Colorterapia…

É o que promete este hotel, em Bruxelas:
Pantone Hotel, um dos últimos investimentos da empresa Pantone Inc, tem 7 andares projetados, cada qual, com uma cor diferente de sua vasta paleta:

Hotels.nl

Aqui, o hall de entrada do hotel:
E, alguns de seus quartos: de inspiração vermelha...
Amarela:
Superfuture

E azul:
search design ideas

Mas, se você for um artista em trânsito por Philadelphia e estiver trabalhando nalgum projeto, poderia tentar hospedar-se neste outro hotel, mais simples porém, tão charmoso quanto o Pantone, mostrado no Apartment Therapy:

Por trás da fachada clássica do PAH( Philadelphia Art Hotel), esconde-se um inovador conceito em hospedagem.

O casal que planejou o PHA, Krista e Zak, ocupa o primeiro andar do prédio de 3 e o fizeram, com o intuito de estimular a vinda de artistas para a cidade.
Sem dúvida, eles não têm medo de cores, o que pode ser conferido em cada um dos diferentes ambientes, a seguir:
Mais fotos do hotel, no Flickr

E nós brasileiros, desde tempos áureos considerados um povo hospitaleiro, caloroso e criativo, bem que poderíamos aprender a conviver melhor com as cores, como os nossos amigos gringos, assim como Zé Carioca tentou ensinar ao ranzinza Donald a malemolência do samba.
Numa época em que o cinema desconhecia o “politicamente correto”, é curioso ver a dupla fumando e bebendo cachaça que, inexplicavemente nesta animação, ganhou uma cor laranja:

Eu amo cores! E também: desenhos antigos da Disney( politicamente corretos, ou não!).

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"Imortais"

Dizem que “o que é bom, dura pouco!”
Discordo: o que é bom, dura e, para por aí!

Mas o antigo pode ser reciclado, ganhar um “plus” e se transformar em algo “cool”.

Desde que comecei a frequentar a blogsfera, um termo que aprendi e amo repetir, pois a palavra me soa bem aos ouvidos, é: vintage!
O vintage é o antigo que envelheceu dignamente, como Fernanda Montenegro, mas não perdeu seu charme.

Assim o crochê, que até bem pouco tempo era “coisa de titia, ou vovozinha”, voltou a merecer lugar de destaque na decoração e vestuário.

Mas vamos combinar que, a moda agora é descombinar: um novo jeito, de usar o antigo.
E é dessa forma que ele aperece por aqui: num centro de mesa…
centro de mesa
Ashley Ann ensina como fazer esse patch de crochê. É só clicar no link.


E, numa delicada composição na parede:

Flor de Papel


Um exemplo de clássico que nunca sai de moda é Chico: há décadas compondo, cantando e encantando, enquanto Lambada, É o Tchan!, Bonde do Tigrão, Calypso…já passaram e outros, passarão!
Como escreveu Mário Quintana, em seu Poeminha do Contra:

Todos estes que aí estão
Atravancando meu caminho,

Eles passarão.
Eu Passarinho!

Então, ganhemos as asas da imaginação, para voar alto na voz e música deste, que é um “highlander“, nas terras de todo coração sensível:


Atualizando:

Havia esquecido de explicar, mas a Cecília Helena, nos comentários, chamou-me a atenção sobre qual seria o nome desse delicado círculo em crochê.
A Vivianne, do dcoração, há algum tempo fez até uma promoção, para encontrar um nome em Português que equivalesse ao doily, inglês. Venceu, quem lembrou o nome: naperon.
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"Test drive"

