O caminho do z(b)en… ( cap. IV)

Quer saber o que trilharemos hoje?… Quando alguém pergunta: “qual é o caminho?”
O zen simplesmente responde: “caminhe”.
E, pelo pouco que já se mostrou por aqui dos muitos caminhos do ES, é possível ter uma ideia do patchwork cultural e geográfico, costurado nesse estado: a influência alemã e italiana, a pequena “Grécia capixaba” e até, uma representação do Oriente e da cultura zen budista: Estou falando do Mosteiro Zen Morro da Vargem, em Ibiraçu( Km 217, da BR-101).
Fundado na década de 70, foi o primeiro mosteiro zen da América Latina.

Juntamente com a abertura e calçamento da estradinha, que leva o visitante da BR até o alto do Morro, o mosteiro também se abriu à sociedade:
O trabalho de recuperação da Mata Atlântica no Morro da Vargem, antes devastada, foi reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente, “como uma das mais bem sucedidas experiências brasileiras de desenvolvimento sustentável”.

“Em 1992, a SEAMA (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), instituiu no Mosteiro um Pólo de Educação Ambiental.” Graças a essa parceria, com o Governo e a iniciativa privada, desenvolvem-se por lá desde então, programas de reeducação ambiental para escolares, com prévio agendamento.
A visitação monitorada é aberta ao público aos domingos, até às 14h. E foi esse passeio interessante que fizemos com nossas amigas gaúchas, há uma semana.

Após uma subida íngreme, chegamos a um lugar de silêncio, muito verde e tranquilidade:
Como a Rosana tem uma certa limitação de mobilidade, deixei-a à entrada do Mosteiro e tratei de procurar o “monge-mor”, para que me autorizasse a entrada com o carro, até um lugar mais próximo.
Encontrei um homem alto, de meia-idade, cabeça raspada, voz mansa, pés despidos, vestido num quimono azul desbotado. “Ôpa! Deve ser esse mesmo!”
Explicando-lhe a situação, não somente tive meu pedido prontamente atendido, como também me perguntou se gostaria que alguém me levasse de moto, de volta até a entrada.
Perguntem, se eu titubeei…O curto passeio de moto foi uma das coisas mais divertidas desse dia, em que o nosso anjo tomou a forma de um “careca de pé no chão”…
Uma nova espécie de peixe: tilápias-zen…Num dia muito quente, a sombrinha de qualquer árvore é um refrigério e convite à meditação…(Será que ele está pensando: “Que passeio chato?…” Acho que não. É um “gentleboy“.)
Procurando o caminho do (zen)bem…Há um pequeno santuário, para cada atividade do dia: banho, necessidades fisiológicas, alimentação, meditação e oração. Na Estação Cultural é possível ter “uma visão panorâmica dos vales e montanhas da região do mosteiro”: Se você for um artista, ou intelectual, e precisar de tranquilidade para desenvolver um determinado trabalho, é só submeter seu projeto à aprovação do Mosteiro para se hospedar, inteiramente “de grátis”, numa casa de madeira e vidro, como esta: Acho que o clima zen “contaminou” o menino…
Em frente à casa, há um deque com piso de madeira e banco panorâmico. Olha as “belezas”:
Tá bom. Não há meditação que distraia uma barriga vazia, por isso voltamos para almoçar em Santa Teresa, lá pelas 4h da tarde.
Não poderia faltar no roteiro, uma paradinha no Restaurante Café Haus, motivo de um post especial, daqui.
Enquanto aguardávamos nosso pedido ficar pronto, uma voltinha por perto, para comprar os famosos biscoitos da região.
A casinha antiga, ao lado do restaurante, ganhou um alegre tom amarelo, que deve ter sido escolhido pela cor do hibisco, plantado logo à frente:
Vamos descansar um pouqinho desse passeio, por enquanto.
Uma boa semana, colorida com esses hibiscos, tranquila como nosso mosteiro zen!

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De Zanine ao Caravaggio…( cap.III)

Cronologicamente pode parecer que me equivoquei, mas geograficamente entenderão o porquê…

O Espírito Santo é um estado pequeno, fácil de percorrer, de paisagens tão contrastantes quanto o mar e a montanha, o mangue e as cachoeiras, as dunas de Itaúnas e a Mata Atântica, o moderno e o antigo…e tudo ali, pertinho!

Depois de escalar o morro do Convento da Penha, rumamos com as nossas turistas gaúchas para o litoral: Jacareípe e Praia Grande ficam próximos de Vitória.

Sugeri uma paradinha imperdível no restaurante Ninho da Roxinha, em Nova Almeida. A comida é simples mas a casa de madeira e vidro, de forma circular, numa área verde, elevada, de frente para o mar…ah! Isso não tem preço! ( Nem cartão de crédito paga!)
Escolhemos uma das mesas da extensa varanda que circunda a antiga casa. E à nossa frente… Sempre gostei muito desse lugar e, para minha surpresa, descobri só agora que o projeto dessa casa de veraneio, que virou restaurante, foi feito por ninguém mais, ninguém menos que Zanine Caldas, o famoso arquiteto por quem a Vivianne já se declarou “apaixonada” em 5 posts!

