Última chance…

…Para concorrer a uma linda toalha de piquenique Ana Sinhana! Quem sabe não será você, o sortudo a ganhá-la?
Q
uem avisa amigo é: o sorteio será no domingo.
Permita-se esta chance para mais esta alegriazinha e, vá correndo participar!…

1953 Vintage Mother Goose Illustration Eulalie Banks. Skip To My Lou
Surrender Dorothy, by Etsy
“Eu vou, eu vou!
Participar, agora eu vou!…”
Garfield´s Picnic Wallpaper - garfield wallpaper
Depois, pode até nos exibir a toalha, num substancioso piquenique no jardim, combinado?

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9 Comentários

  1. Lá sempre dou uma espiadinha por aqui e admiro muito o seu jeito de enxergar o mundo…gostaria muito de pedir sua ajuda para tentar encontrar um pouco do seu frescor pra minha vida. Sou médica formada há 02 anos, cheguei ao Rio de janeiro esse ano para fazer especialização. Me sinto extremanete infeliz, estressada durante os meus plantões, tensa com a indústria dos processos e incorformada com a quantidade de agressões que sofremos durante o exercício da profissão, principalmente de pacientes.Não estava preparada pra isso… Estou "carregada" de uma energia ruim sabe? A impressão que tenho é que envelheci 20 anos em 2…
    Escolhi a profissão errada? Sinto saudade de ser uma pessoa mais leve, positiva, animada, saudades de quando responsabilidade era só uma palavra grande…Saudades dos meus tempos de teatro, de acordar com vontade de desbravar o mundo…Tenho 26 anos, família e namorado amorosos, uma carreira pra tocar, porque me sinto tão….esgotada e infeliz????
    Tem remédio? ou isso é só o começo??
    Estou desesperada…
    M.

  2. M., eu fiquei até agora, escrevendo-lhe uma resposta mas, acabou ficando tão longa, que o meu sistema HTML não aceitou.
    Como já está muito tarde, façamos o seguinte: escreva para o e-mail do blog para que eu possa dar-lhe uma resposta ou, aguarde-me, para que eu possa resumi-la, ok?
    Fique mais tranquila. Não está sozinha; essa não é apenas a sua história: todo médico passa por isso. Mas tem de sair, e bem, né?
    Abraço!

  3. M., vou dividir a minha resposta, ok?:

    É meio clichê falar isso mas, lendo o seu testemunho, chegou a passar um filme na minha cabeça: o meu!
    Essa história não é apenas a sua, mas sim, a da maioria da classe médica hoje, no país!
    Quando era adolescente eu sonhava ser um monte de coisas: violinista, desenhista, musicista…enfim, minhas pendências para as artes sempre foram muito fortes, desde cedo! Mas naquela época, minha mãe abriu-me os olhos:
    "Filha, vai fazer um curso de Ed. Artística( nem sonhava em Belas Artes!) pra ser o quê?!: Professora?!…"( Ela mesma, uma professora!)
    Eu gostava da área de Biologia e por isso, resolvi fazer Medicina, isso, há mais de 20 anos…
    Essa "loucura" que está experimentando agora, sinto dizer, é só o "princípio das dores"…
    Há pouco li, que a profissão de médico é a segunda mais estressante. Não é fácil!
    Antigamente até havia um respeito maior com a classe, mas o sucateamento da carreira tem ocorrido há anos, por uma série de fatores que não convém tratar agora. Este não é um foro adequado mas, um dos culpados somos nós mesmos, os médicos.
    Já que você fez um desabafo, faço o meu: também me sinto desmotivada, cansada, estressada, usada, desrespeitada na minha profissão. Há plantões que simplesmente me aplastram, física e emocionalmente.
    Como sobreviver( e viver!) a isso tudo?…
    Lembro da música: "tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo"…
    Não é fácil.
    Mas você está começando a vida, a carreira e, se o fôlego está faltando agora, não seria hora de se questionar onde estaria realmente o problema? Dentro, ou fora de você?
    Não estou dizendo com isso, que você seja o "problema" mas, que talvez a solução esteja em você, nas decisões que deverá tomar, de agora em diante, na atitude com que vai encarar seus próximos desafios, ainda que seja, simplesmente, terminar um plantão!
    No início é mais difícil, mesmo: acrescenta-se uma boa dose de sobrecarga de trabalho, inexperiência, insegurança. Se isto estiver pesando muito, posso dar um conselho, apenas: desacelere, abra mão de algum emprego, assuma apenas o que tem certeza que vá dar conta, sem ficar doente, física ou emocionalmente…

