"A Hora do Pesadelo"

(Flickr de Cristian Montone)

Toda mãe tem uma tendência natural a achar que o filho está “magrinho” e que “não come nada”!
Prevendo uma possível reação de ceticismo diante de uma criança, tão cevada e serelepe, ela trata logo de chamar a atenção para um detalhe, só perceptível à mães cuidadosas: “olha só, como ele está amarelo!” e belisca as bochechas coradas do menino, mostrando a “prova irrefutável”.
Inevitavelmente, essa história termina no pedido clássico: “não dá pra passar uma vitamina pra ele, não, doutora?…”
Mas isso, de levar ao médico, é hábito moderno. Quem não se lembra, da época em que os pais obrigavam o filho franzino a tomar Biotônico?( Eu, não!)
Talvez esse instinto de superproteção seja uma forma de defesa da espécie, mas a verdade é que os ( maus) hábitos alimentares da criança são formados desde a mais tenra idade, influenciados diretamente pela mãe.

Geralmente a queixa comum “meu-filho-não-come” começa na passagem da fase de lactente para a primeira infância, por volta dos 2 anos. É um período em que a velocidade de crescimento diminui, naturalmente, e a criança deveria estar acostumada a comer de tudo, como os adultos da casa. E é aí, que mora o “perigo”… (Keeper of the Home)

Comer é um ato fisiológico, assim como beber, dormir, fazer cocô e xixi, mas geralmente as mães, além de não aceitarem o fato de que seus bebês crescem, entram em desespero, cada vez que há recusa na alimentação, ou, quando o filho não come o que ela julga ser o suficiente para que “sobreviva”.

É comum comparar o próprio filho com o da vizinha, sempre mais “parrudinho”, comprometendo a percepção da realidade: cada um, dentro de suas possibilidades genéticas, tem seu ritmo particular de crescimento.

A hora da refeição pode se transformar num campo de batalha: um vale-tudo, que começa com súplicas maternas e negociações, chegando à chantagens e ameaças, até a mãe declinar, por cansaço( e, quem a condenaria?!). O troféu do vencedor pode ser um pacote de chips, um Toddynho ou, um pote de Danoninho( pelo menos, “vale por um bifinho”!).
(Found in Mon’s Basement)

Em vez de aprender a comer direito, a criança passa a ditar o que “quer” e o que “não quer” incluir na sua dieta. E eu perguntaria: teria ela condições de decidir o que é melhor para a saúde? Em caso afirmativo, também deveríamos abolir a obrigatoriedade das vacinas.

É geralmente nessa época crítica que a mãe, citada no início do post, procura por ajuda médica: depois de cansar das acrobacias domésticas, à hora da refeição…
( Nada-a-ver com o nosso caso, porque isso “só acontece com o filho da vizinha”…) (Found in Mon’s Basement)

Desvendado um dos mais antigos mistérios da humanidade, o porquê do “meu-filho-não-come-nada”, partimos para a etapa seguinte: “meu filho-só-come-porcaria”! Aí então, a responsabilidade é dividida igualmente entre todos os demais membros da família, porque a qualidade da dieta da criança refletirá os bons ou maus hábitos, adquiridos no lar.
( Found in Mon’s Basement)

Quando tenho de orientar pacientes com colesterol alto, a pergunta mais comum, no fim da consulta, é: “vou ter de fazer esta dieta, por quanto tempo?”…Encaram a mudança de hábito como uma punição, por seus excessos alimentares e sedentarismo.

A maioria das pessoas torce o nariz, quando se fala em diminuir o consumo de alimentos industrializados, processados e hiper-condimentados, por outros, mais naturais e saudáveis. “Integral” virou sinônimo de ruim e sem graça. Será, mesmo?!
Incluí-los na dieta da família, sem estardalhaço, é a forma mais simples de torná-los habituais.

Muitas vezes, a falta de informação quanto a um preparo adequado e saboroso, prejudica a aceitação desses alimentos. Há mães que parecem torcer, para que os filhos não gostem dessa ou daquela comida: seria uma desculpa, para que não fosse obrigada a prepará-la, ou servir-se dela.Grãos mais duros, como soja, grão-de-bico e grão de trigo, que rendem gostosas saladas, não deveriam ser cozidos sem antes ficar pelos menos 6h, imersos em água fria. Esta hidratação prévia, além de diminuir o tempo de cozimento, facilita que fiquem todos uniformente macios.

Outro injustiçado é o arroz integral. Acham-no duro e de difícil preparo; particularmente, considero-o mais gostoso que o arroz branco e o preparo, bem mais simples. Duvidam?

