Ossos do ofício

(Não é papo de especialista no assunto, nem de alguém que descobriu a pólvora: apenas, uma reflexão para os que têm filhos, como eu…)
Galeria no Flickr de Pink Sherbet Photography

A escritora Lya Luft, num artigo publicado na última (ou, seria penúltima?!) edição da revista Veja, expressa sua melancolia em relação à forma como os adolescentes de hoje têm lidado com o sexo. Uma educação frouxa e pretensamente moderna, aliada à pressão do grupo para que assumam uma postura liberal, arrasta-os à práticas, nem sempre desejadas, e a comportamentos arriscados.
Etapas são “queimadas” e, muitas vezes, uma criança é catapultada à vida adulta, sem cumprir a fase de transição natural, que é a adolescência.
Esses mesmos adolescentes, poderão se tornar adultos infantilizados e imaturos.

Não parece um paradoxo?…Enquanto crianças, são tratados como os adultos, na relação familiar: ditam as regras, dominam os pais, desrespeitam professores, acreditam( e são estimuladas a isso!) ser os “donos do mundo”!
Na festinha de aniversário do coleguinha, a criança é mal-educada, atropela os outros e não escuta a reprimenda tímida, feita pela mãe:
“Ah! Esse menino tem uma personalidade tão forte!” justifica a responsável( pelo mau comportamento…), um tanto embaraçada mas, convencida de ter gerado um projeto de Einstein!

O “fofinho” cresce. E o que era interpretado como uma atitude “saudável e recomendável” de inteligência e auto-suficiência, passa a ser vista como sinal de descontrole emocional, incapacidade para assumir compromissos e responsabilidades, imaturidade…
Wikimedia Commons

É certo que os tempos mudaram e, da época do “papai sabe tudo” passamos à era do: “papais não sabem de nada!”
Essa geração de pais, na qual me incluo, ficou órfã de “certezas”; insegura, em relação aos seus deveres e direitos. A divisão foi parcial: parece que só nos restaram deveres, enquanto para os filhos, os direitos.
Vintage Family Project

Ficamos num vácuo de valores, onde a permissividade virou regra e o limite, conceito retrógrado(“diminui a criatividade e a auto-estima das crianças”, justificam alguns!).

“Quando as palavras saem da moda, as coisas que elas designam ficam boiando no abismo dos mistérios sem nome…”(Olavo de Carvalho, em O abandono dos ideais)

E assim, ficamos nós: boiando, num mar do “pode-não-pode”, enquanto nossos filhos crescem, embalados nessa marola.

De uns tempos(modernos) pra cá, houve uma progressiva psicologização e patologização das relações familiares, como se tudo o que os pais fizessem, ou deixassem de fazer, fosse responsável por tudo o que viesse a acontecer de ruim com os filhos. A culpa, passou a fazer parte do pacote da paternidade.

É necessário diferenciar poder, de autoridade. Uma autoridade tem poder, mas nem sempre o poder, autoridade.
Não somos “donos” dos filhos, mas temos a obrigação de exercer nossa autoridade, como pais. Isso inclui, impor-lhes limites.
Não é conselho meu: psicólogos, educadores(como Tânia Zagury), psiquiatras(como Içami Tiba) e até a escritora, citada no início do texto, alertam para a “importância de saber dizer não”!
Então, companheiros e companheiras, vamos para a frente do espelho, ensaiar um pequeno texto, de tão difícil interpretação, para aprender a dizer: “não, isso não pode!” Siim! Isso pode!
Só não pode falar “não”, por falar! Porque é mais cômodo. Porque a gente tá cansado e não quer parar e pensar nas consequências de um possível “sim”. Seria injusto. Bat-Blog

Outra dia, num plantão, fui chamada a atender uma adolescente em “crise”. De longe, escutavam-se seus gritos de choro, motivo de ter sido levada à emergência, pelos desesperados pais.
Não sou nenhum Dr. House mas, logo ao entrar no quarto, fiz um “pré-diagnóstico” da situação: uma descontrolada menina-moça de 14 anos, mal contida por um desconcertado casal, que pareciam ser os pais.
A menina havia acabado de deixar o consultório da psicóloga e estava indomável!
O excesso de maquiagem escondia o rosto perfeito da adolescente, mas era uma criança num corpo de mulher, ainda em formação: usava shortinho e um top, decotado e curto, revelando o piercing no umbigo.
Se o corpo fala, e eu acredito nisso, o que ela estaria dizendo?:
“Meninos, olhem pra mim! Eu já estou ovulando!”
Ou então, uma declaração desesperada aos pais, a quem acusava de controladores e insensíveis:
“Atenção, mamãe e papai! Eu não sou mais uma criança!
Respeitem a minha vontade e falem a minha língua!”

Não precisei de muita conversa, muito menos remédio, para que a menina, inicialmente incontrolável, levantasse do leito num pulo e, retomasse o “controle” da situação: de maneira ríspida, ordenou à mãe que a levasse pra casa e,”A-GO-RA!”, como tratou de esclarecer!
A mãe olhava pra mim, como se estivesse a suplicar que eu falasse alguma palavra mágica, ou prescrevesse algum remédio, capaz de trazer de volta a menininha dócil e gentil, que estavam acostumados a tratar…

Pobre menina, não tem ninguém“…a adolescente nem era nascida nessa época, mas parecia acreditar piamente no que diz a letra da música!
Argumentaria com uma outra, mais recente, não tão “recente” quanto nossa jovem rebelde:

“Você me diz que seus pais
Não entendem
Mas você não entende seus pais…
Você culpa seus pais por tudo
Isso é absurdo…”

Embora não tenha sido uma fã de Renato Russo, Pais e Filhos continua atual.

