastel"
E o meu chapéu, trocou de cabeça…
"Café com leite"
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"Zé Renato vem aí!…"

“Tcham-ram-ram-ram-ram-ram!…”
Aqui não é programa de do SS, mas indicarei programa muito melhor!…
“Quem pode, pode quem não pode se sacode”. E eu tô me sacudindo, dando siricuticos porque não poderei ir ao show do Zé Renato&Renato Braz, em Vitória.
É hoje. É à noite! É daqui a pouquinho, às 21:00h, no Teatro da UFES!!…
Snif, snif!
Zé Renato não é um “rapaz folgado”. O capixaba divulga seu último trabalho, em parceria com o xará de nome e profissão Renato Braz, Papo de Passarim
Comentei sobre o excelente cd aqui, lembram? 
E olha: não é pra me gabar, mas eu sou dou dica boa. Uma imperdível é assistir a esse show( pra quem pode mais que eu: hoje, em Vitória!).
Ingressos aqui, ou pelo telefone 4003-2330, ou na bilheteria do teatro.
Um folgado assumido é o Pingo. Até usei a música antiga do Noel Rosa num post anterior, mas hoje, quem a interpreta é Zé, para os íntimos. Hoje o astro é o nosso cantor. Pingo é só um coadjuvante, fazendo o que mais gosta: refestelar-se em cima do meu carro, aproveitando os últimos raios de Sol do dia. Não o culpo, por isso…

Ó, se alguém for ao show, por favor me conte!
Se conseguir falar com o Zé, diz pra ele que o admiro muito!
Bom show, pra quem pode! Eu, vou sacudir a poeira…
( Que Zé Renato me perdoe, a “amputação” da música antes do fim. É que ainda estou aprendendo a mexer com o Windows Movie Maker…)
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Relicário

Sabem aquelas tarefas que procrastinamos cumprir, mas que a necessidade acaba nos cobrando caro?
O ano nem bem chegou ao fim e, nesse último mês, já me vi sem energia! Ando apresentando sinais agudos, de: “nãoestoudandoconta-ite”.
O marido, que consegue ser mais bagunceiro que eu, resolveu arregaçar as mangas e arrumar as pilhas de papéis, que se avolumavam no chão do quarto há meses!
Apesar de bater palmas para a iniciativa dele (Ufa! Tanto tempo aguardada e cobrada!), uma sensação de incompetência tem me aplastrado: falo de casa, mas não dou conta da minha!
“Façam o que digo, mas não o que faço” não me parece convincente, muito menos coerente. Mas, isso é problema crônico, já confessado aqui anteriormente.
Resolvi então dar um primeiro passo e, começar pelo quarto.
Mulheres tem razões, que a própria razão desconhece: numa “grave” falha estratégica, encasquetei começar o trabalho já no fim do dia. ‘Tava na cara que não daria conta, afinal, esse é um tipo de faxina que não tem hora pra acabar! 
Aproveitando o ensejo, já que uma emenda à Constituição proposta pelo senador Cristovam Buarque foi aprovada agora em novembro, a chamada “PEC da Felicidade“, se eleita fosse, proporia uma nova: a “PEC da Faxina“.
Em vez de direitos, mais um dever( pois eu faria um político “linha dura”):
“É dever de cada cidadão organizar sua casa, antes que o ano termine!”
Abrir armários, revirar gavetas, livrar-se de “coisas indispensáveis“(adquiridas porque “não poderíamos viver sem aquilo”, mas, logo esquecidas!), repensar nossos velhos hábitos de consumo( e, que não deveríamos acumular coisas, para depois ter de nos desfazer delas…) seria a lição de casa de todo cidadão, independente da idade.

E ainda, acrescentaria uma emenda à emenda:
“É dever de cada cidadão organizar sua casa, antes que o ano termine e, sem ajuda externa!”
Seria um tratamento de choque: a “faxinoterapia”. Enquanto tentamos nos organizar, ao menos teríamos a impressão de tomar de volta as rédeas da própria vida, desfazendo-nos de cargas que insistimos carregar, para refazer nosso ânimo e prosseguir. É terapêutico, por isso a dose individualizada.
Voltando ao meu quarto revirado, reencontrei em meio à bagunça, uma caixa com fotos antigas que há muito não via.
Parei o que estava fazendo e fiquei ali, sentada na cama por quase uma hora revendo instantâneos da minha história.
Cientistas e autores de ficção há tempos têm pesquisado e imaginado, como seria possível uma viagem no tempo…