Usarei como exemplo um tipo que gosto muito, pela mistura de grãos que contém: o Ráris, da Uncle Ben’s.
Aprendi com minha sogra, assim que casei. Desde lá( são mais de 20 anos!), tenho feito arroz integral da mesma forma:
Coloco-o na panela e cubro com água. Deixo levantar fervura por uns 5′, apago o fogo, tampo a panela e então a esqueço, até pouco antes da refeição. Nessa etapa, não se coloca nada de tempero! É um pré-cozimento, importante para hidratar o grão.
Passado esse período de “descanso”, é só completar o cozimento, acrescentando +/- 1/2 copo de água, agora, com os temperos: sal, alho, azeite, ou o que mais preferir.
Não costumo fritar nada: apenas, hidrato mais um pouco o arroz e volto a panela ao fogo, tampada, até evaporar todo o líquido. Fica macio e soltinho, como este aqui:
O que não dá certo, é querer fazer arroz integral na pressa, de última hora. Mas dessa forma, sempre dá certo!

Esta semana, resolvi fazer uma adaptação à minha receita tradicional de pão integral. Quem quiser dar uma olhadinha na original, com passo-a-passo, encontrará aqui.

Para a “licença poética”, pão integral de banana e chá, usei:

-3 bananas prata( pode ser nanica), picadas;
-2 copos( tipo requeijão, de 250 ml) de chá de cidreira morno;
-1/2 copo* de óleo de canola( pode usar outro);
-1/4 copo* de açúcar mascavo;
-1/2 colher de sopa rasa de sal;
-1 e 1/2 copo* de trigo integral;
-1 copo* de mistura integral: fibra e gérmen de trigo, aveia;
-2 colheres de sopa rasa de fermento para pão, granulado seco;
-Mais ou menos 600g de trigo branco.

*O copo usado como medida é sempre o de requeijão.

Numa vasilha funda, misturo aos líquidos: a banana picada, o açúcar, o sal, o fermento, as fibras e o trigo integral.
Aos poucos, vou incorporando a farinha branca e batendo, até dar ponto de sovar, fora da vasilha. Feito isso, ponho para crescer uns 50′.
Abaixo a massa crescida com as mãos, sovo mais um pouco e divido em 3 pedaços iguais.
Acomodo em formas para bolo inglês, untadas com óleo.
Deixo crescer mais uns 30′ e levo ao forno médio, pré-aquecido, por aproximadamente 30′.
Desenformar e fatiar o pão, só depois de frio.
Este, foi saboreado ontem à noite, com um doce artesanal de goiaba:
Como estava fazendo frio, deu vontade de preparar um suculento caldinho de aipim com legumes, para a janta: Não sou radical. Acho que, se adotamos uma dieta balanceada, não há motivo para não se render à uma “receitinha vintage” de bolo de laranja, vez em quando: com açúcar, bastante manteiga e ovos!

Esta receita é bem tradicional, no conteúdo e na forma de fazer. Se alguém quiser se arriscar, como diz a Nana, pode até ser um bom acompanhamento para um chazinho especial, nesta tarde de feriado.
Os ingredientes para este bolo de laranja, são:
-200 g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente;
-1 e 1/2 x de açúcar*;
-4 ovos( gemas e claras, separadas);
-2 copos( de requeijão) de suco de laranja;
-3 x de farinha de trigo;
-1 colher de sopa de fermento químico( “pó Royal”);
-1 pitada de sal;
-Raspinhas de laranja.
*A receita original pede 2 e 1/2 x de açúcar. Eu sempre coloco menos.
Modo de fazer:
Bater a manteiga e o açúcar até virar um creme, branco e leve.
Acrescentar as gemas, peneiradas e, uma a uma. Bater, até misturar tudo.
Acrescentar o suco, aos poucos.
Peneirar os ingredientes secos e incorporá-los ao creme.
Por último, envolver tudo em claras, batidas em neve firme.
Colocar em forma com furo no meio, untada e enfarinhada.
Levar ao forno médio, pré-aquecido, por aproximadamente 40′, ou até que, enfiando um palito, este saia seco.
Se quiserem “piorar” um pouco mais, podem jogar uma caldinha de laranja e açúcar por cima, assim que o bolo sair do forno.

Desenformar depois de frio e comer com parcimônia( se possível…):

( Amanhã, viajo para o RS. Retribuirei a visita que a amiga gaúcha Rosana Sperotto me fez, em fevereiro. Por coincidência, foi ela quem me deu a fôrma, usada para esse bolo.)
Espero que continuemos a nos encontrar por aqui, com mais novidades dessa curta viagem, que espero curtir muito.
Um bom feriado a todos, incluindo àqueles sem direito a feriado, como eu!