Pobres pais…

Pobre de mim, tão limitada: há certos remédios que não vêm em cápsulas, nem em vidros de xarope. Varinha de condão, também não resolve( nem tenho!): o conceito pode ser meio antiquado, mas o livre arbítrio ainda é coisa importante.

Quando acontece com os outros parece mais fácil, não é?
Todos nós, colocaríamos nossa bonita capa de super-pais e afirmaríamos:
“Isso nunca aconteceria comigo! Eu jamais agiria assim!…”

Ei!
Psiu!
Pode baixar a bola!
Antes que alguém se adiante, cautela é recomendável( e “colocar as barbas de molho”, também!): um julgamento superficial seria injusto, tanto em relação à menina, quanto aos pais.

Convivi com uma pessoa que se achava “dona da verdade” e gostava de ensinar os outros “como ser melhores pais”! Tão admirável!…Até que, as suas crianças, tão perfeitas, cresceram e começaram a ter problemas( como todos nós, pobres mortais!). Quem “ensinava”, aprendeu uma lição: a da humildade.
Há situações que fogem ao controle, mesmo…
Um Ser perfeito criou um casal perfeito, à Sua imagem, deu-lhes um lar perfeito e, de tudo que necessitavam. Mesmo assim, as coisas não deram muito certo…

É necessário que os pais cumpram seu papel, procurando agir com sabedoria, amor, paciência, coerência, justiça e humildade. Mas, sejamos honestos: quem consegue isso tudo, ao mesmo tempo, o tempo todo?!
Enquanto a responsabilidade nos impele à capacitação, a culpa nos paraliza.
“Dize-me com quem andas e te direi quem és” pode até expressar uma sabedoria popular, porém, é conclusão limitada e preconceituosa. Alguém mais esperto, lembrou: “Judas andou com Jesus e, vice-versa”.

Fiquei pensando: como poderia concluir este post e dar algum alento a pais que, assim como eu, “preocupam-se em ajudar a formar cidadãos, os filhos, aptos a transformar o mundo, num lugar melhor para todos”?
É um tipo de assunto que não se esgota, onde não caberiam palavras de efeito, tipo: “ser pai/mãe é padecer no paraíso”, por isso: “não entrem em pânico!”
Ou alguma outra vã filosofia, saída da boca de um “pai-guru”, como Hommer Simpson:
“Eu não sou um cara mau! Eu trabalho duro e amo meus filhos. Então, por que eu deveria desperdiçar meio domingo ouvindo sobre como eu vou para o inferno?”Mais uma dele, nosso “exemplo” de pai:
“Quando eu vejo os sorrisos nas faces das crianças, eu sei que elas estão aprontando alguma coisa.

Já que estamos tratando de sabedoria, vale esta:
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”( A. S. Exupéry)
E, lembrando Cazuza:
“O tempo não para…”
Conclusão minha: o trabalho de cuidar e educar nunca termina!
Baseado na experiência e consciência de cada um, qual seria então, o segredo para exercer uma paternidade, responsável e ideal?…
(Podem preencher os pontinhos, pontinhos, acima!)
Galeria no Flickr de Cristian Montone

Que a tarefa é árdua, isso não podemos negar! Mas, não resistindo aplicar aqui outra frase, de “sabedoria inquestionável”, proferida por uma de nossas damas na política:
Apesar de tudo…
“Relaxem e aproveitem!”

( E aproveitem, saboreando uma deliciosa leitura no Fio da Meada, da Silmara Franco, para exorcizar essas culpas com algumas boas risadas: “Segredos, mentiras e biscoitos recheados”)

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32 Comentários

  1. Este tem sido o grande dilema dos nossos dias. Não tenho filhos mas pretendo ter, e fico me perguntando se essa forma de educar sem reprimir está valendo a pena ou uma boa dose de hierarquia como antigamente resolveria o caso? Beijos…

  2. Penso que uma geração (à qual pertenço)que foi educada com um excesso de rigidez que tolhia nossa individualidade, tentou educar seus filhos de maneira oposta ao extremo. E ainda que, como eu, tente fazer diferente, há sempre a realidade do momento em que estamos vivendo a falar mais alto, grande parte do tempo.
    Estamos vivendo uma época em que as influências externas são tantas e tão distorcidas, que, se já não os tivesse. sinceramente, pensaria muito antes de ter um filho.bjo

  3. Aí é que está a importância da educação, Tânia: a gente precisa prepará-los para "remar contra a maré", se necessário.
    Meus filhos já passaram por situações de discriminação na escola, por conta disso. Dá trabalho ser diferente.
    Não se trata de querer ser mártir, ou parecer melhor que os outros, mas é uma questão de princípio.
    Não são apenas nós, pais, que precisamos aprender a dizer não; os filhos, também!

