"Ritos de passagem"

© Sônia da Silva Lorenz
Meninos da tribo saterê mawé, no interior do Amazonas, experimentam um rito de passagem para a vida adulta: durante a “festa da tucandeira*” são “convidados” a enfiar a mão numa luva tecida em palha, recheada de formigas nada amistosas, cuja picada é considerada 20x mais dolorosa que de uma vespa. São as dores do crescimento.

Na avaliação de alguns “civilizados” isto seria uma “selvageria” desnecessária, embora, possam considerar como rito de passagem “normal”: a primeira bebedeira do filho, a iniciação no tabagismo ou até, a experiência com drogas “leves”!
Qual seria então, o maior e mais duradouro dano para o futuro desses jovens?…

Michael Jackson bem que tentou, mas o “chá de Peter Pan” não funcionou! Ao contrário, foi mortal. Não é possível represar o crescimento.

Às vezes quando abraço meu filho de 16 anos ele desdenha de mim, gozando: “Você está diminuindo, a cada dia…” Respondo-lhe, emprestando as palavras de João Batista, sobre o primo Jesus: 
“É necessário que ele cresça e eu diminua”.( João 3:30)

O "príncipe"

Há pouco, saiu uma reportagem no jornal aqui do Estado sobre a adolescência: segundo a matéria, jovem que não passa por conflitos nessa fase poderia tornar-se um adulto desajustado.
Fiquei até preocupada: 

“Mas, como assim? Será que devo alugar algum problema?…” Já que, o único adolescente da casa sempre foi menino amável, gentil, bem-humorado, estudioso, não tão belo quanto Brad Pitt porém, muito melhor, esteticamente falando, que Tiririca; um menino, que não se importa em ser taxado de ridículo por sair com uma toalha em volta do  pescoço ou então, por levar uma lancheirinha de criança para a escola…
Lancheira de lata
Enfim: o barquinho do desenvolvimento nadava em águas calmas, até agora, sujeito apenas à algumas marolas, de vez em quando!
Até, que…eles se apaixonam, a primeira vez. Decepcionam-se, com o amor não correspondido, com as amizades, não tão amigas…
Também inevitável, sofrermos junto, duplamente: por eles e por nós mesmos, relembrando a impotência que nos dominava à época, tanto quanto, agora. São as dores do crescimento…
Ao mesmo tempo, a tal da “angústia existencial” os assola, fazendo nós na cabeça, como dreadlocks.
Mas, como diz o ditado:
“Água fria não escalda pirão”.
E ainda:
“Água de morro abaixo, fogo de morro acima”…ninguém segura o trem do crescimento( Atenção: isto não é o Lula, falando do PAC!)!
Não dá pra viver a vida, as frustrações, as experiências, ou inexperiências, por eles. Isto seria trapacear com o amadurecimento. A vida cobraria isso de nós ou, deles.
Tomar decisões, já é difícil. Mais ainda: ensinar um filho a tomá-las, sozinho. E algumas escolhas exigem renúncias: não se pode ter tudo o que se quer:
De frequentador esporádico do McDonald’s, o adolescente resolve virar vegetariano:
O hamburgueiro...
Nossa função como pais deve equilibrar-se entre, dar suporte e dividir  experiências com eles para que não passem por sofrimentos desnecessários, ao mesmo tempo que devemos estimulá-los a assumir posição, desde cedo.
Mas afinal, que sofrimento seria considerado “necessário”? Talvez, aquele do qual não podemos nos desviar: o que vem, para nos treinar a resiliência.
É fazer um esforço de memória e lembrar da época em que aquele bebezinho ensaiava os primeiros passos: 
Descorindo o mundo...

Ficamos por perto, de braços abertos, amparando a possível queda( e elas virão, com certeza!), tentamos fornecer-lhes um ambiente seguro para que não se machuquem (muito!) mas, alguns arranhõezinhos são inevitáveis, até que firmem os passos e andem com desenvoltura. Quedas e arranhões provocam dores: são dores do crescimento…

Pontes são passagens sobre águas, profundas ou não, turbulentas ou não, que nos transportam de uma terra firme à outra. A adolescência, também:
“Um mergulho em busca de ar”( Ritos de Passagem-Engenheiros do Hawaii)
Encenação de "O Noviço"
Encenação de “O Noviço”: atividade na escola
*A conterrânea Alba Assis escreveu-me um e-mail, sugerindo a correção o nome da formiga, usada no ritual dos índios mawé. Segundo ela, é questão do “preciosismo” de uma amazonense, mas eu fiz questão de aceitar a sugestão e consertar: é tucandeira e não, tocandira!
Obrigada, Alba!

