A adorável casa de Nicole

Transformar casa em lar é tarefa árdua. É muito mais que pendurar quadros, pintar paredes, espalhar peças de design. É imprimir cheiros, sons, cores e lembranças nesse lugar de abrigo.Nicole Balch sabe disso e, pouco a pouco, trabalha para transformar um bangalô antigo num adorável lar.

O PAP desta sexta não é uma ideia com “passo-a-passo”, mas um convite para, “pé-ante-pé”, fazermos um breve tour pela casa dela, através do blog Making it Lovely

Um bate-papo informal pode começar pela varanda: Para um recosto, ou leitura, numa poltrona no canto da sala: Poucos quadros na parede e um tapete fora do comum: Cadeira Eames e gatinho fofo: Na sala de jantar, papel de parede vintage: No craft-room, peças sóbrias e de design, como o lustre e a mesa tulipa, convivem com a simplicidade e simpatia da colorida cortina: Tudo no seu devido lugar( quando crescer, serei assim…):Todo esse capricho tem um porquê: a pequena Eleanor, filha do casal. Uma ideia muito cute:Mês a mês, Eleanor foi fotografada na mesma cadeira Eames, até o seu primeiro aniversário. Fofura, em 12 suaves parcelas!

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Broinhas alemães

“Saiba,
Todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochete
e também eu e você.”

Pensando como iniciar o tema de hoje, lembrei da música “Saiba”: uma doce melodia que lembra canção de ninar, na voz gutural de Arnaldo Antunes. Essa mistura improvável rendeu uma interpretação temperada, como queijo e goiabada, no cd homônimo do artista, lançado em 2004( quase “furou”, de tanto que o ouvi, à época!).

Voltando no tempo, ontem resolvi fazer uma receitinha mais antiga: estava escrita numa folha avulsa de caderno, manchada de gordura.
Procurava por uma opção para o dia das mães, na igreja. Entre oferecer presentinho, que ninguém usa, pensei em algo comestível, mais fácil de agradar.
Long, long time ago… Na época em que Ana Maria Braga usava luvinhas, trabalhava na Record e eu ainda assistia Tv, gostava especialmente dos programas com o chef Álvaro Rodrigues: muito claro em suas explicações, ele sempre caprichava nos detalhes. É desse tempo, a receita de hoje: quando açúcar e manteiga ainda eram projetinhos de “vilões”…

Apesar da aparência rústica, essa broa é tão delicada que chega a desmanchar na boca. O sabor é suavemente doce, com o toquinho das raspas de limão e o carinho de ser “entalcado” por açúcar de confeiteiro.

Lembrando a música do Arnaldo, fico imaginando se teria sido fácil ser mãe de Hitler, ou Sadam Hussein. Que responsabilidades lhes caberiam, pelos homens que ajudaram a formar.
De um jeito, ou de outro, mães são seres sob eterna pressão. Precisam se equilibrar entre a firmeza e flexibilidade, como essa deliciosa broa: sequinha por fora, macia e úmida por dentro, doce, sem ser enjoativa, como toda mãe deveria ser.

Broinhas alemãs
Ingredientes:
30g de fermento fresco para pão, ou 2 cs de fermento para pão, granulado, instantâneo;
1/2 xícara de leite morno;
2 cs de açúcar refinado;
250g de manteiga sem sal;
1 ovo inteiro;
1cc de baunilha;
Uma pitada de sal;
450g de trigo, mais ou menos-o suficente para soltar das mãos.