  4. Clap, clap, clap! Só tenho palmas para esse magnífico post! Uma reflexão e tanta!
    Laély, é impressionante como hoje em dia os pais não podem mais dar um tapa nos filhos que já serão "condenados" e "julgados". Afirmam que os filhos ficarão traumatizados e mais uma ladainha de desculpas esfarrapadas que só faz com que as crianças de hoje sejam essas "mimadas" e que acham que mandam nos pais. Nunca me conformei com isso. Quando eu aprontava, apanhava sim da minha mãe e nem por isso me revoltei, virei problemática. Muito pelo contrário: eu respeitava meus pais.
    Atualmente, os pais parecem têr medo de punir mais duramente seu filhos. Os filhos, por consequência, perderam o respeito, achando que são eles quem mandam nos pais!
    Não estou generalizando mas sim colocando uma visão que tenho da maioria das famílias.
    É lamentável.
    Não tenho filhos mas aplaudo de pé sua postagem. Vc colocou aqui tudo que eu sempre quis falar.
    E essa última frase do comentário da Tania Forti foi espetacular (Estamos vivendo uma época em que as influências externas são tantas e tão distorcidas, que, se já não os tivesse. sinceramente, pensaria muito antes de ter um filho.)
    Concordo plenamente!
    O mundo está de pernas pro ar…

    Obrigada por escrever algo tão perfeito e que exprime a realidade desse mundo individualista em que vivemos!

    Um forte abraço e tudo de bom a vc!

    Ana

  5. Alo,Laely!
    Engracado…Sabe que eu mesma estava pensando nesse assunto a alguns minutos antes de ler este post? Na realidade, estava tendo uma pequena discussao com o meu filho mais velho e fiquei meio irritada com o jeito que ele esta va falando comigo…Pois e, a vida domestica moderna nao e nenhum mar de rosas…Bom, se pensarmos que as belas rosas sao cheias de espinhos…E, ate pode ser…Mar de petalas de flores e seus agudos espinhos!
    Eu mesma estou cada vez mais assustada com o jeito que as coisas estao indo…E complicado quando o seu filho chega em casa e diz que ainda nao tem namorada…E ele so tem 13 anos! E o pior, diz que o colega da turma tem varias ao mesmo tempo!E comeca aquela conversa toda enrolada sobre as possiveis aventuras romanticas de meninos da sua idade…E me olha como se eu fosse um ET, quando eu digo que na idade dele eu ainda preferia apenas ler e brincar de correr com minhas amiguinhas do colegio…
    E lidar com certas questoes e esbarrar em outros estranhos exemplos de vida…Nao e nada facil nao…
    E o problema dos limites?Ai,ai…Todo dia e um novo desafio…O filho maior questiona"Porque nao posso tal coisa e os meus colegas podem?" o outro ainda pequeno ja quer exigir"Mae,eu quero isso agoraaa!"As vezes a gente tenta ate discutir e mostrar a razao do "nao"…As vezes so funciona o tal do castigo…E as vezes, a gente so tem vontade de chorar…E,tem horas que na nossa mente cansada nao funciona nenhuma teoria psicologica ou educacional…Voce sabe que elas existem,mas falta a vontade dos neuronios em usa-las…A gente fica mesmo e cansado da luta…Desejando que algum milagre aconteca e todos os animos sejam devidamente restaurados ao seu equilibrio…
    Acho que educar e conviver nao sao coisas nada faceis…Educar e mais que empregar conhecimentos,acho que educar e mesmo uma arte! E ai de nos pais-artistas coadjuvantes neste teatro da modernidade…
    Sei que errar com a educacao dos meus filhos,eu devo errar todo dia…Mas Deus sabe que eu tento o melhor possivel dentro dos meus limites…Tem horas que eles sao meninos maravilhosos…Tem horas que nem tanto…Tem horas que eu acho que estou sendo correta…Tem horas que sei que nem tanto…Mas,no fundo a maioria dos pais luta pra acertar…E com todo o respeito as palavras de Deus…"Atire a primeira pedra aquele que nunca errou!"
    Mas vamos admitir com certa tristeza…Tem muitos pais que nao estao nem tentando acertar…E uma pena!
    Meu abraco companheiro de mae pra voce,minha amiga!
    Teresa

  6. Ana, é preciso deixar bem claro, que não defendi hora nenhuma o castigo físico como forma de educar, apesar de já ter apanhado, sim, quando criança e, admitir: já dei palmadas, sim, nos 3 filhos!
    O que marca mais, nesse tipo de castigo, é a injustiça. A criança pode até esquecer uma palmadinha que levou, por alguma malcriação que tenha feito, mas jamais esquecerá um tapa, dado num acesso de fúria de um pai, ou por motivo fútil. Por isso, bater é sempre arriscado. Pode ser apenas uma constatação de inépcia dos pais, em dar conta da situação, além da chance de cair no exagero.
    Numa época em que se tornou comum ler manchetes de jornal, com histórias escabrosas de pais, que jogam filhos pela janela e mães, adotivas ou não, que batem e torturam, defender a tese de que: quem bate, educa, seria temerário. Mas, vamos lá: quem ama, educa, como diz o título do livro do Dr. Tiba. E educar, inclui dar noção de espaço à criança: o que ela pode e o que não pode fazer.
    Melhor seria, e isso é recomendado por especialistas, fazer a criança e adolescente assumir as consequência pelo erro e trabalhar para consertá-lo.
    Não deveria ser assim, com o político corrupto? Errou? Deveria sofrer as sanções, proporcionais ao erro. Serviria de exemplo aos outros.