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18 Comentários

  1. Me mata, só falto ter um troço quando vejo um pão ou um bolo por
    aqui,rsrsrs.
    Tô passando mal de vontade de comer um pedaço, sabe copio a receita, mas confesso não faço, eu e bomrido estamos gordinhos, bolo só uma vez por mês, então fico aqui sujando o teclado,rsrs.
    Oh mulher que arrasa.
    Beijos
    Vou colocar lá no Twuiter, tentando gostar daquele negócio lá.Prefiro os blos blogs, prefiro você,beijos

  2. Sabe que enquanto tu estava por lá eu estava aqui…ambas babando uma no bolo da outra…hehehe. Faça boa viagem, aproveite bastante e de um beijo na Rosana por mim.

  3. Alo,Laely!
    Que delicia de receitinhas,ne? Pena que hoje eu estou um pouco desanimada pras coisas da cozinha…Acordei meio "borocoxo"como diz o povo por aqui…O corpo numa moleza daquelas…Mas como consegui tomar a tal vacina do H1N1 anteontem, o pessoal acha que e efeito dela…Nao sei nao…Acho que e mais problema de "junta" ou de ferrugem da idade…(Rs…Rs…)Bem que esse bolo de laranja esta tao bonitinho…Com certeza se ele nao cura,pelo menos ajuda,ne?
    Aqui no Rio ja esta fazendo um friozinho daqueles…Mas depois daquele verao escaldante…Melhor a gente nao reclamar! Sera que depois de fazermos um treinamento pra beduino do deserto no verao, a gente vai treinar pra ser skimo carioca ? (Rs…Rs…) Ta bom…Eu estou exagerando ne? Mas sabe como e…Carioca se assusta logo com o primeiro vento frio!
    Minha amiga, se eu fosse contar as minhas aventuras na alimentacao infantil…Precisaria de muitas linhas pra escrever! E teria de comecar comigo mesma…Segundo a minha mae, eu dei muito trabalho pra ela nesse quesito…E eu era daquelas criancas levadas todo o mes ao pediatra pra "engordar"!Sabe que eu sou meio traumatizada ate hoje com isso? Todo mundo falava:" Essa menina e tao magrinha…Se passar um vento forte ela sai voando!" Pois,e, minha amiga…Tomei tanta vitamina e gemada…Mas sempre fui menina magrinha!
    Tudo isso e uma longa estoria…Mas voltando as coisas gostosas da vida,fico muito contente em saber que voce vai ao sul passear com a Rosana! E com certeza,alem de se divertirem muito, voces vao poder aproveitar todas aquelas delicias gauchas!Faz muito tempo que eu estive por la…Na verdade,eu e meu marido passamos a nossa lua de mel na linda Gramado! Foi um passeio inesquecivel…E muito romantico,e claro!
    Leve o meu abraco pra nossa querida Rosana e aproveite bastante a sua estada nas terras lindas do sul!

    Meu abraco carinhoso pra ti,mainha amiga fada!
    Da elfa carioca de sempre…
    Teresa

  4. Com certeza, precisarei me cuidar pra não voltar com excesso de peso, no próprio corpo, Teresa. Devemos passar o fim de semana na serra, aproveitando aquelas delícias amanteigadas e calóricas, além do frio-gela-pé.
    Sabe que esse problema de excesso de preocupação e manobras maternas extremas, para fazer filho engordar quando pequeno, já está provado haver uma relação direta, com o aumento da chance dessa criança, antes magrinha, mas saudável, virar um adolescente e adulto, obeso e doente?
    A criança, desde cedo, passa a usar comida como moeda de troca: de elogios, atenção e outras compensações. A relação com a comida pode ficar patológica( claro que nem todos, mas há uma proporção maior, nesses casos!)
    Darei seu abraço na Rosana, pessoalmente.
    E vai aqui o meu, virtual, com o desejo de melhoras, pra você!

