Melancólicas perdas…

“Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito.”
Falei em perdas no post de ontem e o dia começou, apresentando-me um pacote delas:

O
Merlin, da Vivi, fez-me pensar no quanto nossos bichinhos de estimação passam a fazer parte da família. São a alegria da casa e quando partem, deixam um vazio.
Chorei, pelos dois.

Em seguida, chorei a perda de uma paciente especial.
A morte, tanto quanto manter a vida, faz parte da rotina médica. Talvez por isso, mantenhamos uma certa distância segura de envolvimentos emocionais.
Pouco mais de um mês de convívio com uma paciente com Síndrome de Down e a família dela, abriu uma brecha nessa convenção: a alegria que ela demonstrava, mesmo doente, e o carinho com que a família a cercava, cativaram-me. E eu, chorei a sua partida.


Esta noite fiquei sabendo da partida de outro, que já me fez sorrir, só de ouvi-lo:


Millôr Fernandes não é nenhum oráculo, como já escrevi nos comentários, mas sempre tem uma frase, de fina ironia, para expressar nossos mais profundos sentimentos:


“Toda alegria é assim: já vem embrulhada numa tristezinha de papel fino.”

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11 Comentários

  1. É praticamente impossível não se envolver com o mundo a nossa volta, seja as tristezas ou alegrias. Apenas os indiferentes e egoistas não passam por isso.

  2. Oi Laely…o se envolver com essas perdas..significa que vc tem sentimentos…eu tb fiquei muito triste com a partida de Paulo Moura…mas nós que aqui ainda estamos temos a obrigação de continuar os ensinamentos que aqueles que partiram deixaram em nós…olha só a responsabilidade que temos…só pessoas sensiveis são capazes de fazer isso…e voce com certeza tem esse predicado…

    NAMASTE.

  3. La eu só queria te abraçar, só isso!!
    Agora nossa vida está mais cercadas de perdas, perdas de pessoas queridas, animais e até objetos que tem história, mas abre lugar ao novo, procure o novo.
    bjss amiga

  4. É Laély,essa é a vida!!!Sempre nos fazendo alternar momentos e sentimentos,alguns que não nos deixam voar livremente.
    As perdas que comentei no post anterior,estão sempre presentes e lidar com elas e com a dor que elas trazem é um exercício doloroso.

    Bj

  5. Olá Laély…
    É sabido por todos que perdas fazem parte da vida, mas é difícil compreender!
    Espero que um novo dia te traga mais alegrias.
    Bjs.

  6. Envolver-se afetivamente dá mais trabalho, inclusive, envolve riscos, como o de sofrer a perda. Mas, como saber se algo ou alguém é realmente importante, se não nos abrirmos e nos doarmos mais?!
    Abraços, que hoje é novo dia!

  7. Ih, também acho que tristeza e alegria andam juntas… E fazem parte da vida, assim como as perdas. Depois que um amigo morreu aos 31 anos, comecei a pensar e viver a vida de maneira diferente. Teve um lado ruim porque comecei a ter medo de uma morte repentina, mas vi que não posso controlar esse tipo de coisa e tento aproveitar ao máximo meu tempo ao lado das pessoas ou animaizinhos que amo! Não consigo passar mais do que um final de semana sem ver meus pais, por exemplo. Meu final de semana perfeito é jogar conversa fora ao lado de pessoas queridas… Um grande beijo!

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