Nerdy Baby

Hoje vi tanta coisa, mas rodo, rodo e me detenho, em: “crianças”. Sim, porque é tão mais fácil agradá-las, diferentemente dos adultos!
Por, exemplo: a ala masculina da família costuma ignorar o blog, da única mulher da casa( “porque isso deve ser coisa de mulher”: nem tentam justificar, mas é o que presumo). Abrem uma exceção quando revelo alguma novidade boa, ocorrida por aqui: escutam com atenção, assentem com a cabeça, chegando a pronunciar um “uhm-hum” entre os dentes, o máximo do entusiasmo que lhes é possível!
Mas, isso não chega a ser uma queixa. Que seja: “cada macaco no seu galho!”
Meu pequeno é quem me acompanha desde o princípio e, com frequência pede para ler os últimos posts. Geralmente o que ele mais gosta é quando mostro o gato, que adora.
É engraçado ouvi-lo gargalhar enquanto lê algo que escrevi pois, normalmente, sou uma pessoa séria e a mais sem graça possível, contando piada.
De certa forma isso passou a ser um termômetro de qualidade, pra mim: se o menino gostou, já fiquei satisfeita porque, no final das contas, se não nos divertirmos um pouco com o que fazemos, a vida não faz muito sentido.
Calvin&Haroldo/Apatossauros

E é em homenagem a essas crianças, opinadoras e transformadoras que mostro os quartos a seguir, um para menino e outro, para menina.

O primeiro é tão original nos detalhes, que me encantou:

gutterom 3b
Um colchão simples pode servir como cama acessória para uma eventual visita ou, como sofá, lembrando uma cama de pallets mostrada aqui e aqui.
O quadros em lousa, onde se desenhou a giz um avião bem diferente, ajudaram a compor o clima lúdico.
O instrumento de pedreiro, uma régua articulada, saltou à parede como um criativo porta recados.
E noutra parede, a descontração das fotos exibidas como se, numa galeria da fama, improvisada com pranchetas:
gutterom 11a
Simples e fofo, não?
gutterom 10
Já o quarto da menina mesclou diferentes tipos de papel de parede, preto no branco, com vários tons de rosa, do esmaecido ao vibrante pink:
Quarto de menina
“…sin perder la ternura jamás!”
Quarto de menina
Embaixo da cama, espaço aproveitado para guardar caixas com objetos.
Glamour sem peruagem, as lâmpadas em volta do espelho fazem lembrar camarim de artista:
Quarto de menina
Forelderemanuelen

Falando-se em criança, descobri um blog na Finlândia onde a mãe fotografa seu bebê, uma menina, em situações surrealmente fofas!
Só uma ideia:

Mas vale a pena conferir mais, por lá: Mila’s DayDreams

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Rumpelstiltskin

Rumpelstiltskin é um conto dos irmãos Grimm. O personagem, um duende de nome impronunciável, foi adaptado para o cinema e aparece na última versão de Shrek 4, ainda inédito pra mim.

A Vivianne foi uma das responsáveis por me chamar a atenção para a beleza desse lugar frio, no clima, mas quente, nas formas e cores. Vez em quando ela nos mostra algo sobre o design desse país, tão-tão-distante, como aqui e aqui.
A língua para nós é mais estranha que a do povo Na’vi, de Avatar, mas as imagens captadas nos blogs de lá têm linguagem universal: a do coração. Pelo menos, a do meu.
Sou capaz de esquecer as horas viajando pelos blogs escandinavos e, tudo me encanta, principalmente, a maneira espontânea e democrática como lidam com as cores: sempre o branco fazendo a base, do piso ao teto, mas, a variedade de tons nos detalhes, nas formas, impressionam-me!

Lykke og Lykkelliten: um nome impronunciável encantou-me, nesses últimos dias.
Tove, a autora do blog, é uma norueguesa de 30 anos que mora com o marido e uma filha de 5 anos numa casa adorável. Ela também tem uma loja virtual, a Nett Pynt.no, onde é possível encontrar várias das peças que ajudam a decorar a casa.

A seguir, um breve tour:
Costura, crochê, tricô são estrelas na decoração.

O quartinho da menina é simples, mas único:
Um móbile artesanal:

Segundo o que vi, foi a própria menininha que montou o móbile.
A armação, pode ser encontrada no
site da mãe.

Um cantinho de leitura simpático:
Atenção, às gavetas da escrivaninha.