Modo de fazer:
(Se usar o fermento fresco, é necessário fazer a esponja antes, misturando o fermento, o açúcar e o leite.
Substituí por fermento granulado, que pode ser acrescentado diretamente à massa e não altera o resultado.)
Misturei o leite, açúcar, manteiga, fermento, ovo, sal e acrescentei o trigo, aos poucos.
Quando ficar mais pesado para misturar na vasilha, despejar numa superfície enfarinhada:
A massa estará grudenta e mole, mas não se espante, pois durante a sova ela adquirirá boa consistência.Abrir a massa com a palma da mão, espalhando-a sobre a bancada:Junte-a novamente, rasgando a massa com as pontas dos dedos, num movimento de vai-vem:
Polvilhar o trigo aos poucos, enquanto faz esses movimentos de “junta-espalha”. Perceberá que, como num truque de mágica, a massa irá se juntar uniformemente, debaixo das mãos: Sem muito esforço, toda aquela massa disforme ficará deste jeito:Uma bola bem macia:Após crescer por 20′:
Dar uma sovada na massa e separar pequenas porções para fazer as broas:Fazer uma depressão no centro e colocar uma colher de sobremesa de doce de leite:

Fechar muito bem, evitando vazamento do recheio: Um detalhe importante é o seguinte: Só encontrei doce de leite em pasta, no supermercado, mas recomendo usar o doce de leite mais consistente(aquele de cortar), pois algumas broas podem “explodir” com o recheio fervendo no interior, deixando vazar seu conteúdo.
Colocar em tabuleiro, sem untá-lo, e levar ao forno moderado, por aproximadamente 30′.

As broas não chegam a corar por cima. Se tiver dúvidas se estão assadas, ou não, levantar com uma espátula e conferir se estão coradas embaixo.

Assim que tirá-las do forno, polvilhar açúcar de confeiteiro com raspinhas de limão:Saboreá-las, ainda mornas, é um privilégio!

Renderam 21 broinhas.
Recomendo guardar em recipiente fechado e consumir logo, pois o açúcar de confeiteiro fica úmido, quando exposto, mas duvido que durem muito…

Embaladas com celofane e fechadas num bonito laço de fita, poderiam ser uma boa opção para presentear.

Carpe diem, e: esqueça as calorias!

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Tutu do dia

Ao contrário do Pingo, que exercita arduamento seu direito ao “ócio criativo”, tive um dia de “hiato criativo”.
Mau-humor é areia nas engrenagens de pensar.

Tudo bem, porque todo mundo tem seu(s) “dia”(s). “Só a bailarina que não tem”…(Bailarina, de Botero)

Pelo menos é o que afirma, a deliciosa letra da canção de Edu e Chico:

Ciranda da Bailarina
“Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem”…

Não tem pra ninguém: vida perfeita, quem tem? Só a bailarina.( A de Chico, tem!)
Mas, “não contavam com minha astúcia!”
Eis que se fez luz! Luz, adornada por um tutu de bailarina:
Não é perfeito?
E aqui, o tutorial do Craftynest.

Também perfeita foi a interpretação que Mônica Salmaso deu à música de Chico.
Aqui, acompanhada pelo grupo instrumental Pau Brasil:

Perfeitos!

Rodando, rodando, lembrei de um post da Ana Sinhana, mostrando a sainha de tule que ela fez para a “menina de calofo fosa”, com direito a tutorial de quem manja do assunto.

E, num tour en l’air encontrei “um vestido, que é um amor”: Un vestido y un amor

“…Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.

“A bailarina” Cecília Meireles- Ou isto ou aquilo

Dia perfeito, ninguém tem. Ao menos, poderíamos desejar que fosse, como uma bailarina…
Um relevé e en avant!

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Prateleiras mudas

Pode ser que você tenha o hábito de ler, antes de dormir. Rebecca Miller
Ou talvez, acabe dormindo antes de ler…
Não importa. O que precisa é de um apoio para essas horas de preguiça mental, onde o máximo de esforço que se permita seja estender a mão e encontrar o que mais precisa, logo ali: água, óculos, livro e tudo isso, com muito charme.
Carrie Can

Outra opção simples e que não ocupa muito espaço é usar uma prateleira para essa função, como nos 2 exemplos seguintes: Jacob Solgren
Remodelista

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