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25 Comentários

  1. Poxa, me emocionei com seu texto e olha que o meu ainda não cresceu tanto. Mas, já sente as tais dores do crescimento que doem mais em nós do que neles.
    Sobre as pesquisas dos especialistas…ah! Deixa isso pra lá!
    Especialista somos nós, mães e pais, na arte de amar, educar, escolher, renunciar e tudo mais que for preciso para deixar um ser humano digno para esse mundo.

    Aprendi que não existe receita pronta para educar. Cada família tem a sua e a outra não se aplicará.

    Belo menino seu!!!
    Bj grande

  2. Ontem eu não consegui escrever nada, Daniele: era só emoção, pois decisões forma tomadas que implicarão mudanças, para nós e para ele.
    É como diz a música, na voz de Elis: "Vivendo e aprendendo a jogar…"
    E a gente aprende com eles, também.
    Um abraço!

  3. La,imagina como estão meus olhos,já que tenho um dessa idade.Passa rápido né amiga,a época em que só com os braços e as mãos podíamos mostrar-lhes o caminho sem que se machucassem.
    Mas é a vida e para usar também uma música:é a vida,é bonita, é bonita!…Cantar e cantar e cantar,a beleza de ser um eterno aprendiz…"
    Assim como eles,vamos aprendendo e sempre testando o nosso coração de mãe que insiste em querer só proteger,mas existe,ainda bem!,o bichinho do bom senso e da razão.
    Depois que falei com você descobri que o meu está vivendo uma crise com o seu futebol,envolve também tomar atitudes,conversar,coisas que ele vai ter que fazer sozinho e estar preparado para ouvir as críticas.Vamos ver!
    Bj

  4. Alô, Laély!
    Minha querida amiga…O que eu poderei te dizer diante destas dores do crescimento? De uma forma semelhante, também estou sofrendo com isso. O meu filho mais velho, de 14 anos, de vez em quando, me traz esse sentimento de certa impotência minha diante da aventura dele de se tornar adulto.
    Outro dia mesmo, ele se sentiu humilhado pelas palavras debochadas e cruéis de algumas meninas da sua turma da escola. Ele se sentiu rejeitado e ficou muito triste…E eu quase chorei de tristeza junto com ele. Ele disse que elas o achavam feio e bobo. E eu só conseguia imaginar que elas apenas eram umas "bruxinhas juvenis malvadas" que como nas estórias infantis, só estão ali pra espalhar a maldade na vida alheia.
    E pensei naquele momento, como eu gostaria de evitar esse tipo de sofrimento na vida dele…Mas sei que na verdade,não podemos proteger os nossos filhos de todas essas amargas experiências.
    Mas acho que o mais importante diante dessas situações difíceis que os nossos filhos passam, é estar ao lado deles. É
    demonstrar-lhes o nosso amor incondicional. É abraça-los, enxugar as suas lágrimas, se possível, e contar-lhes que novos dias virão e com eles novas possibilidades de ser mais feliz…
    E se a gente fosse lá daquela tribo, eu iria correr,na certa, com algum bálsamo milagroso, que lhes amenizasse as picadas das ferozes formigas da vida…

    Meu solidário abraço de mãe pra você !
    Teresa

  5. Oi Laély
    senti uma carga forte de emoção no seu texto e não é a toa… Pai e Mãe, ouro de mina… é amor que se aprende a cada dia, enquantos os filhos crescem, nós crescemos junto como pais que somos, erramos e aprendemos a consertar os erros e assim os ensinamos que podem refazer, ou tentar novamente. As decisões, por mais difíceis que sejam, devem ser tomadas, e cabe a nós e a eles estarmos abertos para o diálogo… mas a teoria é muito mais clara e fácil que a realidade…
    Desejo de todo coração, que as decisões sejam acertadas, que dores sejam passageiras e os resultados da colheita sejam fartos.
    um beijinho
    josi