  5. Fala a veradde, vc tem uma bolinha de cristal que te mostra as coisas aqui de casa né!
    Neto nem é tão enjoado com comida. Só ta ficando exigente pq ve minha mãe torcer o nariz pras comidfas que faço(refogado de berinjela, estrogonofe de soja…). Mais uma vez a minha mãe estragando ele. ai ai , avó só serve pra isso.
    Hj mesmo tivemosum arranca rabo aqui: minha mae sismou que sempre colocou oleo no feijao durante o cozimento. Sendo que ela nunca fez isso, pelo menos eu nunca avi fazer.
    Fezo feijao e deixou pra que eu temperasse, quando vi aquele oleo boiando na panela pirei. To tentando diminuir o sal e a gordura e ela entope o feijao de oleo! Só minha mae mesmo.
    Meu filho é uma criança rara. Ele deu pulos de alegria e comemorou quando viu que fiz "feijão preto com linguiça". Nem me deixou terminar de temperar e já quis comer com arroz. ELe adora feijao preto.
    EM compensação tenho casos na familia de maes que nao deixam o filho crescer.
    A criança com 2 anos ainda come a comida amassadinha. VIve doente, nao desenvolve…
    Paciencia né, a vida ensina, sempre ensina, cedo ou tarde.
    A ultima: Neto finalmente largou o peito, ha mais ou menos uns 2 meses (sim, ainda demorou isso td, ele sempre conseguia me driblar – até se aproveitar de mim dormindo ele ja se aproveitou pra mamar), acho. Só que meu leite empedrou! É mole! o moleque ta com quase 5 anos e meu leite empedra!
    Ja ta melhor, eu fiz muita massagem e ja to sentindo amolecer. Mas fiquei supresa.
    Jr sempre diz que eu tenho o instinto materno muito aguçado. Talvez tenha a ver.
    Bom, recebi um conselho de uma amiga enfermeira qd Neto nasceu, ainda na maternidade: "pode tocar, pode mexer, não se preocupe, ele não é de porcelana, não quebra tão facil" (disse isso colocando a roupinha q ele saiu da maternidade, ou melhor, tirando ele da sauna em que eu o havia colocado e colocando uma singela bermudinha com camisetinha pra ele sair da maternidade num dia de sol infernal). Depois disso eu vi que ele pode até quebrar, mas até conseguir vai ter que cair muito antes, e cada queda é um aprendizado novo pra ele.
    Isso deveria ser dito a todas as novas mães.
    Bjs

  6. Manu, não é bola de cristal, mas ter passado pela mesma experiência, 3 x(!!), além de atender mães e crianças, no dia-a-dia de uma pronto-socorro, dá uma certo know-how…rsrs
    E, você acha que não passei por essas mesmas coisas?: Dificuldade, com filho que não quer comer, dificulade pra desmamar, interferências externas, superproteção…
    Mãe é tudo igual: só muda o endereço; mas o meu sogro costumava dizer:
    "Inteligente, é quem aprende com os erros dos outros. O remediado, aprende com os próprios erros, e o burro…bem, esse, nem com os próprios erros!"
    Eu tento ficar, pelo menos entre os medianos…rsrs
    Abraço!

  7. Olá Laély…
    Adorei seu texto, gostaria que mais mães o lessem. Criança gordinha, não é sinal de saúde, é sinal de que come em excesso daquilo que não deveria estar comendo. Meu filho de 2 anos come berinjela, almeirão, é louco por tomate e bolo de fubá que a vovó faz, e desde quando ele nasceu eu escuto: "é, mas logo ele não vai mais comer nada disso". Sinto como se fosse uma torçida contra, como se ter hábitos saudáveis, fizesse dele anormal.
    Fico orgulhosa quando ele prefere frutas à salgadinhos, por exemplo, mostra ao invés de repreensão, o que fiz,foi educação, e me orgulha muito. Adorei o blog.
    Bjs.

  8. Elza, o primeiro teste de fogo da mãe, é assim que ela sai com o neném da maternidade: a tal da "torcida contra" faz plantão, pra dar "conselhos" à mãe sobre leite "fraco" e outras crendices a respeito da amamentação; como se esse ato, tão natural, fosse um privilégio de poucas mulheres, "boas de leite".
    Amamentei os 3 filhos, exclusivamente ao peito nos primeiros meses e o caçula, mamou mais de 2 anos. Atribuo também a isso, a boa saúde deles.
    Como escrevi, muitos dos hábitos que a criança adquire, dependem dos hábitos da própria família. E, se estamos falando de "hábitos", não vale aquela folhinha, que os adultos finjem comer, quando colocam à mesa, vez ou outra, né?
    Outro dia, não tive tempo de fazer o sanduíche, com pão caseiro, que o pequeno costuma levar de lanche pra escola. Dei-lhe um dinheirinho, pra que pudesse comprar algo, na cantina. Ele voltou, sem ter usado os trocados, devolvendo-me. Perguntei-lhe por que não comprara nada e ele me respondeu:
    -É porque só tinha coisa "anti-saudável", na cantina.
    Preferiu ficar sem comer.
    Então, "hábito de casa vai à praça", como diz o ditado. Não podemos desanimar. Os resultados virão.
    Outra coisa que deveríamos cobrar mais, na escola dos filhos, é justamente a qualidade do lanche oferecido às crianças. Dá trabalho, mas muita coisa já mudou.
    Você tem feito a coisa certa com o seu menino. Parabéns!
    Obrigada e abraço!