  7. Teresa, nessas horas em que bate o desespero de "não saber mais o que fazer", podemos ainda levantar as mãos pro céu e rezar.
    O pai do "pródigo" fazia tudo certo e, mesmo assim, o filho foi embora; mas voltou, porque sabia que aquela casa era um lugar de amor e justiça.
    E, para aquelas outras horas em que colocamos a mão na cabeça e admitimos: "o que eu fui fazer?! Exagerei!", não há remédio mais simples e eficaz que pedir perdão a eles. Isso não é humilhante. É elevado.
    Não dá pra enfiar a cabeça no buraco e fingir que vivemos em um outro mundo, ideal; que na nossa época "era assim, ou assado" mas, se for uma questão de princípio, não tem porque contemporizar: eles entenderão, se formos coerentes, que, apesar de ser "assim, ou assado", na família de fulano, ou ciclano, na casa deles, quem faz as regras são os pais, os deles. Fazem bem em cumpri-las.

  8. Olá Laély!
    Você falou de tudo um pouco da relação de pais e filhos!
    Tenho 3 filhos já adultos jovens, e até hoje me vejo em situações de saia justa com eles na hora de aconselhar ou chamar atenção por algum deslize, mas mesmo assim tenho deles o respeito e a atenção para esses momentos. O fato é que a forma de criação influi muito na conduta dos filhos. Não me refiro somente ao que tentamos sempre ensinar, da moral, da ética, dos bons costumes, dos valores cíveis, das amizades, dos estudos, e por aí vai…
    Mas me reporto principalmente à forma como nós pais passamos todos os ensinamentos através do nosso exemplo. Sabe aquele ditado "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço", acho que se não atentarmos para ele, teremos nos esforçado em vão para fazê-los entender com palavras o contrário do que eles assimilam com nossos atos!
    Meus filhos não são perfeitos, porém conseguem distinguir o certo do errado, o que é bom do que é ruim.
    E eu e meu marido seguimos torcendo por eles, que já estão aprendendo a voar sozinhos, e sempre observando de longe, para se preciso for, apontar a direção certa da vida.
    Bjs

  9. Laély , fui linha dura como mãe , carrasca , megera.
    Se perguntar pra minha filha já adulta qual a melhor razão do mundo , ela vai dizer:
    Porque minha mãe quer.
    Não consigo aceitar um pai ter medo de um filho.
    Acho um absurdo.
    Seu post diz muito , espero que mais pessoas LEIAM de verdade sobre esse assunto , como você.
    Mil beijos

  10. Ser mãe não é fácil, mas isso não nos permite acovardar nem tampouco acomodar. Tem que se enfrentar e tratar de conhecer cada um de seus filhos e orientá-los, sempre. Ninguém fará isso por nós.Não há terapia nem remédio que assuma esse papel.
    Excelente post! bjs

  11. O post ficou excelente…minha receita é: amor, diálogo, definição de papéis e hierarquia. Nunca apanhei de meus pais e dei pouquíssimas palmadas em meus filhos. Optamos por dar liberdade comedida e cobramos responsabilidade. Não passamos a mão na cabeça das crianças quando cometem erros, mas também não as crucificamos. Esperamos que elas aprendam com os erros e que não os cometam mais. Afeto educa e fortalece a auto estima. Não posso reclamar, eles são ótimos, educados, divertidos e muito, muito carinhosos. Beijocas!

  12. Oi Laély! Sempre digo ao meu marido, que entre todas as minhas atribuições, a melhor e a mais difícel e ser mãe, bem contraditório mas é assim. Tenho três, duas meninas, a mais velha já está na faculdade, vai ser sua colega rsrs, o do meio 15 anos, um amor de menino, mas o mais difícil tbém, e a caçula com 13. Eu tento ser o mais presente possível, e sempre qdo erro, acredito que é por ser rígida demais, quero que eles tenham mais responsabilidade do que seria natural para a idade deles, qdo exagero peço desculpas, as meninas geralmente aceitam, o menino mais ou menos, diz que eu acho que sou a dona da verdade, etc.. e assim vamos levando a vida. bjs e bom final de semana.

  13. La, arregaçar as mangas e não se acomadar é a primeira parte, pois se desistir pior vai ficar, adorei a parte sobre as mães que fazem merchan dos filhos, certamente um pouco de humildade é recomendável, e tem aquelas que além de fazer merchan rebaixam as outras crianças para poder crescer as crias deliberadamente, isso é pior…difícil, mas possível, educar é trabalhoso…bjinho!!

  14. Laély, bom dia!! Seu texto está muito pertinente aos dias de hoje mesmo. Vejo, como profissional, que os pais estão perdidos e cada vez mais é dificil dizer Não. Esse Não que assegura à criança e ao adolescente a seguinte frase: eu cuido de você! Sei que não é facil, mas continue falando essa palavrinha mágica sempre que der! Uma vez li um texto que dizia dos Maus Pais. Vou te mandar por e-mail. É interessante! Bjo Mãe! Bom final de semana ao lado dos seus filhotes! rs!!

  15. Desafios muitos pela frente na hora de criar filhos. Acho que já fui como sua conhecida, quando eu ainda não tinha o meu, e achava mesmo que seguindo um manual dava tudo certo. Hoje, para cada situação, me vejo cheia de dúvidas e sei que ensinar "respeito" é tarefa das mais difíceis. Belo texto!

  16. Nossa muito bom seu post. Adorei, mesmo.
    Averdade é que educar dá trabalho,
    exigie calma e principalmente amor pelos filhos.
    Vejo as pessoas ocupadas demais, com pressa demais e sem paciência alguma no exercicio de educar.