  6. OI, Laély querida !!!
    Puxa, quanto tempo não vinha aqui me deliciar com seus tectos sempre tão lindos e cheios de emoção!
    É, amiga, os filhos crescem, e quase que obrigatoriamente n´so sofremos com eles e não existe regra, o que deu certo pra mim, talvez não dê pra vc e vice-versa….no momento, estou sofrendo, meu coraçãozinho dói com minha filha de 21 anos que namora há dois um rapaz que a gente aqui em casa não aprova, mas vamos levando, pedindo a Deus que coloque nossos filhos nos Seus Caminhos e que ELE os conduza para o melhor pois chega o momento em que não podemos mais decidirmos por eles…e este processo é doloroso…
    Apareça lá no blog quando puder, estava com saudades de ti!
    Beijão
    Helena
    http://diaadiacorridinho.blogspot.com

  7. Acabei de chegar de uma palestra com o psiquiatra e escritor Içami Tiba. É bom ouvir um especialista: no que descobrimos que estamos fazendo certo, congratulamo-nos( secretamente), mas, no que temos deixado a desejar…baixamos a cabeça e fazemos a "mea culpa". No entanto, procurar acertar já é um crédito, não é? E eles consideram esse nosso esforço.

    Teresa, meus meninos sempre fugiram ao padrão; como disse o mais novo, há pouco: "ele era a ovelha negra da turma". Isso é uma ideia errada, que um grupo impõe como prenda sobre aquele que caminha, diferente da maioria: é cruel, mas real. porém, se percebermos abusos que estejam prejudicando o desenvolvimento da criança, é nosso dever como pais procurar coibir isso, tomando as medidas cabíveis a cada caso. Bullying, não!! Não podemos ser condescendentes com isso, nem quando nossos filhos são as vítimas, nem, quando são eles os responsáveis.

    Josi, em certas situações, não interferir pode significar negligência nossa. Em outras porém, devemos deixar que els tomem as próprias decisões, mesmo que não sejam as nossas escolhas. Assim também, por nosso exemplo, ensinamos a eles a "autonomia comportamental" que Dr. Tiba mencionou na palestra: eles não serão uns "maria vai com as outras". Devem ter competência para arcar com decisões, ainda que isto seja "nadar contra a maré".
    A nossa função é ficar aqui, na plateia, aplaudindo, torcendo, orando, apoiando, chorando junto, aconselhando…e esperando que, realmente eles saibam fazer as melhores escolhas.
    Um abraço e obrigada!

  8. AAAAAAAAAi Lá
    eu já to aqui quase chorando, me vendo com essas mesmas questoes daqui a pouco!
    Acho que cada um temo seu tempo.Tem pessoas que amadurecem mais cedo, outras mais tarde.
    Seu filho é perfeito. Um adolescente com personalidade que sabe o que quer. Isso é louvável!
    Bjs

  9. Oi Laély, leio sempre o seu blog e gosto demais. Essa postagem caiu como luva para mim, pois, tenho um menino de 14 anos. Concordo com você quando diz que não podemos acertar sempre mas estamos tentando. Foi assim com nossos pais e vai ser assim quando nossos filhos forem pais. Um beijo.

  10. Que texto tocante Laély! Ainda não sei como é ser mãe, ainda mais de um adolescente, mas me vi na sua pele quando a vida nos coloca situações inesperadas a ser resolvidas e, de uma forma ou de outra, acabamos dando conta do recado. Não há jeito certo ou errado mas o possível do momento. Siga seu coração e dê ao seu filho o que for possível. Garanto que já será muito pq você tem um coração bom e carinhoso, pelo que percebo nas suas palavras nos posts que escreve. Força e tudo ficará bem para vocês todos! Beijo querida!! E se precisar, estamos aí!! Myrian

  11. Laéli, que linda reflexão!!!Fiquei emocionada…Tenho 04 filhos, os dois mais velhos se avizinham desta ponte chamada adolescência…Obrigada amiga…Que Deus possa lhe inspirar sempre.
    Fernanda