Enquanto não saímos do campo da ficção, a realidade apresenta-nos o “pó de pirlimpimpim”, o passaporte que possibilita essa viagem, a qualquer hora, bem ao nosso alcance: os sentidos. 
 Vintage Family Photos
Flickr de rick.sa.tx
Cheiros, músicas e imagens são capazes de reacender nossa memória e, num piscar de olhos, estamos de volta àquela época: final dos anos 80, sutiã de ombreiras, corte pigmalião, vestibular, casamento à vista…
Mal sabia eu que dali a alguns anos estaria minha irmãzinha, já crescida, escolhendo a mesma carreira que eu.
É meio clichê falar isso mas, enquanto analisava as fotos, um filme se passava na minha cabeça: “Mais de 20 anos”, em versão super-condensada!
Pensei na passagem do tempo: o que ele faz de bom e de ruim conosco.
Vi meus filhos renascendo, mamando, sendo colocados para arrotar…
Primogênito
Eu era tão criança! Mas com responsabilidade de gente grande: casa, marido, faculdade e agora, um tiquinho pra cuidar. E ele, tão pequeno!…
Por opção minha, atrasei um semestre na faculdade para que ele pudesse mamar.
A decisão foi acertada: o “tiquinho” virou “parrudinho”:
A primeira refeição...
Dizem que os filhos mais velhos sofrem mais. Talvez…Apesar de bem cuidado, foi o primogênito que teve de lidar com a ausência da mãe, estudante de Medicina e do pai, médico em início de carreira.
Cada foto que via, tentava lembrar a ocasião por trás da imagem…
Turistas
Passagens alegres ou tristes, numa história onde somos os principais personagens; porque a vida de todo mundo é assim: cheia de altos e baixos…
Pai&filho
E o coração foi apertando, ao constatar que o filho mais velho era mais despreocupado e risonho quando criança, do que agora, como universitário, imerso em livros de Filosofia e Psicologia…
Alegria
O tempo passa pra todos, inclusive, para os que desde novinhos aprenderam a fazer tudo com largo sorriso no rosto, ainda que banguela:
Banguela
Reparo que em todas as fotos, o menino do meio sorri. A docilidade faz parte da índole dele, embora esteja experimentando as dores do crescimento e agora, aos 16 anos, de vez em quando não saiba explicar muito bem por que chora…
Bem-vindo à “adultescência”!, como bem descreveu a Emy Kuramoto, do blog Tofu Studio.
Mas, quem precisa de certezas nessa fase da vida, quando o maior direito que têm é a certeza de que serão bem cuidados?…
Quando me vejo em fotos antigas, mais magrinha, mais sarada, mais nova, chego a me envergonhar do que o tempo e a preguiça fizeram comigo…
Viagem à Belém
Transportando-me àquela época, conforta-me lembrar que, antes de corpo sarado deve vir a mente: “mens sana in corpore sano“. E houve épocas em que o corpo era são, mas a mente, não…
Enquanto me preparava para aterrissar dessa “longa viagem”, lágrimas rolaram antes…Não compreendia se eram de tristeza, pelo tempo bom que passou e não volta, ou, gratidão por ter resistido a tempos ruins( e, que não voltem!)
Ficou a certeza de que, os que estão à minha volta são meu maior tesouro, meu investimento sem fins lucrativos, todo o meu crédito, a perder de vista…
Puxei a minha orelha e vi que preciso fotografar mais essas pessoas, porque, não são apenas “pessoas” e sim o tempo, que conseguimos capturar e prender numa imagem e, apesar de deixá-las amareladas, nem mesmo ele consegue apagar…
Recordações
Tive também outra certeza: neste ano quero fazer uma decoração de natal diferente, que ilustre essa passagem. Será a minha próxima missão( impossível?!…).
Mas antes, ainda há muita faxina a concluir. Esqueceram do quarto? Nem posso…
Como trilha sonora para uma possível futura viagem, deixo essa versão acústica da música dos Titãs que, embora tenha letra melancólica, combina com o que andei sentindo:

Atualizando:
Se deu uma vontadezinha de chorar, com este post, posso tentar compensar-lhes com uma visão menos nostálgica, mais bem-humorada da “faxinoterapia” no post Relatório Faxinal, da Cynthia “Fala mãe!“.
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Promoção "Fadinha de Luz"

Será assim até janeiro, no 2° aniversário do blog: maratona de pequenas promoções, com brindes especiais. Sai uma, entra outra!

Muito me honra a parceria com pessoas talentosas, capazes de materializar sonhos com as próprias mãos como a Ana Sinhana, a Cecília&Helena e agora, com a Ana Paula Cavalari.

Na minha viagem ao Sul, trouxe na bagagem muitas comprinhas fofas. Dentre as aquisições da loja Lu Gastal, uma boneca de pano que descobri ter sido feita por uma “menina”, aqui no Espírito Santo. Viajou pra longe e, voltou para o mesmo estado de origem:
3 fofos no meu sofá
No meu sofá, a boneca da Anita troca umas ideias com o gatinho da Lu Gastal, enquanto a coruja da Ana Sinhana fica prestando uma atenção!…
A Ana é veterinária, mas deixou Minasss e veio lançar âncora por aqui, nas praias da tranquila Coqueiral de Aracruz, à cerca de 45′ de Vitória:
Num cenário bucólico como esse ela se entregou a outras paixões, além dos bichos…
No Flickr da Ana poderão conhecer melhor o trabalho caprichadíssimo dela. 
Fico impressionada com o cuidado que tem, acrescentando um detalhe aqui, outro ali, fazendo de cada boneca um personagem único.
Uma das suas últimas fornadas, visando o natal:
Não são, absolutamente fofas?
Complementando o que escrevi no início do post, dou-lhes a boa notícia de que a Ana ofereceu uma dessas lindas fadinhas pra sortear no blog:
"Anjinha"
Faremos uma promoção um pouco diferente, dessa vez: 
-Vale para todos, inclusive, àqueles que moram fora do Brasil.
-Para participar, basta preencher o quadrinho do Contest Machine, logo abaixo.
-Quem divulgar no próprio blog e/ou Twitter poderá participar mais de uma vez, contanto que deixe o link, referente à divulgação.
-Só serão válidas as participações computadas pelo Contest Machine, ok? 
Gosto muito que comentem mas, não se esqueçam de preencher o quadrinho!
-Querem aumentar suas chances de ganhar?
A Ana está fazendo uma simpática promoção conjunta, sorteando outra fadinha no blog dela

Sorteio no dia 05/dezembro.
Prestigiem, pra que mais promoções bacanas como essa possam sempre acontecer por aqui!
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