  17. Ao terminar de ler teu post a minha sensação foi de alívio, não pelo tamanho do post, mas sim pelo fato de ter optado em não ter filhos, nunca quis, alguma coisa em mim me dizia que eu não teria paciência pra tantas teorias em relação a como fazer um ser humano virar gente, admiro quem foi capaz, quem é, mas realmente dá muito trabalho e preocupação e eu sempre evitei o que pode me trazer preocupação, muitos me criticam por esta opinião, mas é minha vida, não poderia ter filhos pq é o que a sociedade espera… Felicidades Laély!

  18. Tenho de parabenizá-la pelo belíssimo post, como há muito tempo não via.
    Sou casado pela segunda vez, tenho 3 lindos filhos do primeiro casamento que moram com a mãe, e graças a Deus tentei usar com eles a mesma filosofia na qual fui educado: Tudo é possível, mas tudo em excesso faz mal; e respeito e educação não fazem mal.
    Mesmo morando longe de meus filhos, a mãe deles me liga e diz que tá acontecendo determinado problema, eu retorno a ligação para conversar com eles e pode ter certeza que após a minha ligação eles me obedecerão tanto quanto a mãe. Creio que a diferença está justamente na questão de impor limites, impor direitos e mostrar para os filhos que nós (pais) os repreendemos e as vezes os catigamos (quer seja sem internet ou sem playstation) par ao bem deles. Meu filho mais velho, hoje com 10 anos é um exemplo(e pra mim um orgulho) pois quando era menor e jogava video game com o irmão, não admitia perder e gerava um transtorno pra mãe deles, o caso chegou aos meus ouvidos e numa de minhas visitas a eles, eu joguei video game contra eles. Eu ganhei de lavada (afinal estou neste ramo há mais tempo que eles) e no final que ele ficou super chateado veio a lição de moral: "Filhote, hoje você perdeu. Amanhã pode ser que você ganhe, mas entenda, se você apenas ficar lamentando a derrota ao invés de aprender com ela, você sempre será um derrotado lamentando a derrota eternamente. O que eu quero dizer é que aproveite agora enquanto é criança, para perder, para ganhar, para empatar, para se arranhar, se sujar na lama, comer pipoca de tarde, rir com os seus desenhos favoritos, pois quando crescemos essas coisas ficam prá trás como doces lembranças de um tempo fantástico de nossas vidas, e na vida de adulto nem sempre a gente vence, creio que a cada dia nós levantamos das derrotas diárias. Vencer é muito bom, mas saber perder e usar isto para ser vencedor, é mais difícil, um dia vc vai entender o que eu quis dizer…". ele ficou me olhando (creio que ruminando tudo que falei) e me disse: "Tá bom papai, então amanhã vc vem jogar comigo de novo e vamos ver…" e deu um sorriso de "capitei a vossa mensagem". Acho que a sociedade está do jeito que está hoje (fazendo coro contigo) justamente porque os pais de hoje não sabem o que fazer com os filhos. Eu acredito que castigar e se for caso de bater (sem machucar, como meus pais faziam comigo) nos ensina a questão do respeito, da hierarquia, da responsabilidade que tem sido deixada de lado. Enfim… Parabéns e pode ter certeza que divulgarei este texto tão precioso.

  19. Márcia, a maternidade deve ser uma opção consciente e não, uma concessão à cobrança da sociedade.
    Nada a ver com o seu caso, que foi uma decisão pensada, mas quando vejo uma pessoa doente, como aquela procuradora aposentada, pergunto-me: por que adotou, se não gostava de crianças? E por que autorizaram essa adoção, com todos os antecedentes de desequilíbrio, que ela já havia apresentado?! É patológico isso, e um caso à parte, mas concluo que esse interesse dela em adotar, era mais uma forma de mostrar aos outros "quão respeitável e boa" era ela: tudo fachada, usando uma criança, como se fosse acessório!
    A gente aprende muito com os filhos, inclusive a ser melhores pais e pessoas. Antes de existirem manuais de educadores e psicólogos, já existiam bons pais.
    Então, embora a tarefa seja um desafio, não há porque temer, quando procuramos ser coerentes e justos.
    Planejar é necessário, nem todos conseguem. Talvez, não seja a sua hora, nem a sua praia. É necessário respeitar. Os europeus são melhor resolvidos, em relação a isso, mas a nossa consciência nacional, muito influenciada pelo catolicismo, ainda vê como mostra de egoísmo, quando um casal opta por não ter filhos. Até restringir o número de filhos seria um "atentado contra as ordens divinas de crescer e multiplicar". O resultado: quanto mais sem condição, maior a família fica.
    Não sei como seria minha vida, sem os filhos. Talvez, a situação financeira fosse mais tranquila, mas não poderia dizer, se seria melhor: com certeza, bem diferente do que é hoje!
    Esta semana, a Emy, do Blog Tofu, experiente artesã e experiente na vida, escreveu sobre assumir riscos. A gente está cada vez mais querendo tomar o controle sobre tudo na vida. Se alguma decisão envolver algum risco, tiver a possibilidade de dar algum prejuízo, a gente não investe, não mete a cara! o resultado é que a vida pode até ficar mais segura, mas, sem dúvida, fica bem mais sem graça!
    Se não tivesse assumido o risco de adotar um gatinho, com todo o trabalho que ele demanda, podendo sofrer, como sofri, quando ele ficou doente, não experimentaria a alegria de poder chegar em casa e ser recebida pelo afago do bichano nas minhas pernas.
    Sair de casa e ter de me despedir do caçula meia dúzia de vezes, porque ele vem me abraçar e dar "tchau", e abraçar de novo, pode até me fazer chegar atrasada ao compromisso, mas o carinho recebido, quem paga?!…
    Como já escreveu Fernando Pessoa:
    "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."
    Com ou sem filhos, o que a gente não pode ser, é: "pequeno…"