  12. Oi Laély, ao ler seu post passou um filme na minha cabeça porque já passei por isso e ainda passo um pouco. Sou mãe de filho único que está com 18 anos. Teve momentos que eu não sabia o que fazer, como agir, às vezes eu parecia estar mais insegura que ele. Como é dificil!!! Hj já vivo mais calmamente, ele está começando a trilhar seu próprio caminho meio que sozinho. Enfrentou diversos problemas na adolescência. Ele era muito tímido e moramos numa cidadezinha pequena de 35000 habitantes, sempre estudou em escola particular aqui da cidade (tb pequena). No ensino médio ele fez prova de bolsas do Colégio Anglo de Sorocaba (uma cidade imensa aqui da região) ganhou 50% de bolsa de um colégio que jamais teria condições de pagar integral e eu mandei ele prá lá, onde só estudam jovens de classe média alta. Fiquei com o coração na mão. Ele enfrentou em determinados momentos preconceito, mas nunca falava nada. Eu as vezes notava ele meio triste e perguntava, mas ele não falava. Só hoje é que ele conta com detalhes alguns problemas enfrentados. Mas nem por isso deixou de ser um bom aluno. Ele acabou superando e no 3º ano estava totalmente enturmado que acabou me dando um certo trabalho, imagina garoto pobre acompanhado de garotos ricos que papai da tudo que quer para suprir a ausência. Fiquei maluca nessa época. Nesse momento eu e o pai tivemos que interferir e muito, pois vinha vestibular pela frente, e na decisão do curso então… Ele acabou nos surpreendendo… fez inscrição entre as diversas USP, UNICAMO, etc. para o curso de Processos de Produção da FATEC, eu não imaginava jamais ele nessa área. Conclusão passou nesse curso, foi para a faculdade, com 17 anos (já está no 2º)é um excelente aluno, passou num processo seletivo da faculdade e trabalha lá mesmo como estagiário no Laboratório de AUTOCAD orientando alunos e auxiliando professores.Hoje eu me surpreendo com ele. Desculpa o comentário imenso, mas é que vi que tem diversas mães aqui que vão passar por essa fase e quem sabe minha experiência ajude vcs em alguma coisa. Bjs pra todas.

  13. Laély, só coração de mãe escreve com tanta emoção assim.
    Já falei pra você da minha (ás vezes) imensa preocupação com o futuro do meu filho, que pessoa ele vai ser, será que estou protegendo demais, soltando demais, ah! as dúvidas são tantas.
    Mas no fundo a gente só quer que eles sejam felizes e equilibrados.
    Lindas fotos do seu filho!
    bjs.

  14. Ei menina, seu menino continua com a mesma carinha de quando era bebê…coisa boa e dolorosa é vê-los crescer e precisar cada vez menos de nós. Minha filhota mais velha que está terminando o terceiro ano da faculdade de Psicologia, noutro dia entrou em crise…querendo jogar tudo para o alto para começar Gastronomia. São as dores e delícias da maternidade. Seguimos pela intuição, já que não há manual de instrução que se aplique a todos…Beijocas!

  15. Lá, sou mãe de uma menina de 18 anos..Imagina uma menina que sempre ganhou concursos por sua beleza, mas mesmo assim não se acha bela?? Ela se acha diferente e inferior..

    Já choramos muito com ela e por ela, tentando resolver questões que faziam parte de seu crescimento..Ela é filha única e mesmo tentando não mimá-la demais, a gente dá uma escorregada, né?

    O que tenho pra te dizer é que seja lá o que vcs estiverem passando, saiba que mesmo virtualmente estamos aqui..Afinal, acgo que este teu blog acabou tb com a função de ajudar, estender a mão, oferecer o ombro…

    Que Deus te abençoe gaurde vcs e com certeza tudo isso passará…Como disse o poeta Mário Quintana : "Eles passarão.
    Eu passarinho!"

    Bjs no coração.

    Val

  16. Sol, essa questão da inadequação do adolescente talvez seja um dos principais motivos de conflitos nessa fase: ao mesmo que tempo que sentem uma necessidade de aceitação percebem que, nem sempre se encaixam perfeitamente no que o grupo espera deles.
    Vivi, e ainda vivo isso com os 3 mas, enfim, temos de prepará-los para manter princípios, mesmo que isso inclua serem deixados de lado pelo grupo: como mencionei anteriormente, citando o Dr. Tiba e a "autonomia comportamental". Não digo que isto seja fácil, porém, depende muito do exemplo que recebem em casa.
    Salomão dizia: "Ensina a criança no caminho em que deve andar e, ainda quando for velha, não se desviará dele".
    Já está sedimentado que o adolescente seja transferido de escola: escolha pessoal dele que, por mais que nos seja difícil abrir mão da convivência, já estou me convencendo que seja a saída menos danosa, pelo menos para que ele não perca o ano.
    O mais velho fica em Vitória para estudar mas, a saída dele de casa era uma coisa natural, para a qual já estávamos preparados. Ao contrário, nunca fazemos planos de ter de nos afastar dos filhos, quando ainda julgamos que estejam "verdes", não é mesmo? Talvez, seja um indício de que ele já não esteja tão "verde", quanto o imaginávamos. Não queremos forçar nada e acreditamos inclusive, na espiritualidade que ele sempre demonstrou valorizar: Deus tem planos pra ele e não seríamos nós, mesmo como pais, a nos colocar como entraves nessa caminhada.
    Apesar do peso e, de estar um pouco triste por essas mudanças bruscas, estou tão tranquila quanto o menino, de que um afastamento transitório não enfraqueceria nossos laços e afinidades.
    O tempo nos ensina e, devemos esperar que ele nos revele que nova lição é essa.
    Abraços e obrigada pelo carinho e participação!