  4. Eu tenho picos de pressão, se passo muitas noites sem dormir direito. Percebo que, quando estou muito cansada, meu trabalho não rende, meu humor oscila, fico impaciente com o paciente, torno-me uma pessoa, aquém do que deveria ser e me sinto péssima por isso!
    A segunda coisa é aplicar aquele conselho tosco, da nossa ex-ministra Marta Suplicy: "relaxa e aproveita". Se é inveitável um certo stress, tente ao menos usá-lo a seu favor. Seja prática mas, não tenha medo de ser o que é, diante do paciente: converse, toque, se preciso, interaja, ouça, principalmente!…Assim nos sentimos úteis e até, chegamos a fazer alguma diferença nesse mundo, tão sem respeito.
    O mais importante nesse momento não é o quanto você irá ganhar. Se tiver de optar entre um trabalho que lhe possibilite maior experiência e um outro, mais estressante porém, que pague melhor, escolha o primeiro. E só! Mas, não fique parada!
    Quando eu estava fazendo a faculdade, tive o meu primeiro filho. Atrasei 1 semestre de aulas, só pra amamentar. Não me arrependo disso. Esses 6 meses não foram uma perda pra mim, muito menos pra ele.
    Depois que terminei, já esperava o segundo filho.
    Entrei para o mercado de trabalho "crua", insegura, com medo, com 2 filhos pequenos e, acabei não fazendo residência.
    Escolhemos nossas prioridades e as minhas eram: amamentar, dar alguma atenção aos filhos e trabalhar.
    Se ainda não tem filhos, aproveite agora pra se especializar, estudar bastante e ter suporte técnico para exercer bem a sua profissão.
    Há tempo para tudo, já dizia Salomão, e o seu tempo agora é de desbravar matas virgens, mesmo.
    Antes de começar o blog eu saí de um plantão de PS que me sugava. Na verdade não houve renegociação de contrato e o nosso grupo de médicos, que assumia o plantão há mais de 10 anos foi trocado por outro, "mais em conta". É a lei da selva mas, foi desde lá que comecei o blog e não parei mais.
    Veja o que é realmente importante pra você, não só agora, neste momento que está passando, que isso, passa…mas pense, a longo prazo, no que realmente vale o seu esforço.
    Minha vida não é nada ideal, embora possa parecer um "mar de rosas". O que posso dizer a mais, é: reforce seus motivos para fazer o que faz, não seja escrava do trabalho, procure válvulas de escape que a ajudem a manter-se equilibrada e, principalmente: des-can-se!
    É o que precisamos, uma hora dessas, né?
    Confie. Aquiete-se.
    Tem e-mail no blog, tá?
    Abraço e tudo de bom!

  5. Laély
    Aposto com a mais estressante é a de professor. Fico lendo o depoimento da M. e a sua resposta, e penso que também estou passando por um momento muito delicado da minha profissão. Sucateamento, desvalorização… essas palavras caem como uma luva para descrever o momento pelo qual a educação nesse país está passando. Mesmo o universo da educação superior, nicho do qual faço parte, está passando por um momento crítico. Brinco com meu marido que ele deveria ter me avisado que o professor, ao passar em concurso para universidade pública, deveria receber acompanhamento psicológico. A greve que fizemos este ano mexeu muito comigo… tem coisa mais baixo astral que greve (e ainda greve pra MANTER salário, como foi o nosso caso?!!)? É um sentimento de impotência… estudamos TANTO pra isso, para, no fim, sermos tão desmoralizados… Ainda assim, acho que se trata de uma profissão belíssima… um dos meus combustíveis é o reconhecimento, a gratidão, que recebo por parte dos meus alunos. Acho que a gente tem de ir se agarrando às coisas boas. Imagino que na profissão de médico também haja esses momentos de reconhecimento e gratidão. Por mim, escreveria mais, mas acho que não vai caber tudo aqui…
    Sorte pra vc, M., e obrigada, Laély, pela injeção de sabedoria!
    Beijo
    Helena

  6. Num pit stop no fim de semana de "ócio criativo", entro rapidinho aqui e saio om a alma lavada, querida. Tua dedicação e compaixão ao responder o comentário me trouxeram aquela sensação tão boa de peito inchado de orgulho, dizendo baixinho: Esta é a minha amiga! Beijos no coração!