  20. Ei Laély,
    Esse é daqueles posts que puxam nossos pés para chão e puxam também o fio da memória.
    Me tocou cada passagem do seu texto,pois também sou do tempo que bastava um olhar do meus pais para eu entender tudo…
    Adorei também as fotos antigas de famílias.
    Abraço
    Ivanete

  21. Raquel, que eu consiga me preservar como bom exemplo de pessoa e mãe, para ter o privilégio que você está tendo: ver os filhos, batendo a cabeça, mas levantando nas próprias pernas e sabendo que podem contar com pais sábios, como vocês.
    O engraçado texto da Silmara, recomendado no post, fala exatamente sobre como os filhos aprendem ou desaprendem, pelo exemplo dos pais.
    Linha dura, ou mais liberal, a verdade é que em toda família saudável, há interesse dos pais em ajudar a formar filhos, melhor que eles próprios.
    Minha mãe estudou e fez 2 faculdades; muito mais que minha vó, sem estudo nenhum. Eu, já consegui ir um pouco mais. Meus filhos, quero que me ultrapassem! Isso não é orgulho bobo, mas é a necessidade de fazer o mundo andar pra frente, através das nossas pernas.
    Eu gosto muito, quando consigo fazer um post que provoca em quem lê, uma reflexão. E gosto, mais ainda, de ler os comentários de quem se identificou com o tema. A experiência que vocês dividem aqui, enriquece a todos.
    Obrigada, por participarem.

    Jeff, eu fico muito contente quando recebo um comentário masculino por aqui. Mesmo porque, o assunto extrapola o gênero, não é?
    Sua atitude como um pai que se preocupa é uma exceção à regra, mas, cada vez mais, menos exceção, graças a Deus!
    Acho que se o pai fosse mais presente, mais atuante, e mais afinado com o trabalho da mãe, independente de não formarem mais um par, o sinergismo funcionaria, em favor dos filhos.

    Abraço a todos!

  22. Olá Laély.
    Li o texto da Lia Luft e estou a ler o livro Multipla Escolha(Lia Luft) que trata deste assunto e em alguns trechos, vejo o quanto estou no caminho certo ao criar meus filhos(homens 21 e 16 anos) como fui criada, com respeito, responsabilidades e ordem, sem me sentir culpada por isso e sim vaidosa, quando uma mãe compara seus filhos(as) com os meus com uma ponta de inveja, pois consegui com a educação, apoio, presença e perseverança sim, que se tornassem as pessoas resolvidas e tranquilas que são.
    Preenchendo os três pontinhos…responsabilidade, nada mais que isso.
    Amei este post!
    Este assunto é tão intenso e sério que deveriamos ter uma abordagem mais acirrada, assim como vemos em maços de cigarro (este produto pode causar câncer) e tantas outras doenças, novelas poderiam mostrar mais a realidade. Algums pessoas que não tem noção de como cuidar e educar um filho se beneficiária. Aí fica a dúvida cruel…será?! É muito trabalhoso e nem todos estão dispostos a isso, é mais fácil levar ao shopping, gastar um tanto de dinheiro e seguimos com um adolescente rebelde que pensa que sabe tudo e um pouco mais, totalmente despreparados para o futuro, aquela coisa que todo mundo quer chegar logo pra ver o que tem lá. Só que sem amparo, não se tem muita expectativa de futuro depois do futuro.
    Beijos e um final de semana colorido pra você e seus filhos.
    Lenita Vidal

  23. Oi Laély, li rapidinho o seu texto, mas depois vou ler novamente com o Edno… temos um casal de filhos e assim como pais temos todos os medos e sonhos com relações a eles, e também trabalhamos com crianças e pré adplescentes pois somos catequistas e só posso te dizer que não é fácil… como você diz dos deveres dos pais e dos direitos dos filhos, fico sempre com a impressão de que os valores se invertem muitas vezes… parece que nunca vimos tantos crimes e tanta violência de pais e filhos, mas tenho medo de que algo deu errado há tempos passados e agora tudo desanda. Está ao nosso alcance mudar pelo menos um pouco disso se tivermos a sabedoria e pulso firme pra mostrar que há limites e há carinho nesse limite. Que o não na hora certa é compensado pelo sim necessário.
    Um beijinho Laély e obrigada pelo tema, exposto de uma forma tão leve e clara.
    beijinho
    Josi