  17. Oi Lá…ler seu texto me emocionou demais, como sempre aliás, de maneiras diferentes…
    São tantas reflexóes, tantas memórias…é o tempo deles bebês, as diferenças e dificuldades de integração, os joguinhos, manter o caráter, e o bem querer, a ternura…é o filho que quer ficar, o tempo dos pais quando filhos, uma gama de experiências…amadurecer dói, crescer dói…neles e em nós!! Bjinho Lá, muita luz prá vc e tua família!!

  18. Lá, nao tenho muitas palavras pq os meus estao em outra fase ainda, mas sei que nosso sentimento de mae de nao querer que eles aprendam na vida sofrendo muito, é comum, não é?
    Muitas vezes é necessário, para um aprendizado maior.
    Vc já leu: "Quem ama, educa"? Acho ótimo! Pra vc nao deve servir tanto mais, mas eu me pego relembrando "licoes" de lá sempre com os meus!

    Beijos
    Patricia Tedeschi

  19. Sua reflexão me atingiu em cheio…tenho 2 filhos e ambos, na adolescência!Cresceram muito rápido…nem percebi ou fingi, para não doer…São lindos, queridos, piedosos, amam a vida, os animais ,, a família, Deus…Tem conflitos,dores,incertezas…estão crescendo e estou ao lado deles!Levo para passear,para a escola, para o super, para onde forem…A menina já ama, o menino já namora!!Já tenho uma nora!!Sâo felizes, mas eu sofro, queria que fossem ainda crianças…Bjs!!

  20. Oi amiga amada
    sabe sobre essesassuntos ainda não posso falar,pois filhos sólidei atéagoracom os dos outros sendo professora,rsrs
    mas quando tiver filhos,quero que eles sejamcomo os seus,lindos,inteligentes e educados.
    te adoro
    saudades
    beijos

  21. Laély, me encontro no mesmo barco que você mas concordo que as dores do crescimento são necessárias.
    Nós,devemos cuidar, esclarecer,ensinar, apoiar…
    jamais dar o roteiro de vida pronto e acabado para eles(sabe aquela velha história: não dê o peixe ensine a pescar), pois isso acaba por deixá-los acomodados e desestimulados.
    Autonomia é importante mas devem saber/sentir que nós, os pais, estamos sempre receptivos, isto dá segurança e confiança à eles.Bjs e parabéns pela ótima abordagem do tema.

  22. Rosana, sua declaração foi praticamente um poeminha!
    Um abraço, de mãe pra mãe!

    Eliene, quero que sejam exemplos, não por serem meus filhos, simplesmente, mas porque todos nós precisamos de bons, não é mesmo?

    Sílvia, você mencionando o paternalismo, sempre danoso e, não sei por que, associei ao atual e futuro governo?!…

  23. Bom dia Laély
    Meus filhos, 20 e 16 anos, pessoas completamente diferentes, cada qual com seu encanto e deslumbramento!
    Ainda fico com a sensação de estar com os braços abertos amparando a possível queda.
    Dores e descobertas fazem parte da vida deles, como fez das nossas e nos tronou quem somos.
    Me considero forte e penso que estou fazendo por eles o que é necessário para que se tronem pessoas fortes e resolvidas.
    Não é fácil, mas quando há amor, tudo fica mais claro e aceitável para pais e filhos.
    Medos ocorrerão em qualquer momento de suas ou nossas vidas.
    E não é só aí que para, depois tem o inverso, já vivi a situação contrária.
    Quando nossos pais/sogros, entram na fase final de suas jornadas e parece que recomeça da velhice para a infância, igual, como se fossem adolescentes, só que com uma urgência maior, pois o tempo se esgota.
    Aí também, temos que deixar a natureza tomar conta de tudo.
    Duas fases diferentes, crescer e morrer, tão parecidas e exigentes, mas que nos trona pessoas melhores.
    Beijos, tenha um dia traquilo e colorido.
    Lenita

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