Ainda, o quarto da menina:

A sala mescla moderno e vintage, sem medo:
Não parece casinha de conto de fadas?
O tapete verde é fantástico!
Ou, melhor o vermelho?
Deu vontade de fazer um abajur fofo, como este:
Baú e almofada:
Colmeia de cores:
Almofada de fuxicos:
Mais detalhes, fotos maiores: na galeria de Tove Michelle, do Flickr.
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"A intrusa da festa"

Quando criança, os musicais antigos recheavam a Sessão da Tarde. Assim conheci Fred Astaire e Gene Kelly: dançando e cantando. Ficavam trites, cantavam. Ficavam alegres, cantavam.
A cena clássica, marcada em minha memória, foi Gene Kelly dançando e sapataeando na chuva, cantando
Singing in the Rain

Gene Kelly-Singing In The Rain

an alias | Vídeo do MySpace


A Vivianne Pontes, dcoração, confessou que “faz careta e dancinha”, quando fica feliz. E acrescentou: “todas as pessoas felizes são ridículas.”

Fiquei feliz, “fazendo dancinha”, ao ser mencionada nesse post ao lado de outras queridas amigas, como a Cynthia e Ana Sinhana.

Mas nem todo mundo fica feliz ao receber penetras, não é? Principalmente quando chegam, com o intuito de atrapalhar o bom andamento da festa.

Não tive escolha: ao contrário do que previa a Metereologia, a chuva inesperada reverteu a ordem da nossa noite de fogueira.

Sem medo de parecer “ridícula”, para a “felicidade geral da nação” lá de casa, ressuscitei a mesma dupla caipira, formada com a amiga Fernanda na festa passada, para dar as boas vindas às visitas debaixo da chuva fina que começava a cair:
Promovendo o novo LP
“A dupla caipira, internacionalmente conhecida em Barbacena, interrompeu a turnê de divulgação de seu mais novo LP, Ana Raio e Trovoada, para fazer uma participação especial, abrindo a Noite de Talentos em Santa Teresa!”

A performance, com direito à coreografia de última hora, deixou a todos mudos, de espanto:
"Performance caipira"
Na correria que foi, organizar e receber 30 pessoas nessa noite, deixei a máquina nas mãos de uma amiga. Só depois pude ver que não tinha nenhuma foto da mesa, arrumada.

No início da noite de sábado, depois de tudo organizado no quintal de casa, as primeiras gotinhas de chuva começaram a cair. Como vimos que a “convidada” havia chegado pra ficar, o jeito foi improvisar:
Os homens esticaram um toldo de plástico cobrindo o que era possível mas, toda a decoração foi por água a baixo, literalmente.
Felizmente, não faltou bom-humor aos convidados para encarar os baldes espalhados pelo chão: goteiras se formaram no “teto”, furado em vários pontos.
Aqui, alguns detalhes da mesa colorida que montamos:
Cesta colorida

O que também não faltou foi boa comida:
Creme de abóbora e carne seca, aipim cozido, canjicão, pé-de-moleque, cocada, pão de fubá, goiabada com queijo, bolo de milho, cuscuz de tapioca, bolo de fubá, bolo de aipim, queijadinha de abacaxi, chá de capim cidreira…Era tanta coisa que, ao final da festa, precisamos dividir os quitutes entre os convidados.

A mesa foi coberta com chita e muitas flores, naturais e artificiais:
Detalhe da mesaDetalhe da mesa

O anão de jardim virou anão caipira:
Anão de animação
Terminada a comedoria debaixo de chuva, resolvemos acomodar a todos no salão, dentro de casa. Sofás e cadeiras foram afastados:
“The show must go on!”

Participação animada
Compramos muitas flores coloridas, encontradas em qualquer Loja de R1,99. Fizemos tic-tacs para as mulheres e broches com enormes girassóis, para os homens:
Tic-tac de florzinha fake
A ordem era participar: cantando, contando piada, fazendo mágica, mostrando qualquer talento…
"Quem canta seus males espanta"
E os meninos assistiram à tudo de camarote VIP, empoleirados na escada que dá para o sótão:
Camarote VIP
Como não sei contar piada, toquei 2 músicas, acompanhada pelo filho do meio:
Mãe e filho
Segunda-feira, tudo volta ao normal.
A passeio?
Nem tão normal assim…
Verde
“Mas louco é quem me diz e não é feliz…”

(Vestido: Redley, bolsa: UncleK, esmalte: Sereia, Impala)
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