  24. Podem dizer o que for, mas ainda acredito na forma como meu pai foi criado, á rédeas curtas.
    Detalhe: meu pai teria seus 84 anos se tivesse vivo.
    Antigamente não tinha meio termo: ou vc respeitava seus pais ou respeitava.
    Não tinha isso de filho mandando em pai, em pai botando panos quentes em cima das besteiras que o filho fazia.
    Se fizesse coisa errada era resolvido na cintada.
    Até começar a trabalhar meu filho era um doce, criava ele sozinha com meumarido. Quando sai pra trabalhar ele ficou com minha mãe que tratou de colocar todas as minhocas da vida moderna na cabecinha dele, e a pior de todas: o desrespeito, o achar que deve ter as suas vontades satisfeitas.
    Com muita luta a gente ta conseguindo reverter o mau comportamento dele, mas de forma suave, afinal é uma criança de 4 anos e não estamos mais nos anos 20. O castigo fisico não faz o mesmo efeito hoje qu efazia ha 80 anos atras. A melhor forma de castigo hoje é tirar aquilo que a criança quer, tranformar uma simples tarde na frente da tv vendo desenho num premio pelo bom comportamento. E não transformar a tv na babá das crianças, deixando-as o tempo inteiro na frente dela e vendo o que querem.
    Com tudo, com tudo, temos ensinado a ele coisas que o tem feito ser exemplo entre outras crianças. Pequenas coisas que a maioria da idade dele não faz (digo isso pelo qe vi na escola dele- e olha que lá é de longe um exemplo de escola com crianças educadinhas na minha cidade): por favor, obrigado,com lisença, sim senhor, sim senhora… são pequenas coisas que fazem uma diferença e tanto.
    Ainda falta muito, pra piorar ele ta aprendendo muita coisa na escola, mas estamos conseguindo.
    Pra ensina-lo a respeitar melhor a ordem das coisas, a esperar, e se disciplinar coloquei ele no taekwondo. Neto é muito ancioso e ativo, uma prática que lhe ensine disciplina, respeito e a seguir regras é o ideal pra ele.

    O principal que as crianças de já algumas gerações pra cá esqueceram (ou teriam sido seus pais que não lhe ensinaram….) é que pai fala e filho obedece. QUando isso se tornar parte integrante da disciplina familiar novamente as coisas voltarão aos eixos.

  25. Ah! Pensei que você fosse dar a resposta!!! Poxa vida!!!rsrs

    Laély,
    Acredito que muitos filhos estão clamando pela "bênção do pai". De diferentes formas, pedem limites, pedem aprovação, pedem amor, pedem uma definição do "quem sou eu e o que devo fazer" que venha dos próprios pais.
    Acabam buscando aprovação nas mais diversas fontes (como essa paciente, provavelmente buscando nos garotos, já que não encontrava nos pais).
    Os pais, por sua vez, mesmo adultos continuam com a mesma pergunta: "quem sou eu e o que devo fazer".
    Tentam tentam e tentam acertar…como é difícil! Também vivo isso.
    Jesus não teve esta dúvida. Deus deixou bem claro, publicamente: "Este é o meu filho amado, em quem me comprazo". Sua identidade estava definida pelo Pai e Jesus sabia qual era a função Dele aqui no mundo. Por isso, não teve crises de identidade e nem xiliques de tipo algum. Sabia exatamente o que fazer, pois sabia exatamente quem era.
    Nós, separados da natureza divina, ficamos com um vazio, procurando nosso "objeto a", como dizem os psicanalistas…..
    E, assim, vamos tentando acertar. Uns através de liberdade total, outros de rigidez total, outros ainda tentam o meio termo….
    Realmente é muito difícil a dose certa de cada "coisa" em cada nova situação.
    Bom acho que tenho que parar por aqui, pois acabo de dar um grito de "dá licença!" para o meu filho de 7 anos que colocou a cabeça na frente da tela, para ver o que eu estava escrevendo!
    É hora de voltar os meus olhos para as necessidades dele!

    PS1: Tem certeza que você se formou em medicina? A riqueza dos seus textos me encantam.

    PS2:Até chorei quando você mencionou o "Papai sabe tudo!" era programa obrigatório em família! rs O reprise, é claro! rsrs

    Bjocas,
    Ale

  26. Lenita, eu nem gosto muito do estilo da Lya, mas eu a respeito, como intelectual e escritora.
    Respodendo a um e-mail de uma mãe e amiga virtual, hoje, escrevi que a principal falha dos pais modernos, além da insegurança na hora de corrigir, é a falta de tempo e atenção aos filhos. Não param pra ouvir e, depois, querem ser ouvidos e respeitados.
    Responsabilidade e compromisso, com certeza, são indispensáveis na educação dos filhos. Porque alguém precisa ser "adulto", nessa relação. E, quando me refiro à "adulto", estou falando de maturidade. A opção preferencial pela satisfação imediata e pela fuga à realidade desprazerosa é uma das características dos infantilizados. Infelizmente, muitos pais assumem esse tipo de comportamento, ao lidar com situações embaraçosas; saem pela tangente; procuram o que for menos trabalhoso. Podem até, encontrar a tranquilidade que procuram mais rapidamente; a longo prazo, os frutos a serem colhidos serão adolescentes voluntariosos e e adultos frouxos.
    Interessante a sua ideia de escancarar o tema e expor a ferida: falta de limites é uma epidemia que deveria ser combatida, com campanhas de conscientização em massa! Precisamos de um slogan, então:
    "O Ministério da Educação avisa: permissividade faz mal às nossas crianças!"
    Xuxa, Hebe, Daniel, Maneco e Glória Perez abraçariam esta causa e seríamos pais mais tranquilos, com filhos mais seguros e netos, mais orientados…
    E então, acordaríamos do sonho…
    Eu exagerei um pouco, mas é que tem gente que vive dormindo e não vê essas coisas! Pode reparar: se numa sala de reunião existir uma criança indomável, pode ter certeza de que a mãe, ou pai, deve estar escondido, atrás de algum jornal, fingindo que nem conhece! rsrs
    Obrigada pela contribuição, tá? Não dá pra mudar o mundo? Mudemos, ao menos, nós mesmos( acho que foi Gandhi, quem falou isso, não foi?…).
    Abraço!