  7. Helena, como já deve ter lido, quem me orientou a não seguir a carreira como professora foi uma professora: minha própria mãe( mesmo por que, acho que daria uma péssima profissional! Não tenho o menor jeito pra ensinar!…)
    Educação e saúde no Brasil não é levado a sério, mesmo! São políticas a curto prazo: o suficiente para manter os políticos no poder, até a próxima eleição.
    Por que não aprendemos com o exemplo da Coreia?
    O que importa é "maquiar"!
    O único hospital da minha cidade é das irmãs de Santa Catarina: foi construído há 10 anos com verba da Alemanha, num bonito vale, com uma estrutura física de encantar qualquer um. Infelizmente, depende de verba municipal e estadual, além da subvenção que recebe da sede, em SP pra funcionar; apesar disso, está sempre mal das pernas.
    A ideia por trás do SUS é muito boa mas, qual o médico e hospital que subsiste, apenas com o que este Sistema lhe paga?!
    Esse mesmo hospital onde trabalho conta com 2 andares, sendo que 1 andar está desativado há tempos pois não compensa abrir leitos, recebendo o que o Governo paga. Uma lástima de estrutura física e humana, mal aproveitadas.
    Com a educação, não é diferente: em vez de investir na qualidade da formação básica, do aluno e do professor, o Governo prefere adotar medidas paliativas; o resultado deve estourar lá na ponta, onde você trabalha, Helena: na Universidade.
    Não é à toa que tem havido uma debandada de bons profissionais, da área da Educação e Saúde e, quem perde é justamente o nosso futuro, como nação.
    "Pra frente, Brasil!" Será?!…
    Abraço solidário!

    Rosana, você está parecendo um sorvete soft, nessa "fantasia". rsrs
    Beijo gelado, amiga!

  8. Não tenho nem como agradecer o carinho de suas palavras…Estou cansada de me lamentar e reclamar, quero dar a volta por cima, e você me deu um estímulo e tanto! Sou sedentária, tenho crises de ansiedade(no meu primeiro ano de plantão tive que apelar pro clonazepan,tamanho stress), e apesar de jovem e magra estou dislipidêmica!!!! Estou tentando pensar que tudo é por uma boa causa, mas fato é que estou 5 dias da semana no Miguel Couto(e de plantão 48hs todos os finais de semana no Upa e no interior do estado), sem o menor tempo pra mim. Estou exausta, e nem conseguindo estudar. Resultado: hoje fui parar na emerGência com crise de enxaqueca e mal estar. Ficou bem claro pra mim o substrato psicossomático da coisa…rs. O bom disso tudo é que finalmente tirei o dia livre, e isso fez toda a diferença.
    Parabéns pela pessoa humana que você é, pela família linda e pela casa cheia de personalidade, do jeitinho que eu gosto….Tive que me mudar pro Rio(agora que comecei a me adaptar), estou morando sozinha pela primeira vez, tenho que aprender a cuidar de mim e da casa, tive que comprar desde pano de prato à geladeira, e descobri que gosto muito da coisa,hehe…Gosto do artesanal, colorido, e sem cara de "mostruário" rs…Essa tem sido minha única diversão, brincar de casinha,rs.
    Vida longa ao blog e muita saúde pra você e sua família. Você é muito querida.
    M.

  9. M. que bom que, mesmo de longe, de uma forma pude ajudar.
    Seu maior problema no momento é estar tão cansada, que sua percepção das coisas está anuviada.
    Reitero: escolha 1 ou 2 empregos que lhe deem condições de se manter sem muito aperto e, tire tempo pra estudar e cuidar de você. Residência não vai lhe dar muita folga, quando estiver fazendo mas, ao menos estará numa área de seu maior interesse, não é?
    De certa forma estou numa situação semelhante: desde de que saí do PS do hospital da minha cidade tenho recebido convite dos colegas, da secretária de saúde e até do próprio prefeito, para que volte. Agora estou pesando se, realmente vale o custo.
    Toda mudança gera um certo stress. Vou me dar a chance de fazer uma experiência e me testar mas, sacrificar minha saúde, família ou até meu humor…não há dinheiro que compense!
    Você mora numa cidade linda demais! Aproveite para conhecê-la ou, curtir ficar mais em casa, arrumando seu cantinho.
    Abraço e boa sorte!

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