  9. Estar aqui, foi fazer uma viagem no tempo menina!
    OBRIGADA por me proporcionar doces lembranças…Me vi em muitas situações…aquela do Biotônico….rsrsrsrs…demais. Sempre ouvia minha mãe falar: "Tem que estar com a bochecha rosada, é sinal de sáude…comer bem…etc. etc….rs"
    Seu espaço além de educativo, é delicadamente acolhedor…Parabéns mais uma vez!!!
    Deixo-te além de meu carinho, boas vibrações e gratidão junto as bênçãos de nossa Grande Mãe.

    Namastê!

    ;D

  10. AAAAAA pensei que tinha amarelado no nosso duelo " Arroz parbo X Arroz integral", rsrsrs
    Gostei muito da fórma que você faz, é mais simples do que como eu aprendi. Resta saber se não fica duro, pois o que eu comi uma vez ficava bem duro, por isso peguei um trauminha.
    Quando testar te conto.
    Beijão!

  11. você quer ver que curioso? outro dia cheguei na casa de mamãe, e ela tava chorosa porque minha irmã brigou com ela. motivo? mamãe deu pirulito pra minha sobrinha, de um ano. minha irmã não quer que dê doces pra nenê. coisa mais linda é vê-la perambulando pela casa com uma cenoura na mão. com os dentinhos crescendo, ela passa o dia roendo cenoura. isso é bom, não é? não conheço muito a rotina da minha irmã, mas me parece que ela tá fazendo tudo do jeito que a pediatra manda.

    E as suas receitas…. de dar água na boca hein!!!!!

    e esse cantinho? tá a coisa mais linda do mundo! amei!!!!!

    ó! daqui 20 dias é meu aniversário! vou mandar convite e faço questão da sua presença!

  12. Oi, La!!
    O seu segredo pra fazer o arroz integral foi uma surpresa e vou experimentar!!! E se morássemos perto, certamente iria viver "filando" seus pães e bolos!!! Huummmm!!! O bolo deu vontade de entrar na tela do computador!!!
    Vim fazer visita rápida e constatar: seu blog é super demais!!!

    Beijins e bom fim de semana!

  13. Ô, Andrea…é uma honra sua presença e elogio!
    É tão simples que nem parece verdade, mas é! Pode confiar, que essa dica é "poderosa". Vão preferir fazer o integral, né Andressa?!…Parboilizado tem gosto de articficial…rsrs

    Carmem, sua irmã tá certíssima! Não incluir açúcar na dieta da criança, antes dos 2 anos, é importante para prevenir cáries e ela se acostuma, desde cedo, a educar o paladar ao gosto natural das coisas.
    Sabe que meu marido conta, que a primeira refeição que teve no Peru, onde trabalhou por 2 anos, foi uma batata cozida, sem nenhum sal?! Eles a comem dessa forma e têm muitas variedades desse tubérculo, que não encontramos por aqui. Ele precisou de um tempo, até adaptar o paladar, tão acostumado ao sal.
    Na verdade, nós brasileiros usamos muito sal e açúcar na comida. Até marcas conceituadas de chocolate adaptam-se à essa particularidade e aumentam a concentração de doce, nos produtos a serem vendidos nos país.

    Madre Del'Alma, obrigada pelo comentário carinhoso.
    Aconchego é o que a gente precisa se sentir bem numa casa, não é? Então, seja bem vinda e fique à vontade.
    Abraço!

  14. adorei esse post. estou passando por uma fase difícil com meu neto de 3 anos, que comia muitíssimo bem e agora "não quer comer nada". mas não dou compensações, nem porcarias – sou a vovó má…rsrs

    bj

  15. Sou daquela geração do biotônico fontoura e aquele outro de óleo de peixe, ruim de doer,hehehe…Voltei à infância agora,qdo mamãe me obrigava a comer e a tomar aqueles "remédios milagrosos".Não repeti esses erros com minhas filhas,graças à Deus.
    Testarei as receitas, e aquela forminha do bolo de laranja faz o bolo ficar mais gostoso ainda,hehehe…Beijos.

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