    Prometo responder com calma, todos esses depoimentos pessoais, tão sinceros e custosos, eu sei. Inclusive, às custas de dar um "chega-pra-lá" no filho "entrão", não é, Alessandra?…rsrs
    Mas agora, preciso desligar: tô na ressaca pós-plantão…
    Abraços e bom fim de semana!

  27. Querida Lá, post maravilhoso!
    Eu li em algum lugar: Somos a última geração que obedeceu aos pais e a primeira geração que obedece aos filhos…Pelo menos no que vejo por aí é verdade, mas comigo não…criança tem que ser criança, tudo tem seu tempo, apesar que hoje etapas são avançadas, mas pera aí, não vou suportar filho querendo dar ordem e apopntar dedo, sempre digo para o pequeno: Filho por um bom tempo eu e seu pai iremos direcionar sua vida e ensinar…então, virgula, aproveita enquanto há tempo de ser crianças, mas por favor com limites, respeito, educação e amor sempre!
    Não, não é fácil!
    Bjks.
    Marianne

  28. Oi de novo!
    Laély, ontem fui dormir incomodada, pois percebi que não mencionei uma parte importante. Minha última frase ficou incompleta e nesse caso ficaria muito incoerente.
    Voltei para completar:
    "É hora de voltar os meus olhos para as necessidades dele, pedir perdão por ter gritado, dar um beijinho e abraço carinhoso e começar tudo de novo! Tentando acertar…percebendo os sinais dados por ele…amando e agindo….dando carinho e correção"
    Enfim, o tema não se esgota, não é mesmo?

    Bjocas e bom descanso!
    Ale

  29. É como dizia aquele FW: somos a 1ª geração dominada pelos pais e agora dominada pelos filhos!

    Pois eu não tenho pejo em utilizar o "não"! Crianças precisam de limites,para crescerem saudavelmente. Também não tenho a pretensão de ser a mãe perfeita, mas faço o meu melhor, para educar os meus filhos e ajudá-los a tornarem-se adultos educados, com valores éticos e morais.

    Quanto à citação, "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és", concordo totalmente, o poder da amizade é grande factor de influência. Prefiro que os meus filhos sejam amigos de crianças educadas com valores semelhantes.

    Essa lembrança de Judas, Láely, é muito superficial; é de alguém ( não tão esperto!) que não faz ideia do papel que Judas desempenhou na História. Ele foi, de todos os apóstolos, o mais amado de Jesus. Até ao fim. A igreja Católica é que insiste em condená-lo até hoje.

    Bom fim de semana!
    Bjossss

  30. Fernanda, uma ressalva à sua observação, em relação a Judas: Ele pode ter sido o discípulo mais preparado, o mais competente, aquele com maior potencial, por isso mesmo, que lhe é cobrado tanto: por ter desperdiçado todos esses bons predicados, por conta de sua ambição.
    Ele era o "garoto esperto" da época: que se dava bem, pisando nos outros.
    Não acho que seja injustiçado, não. Teve chances de mudar, até mesmo depois da besteira que fez, mas ele era orgulhoso demais para admitir o erro e pedir ajuda.
    Quanto a ser o mais amado, não tenho dúvida em relação a isso, pois o próprio Cristo quis mantê-lo por perto, apesar de saber da sua índole: era o mais amado, porque também, era o que precisava da maior ajuda. Mas não estava entre os melhores amigos de Jesus: entre os escolhidos para subir com ele ao Getsêmani, na sua hora mais difícil, não estava Judas; nessa hora, ele estava ocupado, vendendo o seu mestre.
    Bem, mas isso já seria fugir ao assunto e entraríamos numa outra discussão nada-a-ver, não é?
    O que eu quis dizer citando o ditado popular é que muitas vezes os pais fazem tudo certo e, mesmo assim, as coisas não saem bem para os filhos. O contrário, também ocorre. São excessões à regra, mas não podemos julgar e condenar, sem levar em conta que, apesar de exceções, elas existem.

    Alessandra, fofa: a gente tem de se questionar o tempo todo, não por uma questão de culpa, mas de responsabilidade. Todo mundo faz burrada, pisa na bola, exagera, mas se no contexto geral os pais são carinhosos e coerentes, a criança tem capacidade de levar isso em consideração.
    Quando pedimos desculpas a eles, quando erramos, tornamo-nos próximos. E, se grandes erram e sabem pedir desculpas, eles também podem aprender, com nossa atitude, a procurar consertar quando erram, também.
    Eles vão nos respeitar, também por isso.

    Marianne, quando damos a noção de autoridade e limites à criança, ela cresce mais segura.

    Manu, eu já passei pela experiência de dividir a educação dos filhos com os avós. Posso dizer que é maravilhoso contar com essa ajuda, mas, quem tem de impor os limites são os pais.
    A criança precisa saber que, na casa do vovô pode ser "assim", mas aqui em casa, é: "assado".
    Não adianta brigar com os avós. O negócio é não dobrar aos caprichos das crianças, quando voltam de lá. Ó: a gente sua, pra conseguir isso, viu? Não é fácil, não! Mas no fim das contas, se a gente mantém a coerência, a criança percebe a diferença.
    Coragem!

    Josi: limite, com carinho e amor. É simples, mas não é fácil, não é?

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