A sala de espera do banheiro tem preciosidades expostas nas paredes:
“Zanini construiu no alto da colina, com vista privilegiada da Baía de Nova Almeida e Praia Grande, uma casa rústica inteiramente feita de dormentes retirados de estradas de ferro desativadas, utilizando alvenaria somente em sua base.” ( Informações colhidas no site do restaurante) Detalhe do teto em madeira, lembrando uma cestaria: A paisagem e a brisa do mar são o plus do lugar… Aqui, meu menino mostrando como era o irmão mais velho, na adolescência: ( Ainda bem que o outro não ouviu isso, se não, seria briga na certa!)
O restaurante oferece carnes exóticas:

( Só não vale fazer amizade com o avestruz do quintal, porque aí, já seria trair a confiança…)
Como costuma dizer minha sogra:
“Barriga cheia, coração contente”. Após isso então, rumamos para a pousada.
Deixei as meninas no
Canto da Lua, em Praia Grande, enquanto voltei pra casa com os meus outros meninos.
Fica por conta da
Rosana, tratar o capítulo “Aventuras na Praia”.
Combinamos nos reencontrar no sábado, durante um almoço na minha casa. Olhem a responsabilidade!…

Um pulo do litoral para a serra, já em Santa Teresa: Montamos a mesa no quintal, com céu ensaindo uma chuvinha de verão que não aguardou a sobremesa. Mas assim como chegou, foi embora.
Pingo fez tanto oba, oba com as visitas que foi correndo colocar sua fantasia de…capacho?!
O almoço foi simples. Se estava bom, sou suspeita pra falar: salada de grãos, quiche de cebola, suflê de bacalhau, arroz negro, purê de batata baroa. De sobremesa: açaí com sucrilhos, brownie com sorvete de creme.
Não tirei foto, pois a pressa não deixou.

Fim de tarde, fomos ao Vale do Caravaggio em Santa Teresa: A amplidão não cabe na foto…( Amplie, clicando nelas) Lá em cima venta muito e é mais frio, mas as gaúchas resistiram firme sem o agasalho: Dá vontade mesmo, de ser jogar na grama e ficar de cara para o céu… Mas a compenetração não demora muito tempo… Até me render, também… Pra desacelerar, porque a vida é tão rara…

To be continued…
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"Carrinhos de bolso"

Technotrekos

Meu irmão tinha uma coleção de carrinhos de ferro quando pequeno, e os guardava numa maletinha-estojo. A coleção acabou se perdendo no espaço-tempo e ele não teve nenhum filho homem que pudesse herdá-la, além das suas duas meninas.
A ironia é que eu tive 3 meninos, mas nenhum deles se interessou muito por carrinhos.
A paixão por Legos, iniciada pelo mais velho, foi transmitida ao menino do meio e então ao caçula, respectivamente, sobrando a este último a incumbência de ser o “guardião das peças de Lego” da família. Já foi advertido a desempenhar bem esse papel, sendo cuidadoso com a “herança” dos seus netos.

Por isso achei nostálgico e simpático este projeto, confirmando nossa tradição de sexta craft aqui no blog, colhido lá no oh dee doh:

A bolsinha me fez lembrar uma outra que minha mãe fez, para meninas.
Pra não haver discriminação, imaginem poder levar esse estojo de menino a qualquer lugar que ele necessite de distração e vocês, de sossego!

Usando esse mesmo método, pra que possam se distrair no fim de semana enquanto viajam nas minhas viagens, convido-os a seguir a tutorial da bolsinha, no blog de craft homemade by jill. O PAP está em inglês, mas é só ligar a tecla SAP do PC, ou se deixar levar pelas imagens, que valem mais que mil palavras…
A tutorial para as viagens é por aqui mesmo, no fim de semana.
Aguardo vocês, de mãos ocupadas…

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Santorini é aqui! ( Cap.II)

VAntônio e Ellen são “insaciáveis viajantes”, segundo descrição feita pelos próprios no blog Viagem Afora, criado para narrar as aventuras de uma viagem de 5 meses,”mundo adentro”.
E digo isso, porque viajar demanda desprendimento para se fazer uma imersão na cultura local: comida, costumes, geografia, arquitetura…Do contrário, volta-se pra casa apenas com badulaques e quinquilharias na bagagem e se desperdiça a oportunidade de ampliar: conhecimento, amadurecimento e horizontes.
Observando um dos lugares que o casal visitou, achei até familiar…

Tudo bem. Tô aprendendo a conviver com a inveja…

Agora entenderão o que quis dizer com “familiaridade”…
Este é um dos lugares mais visitados no estado: o Convento da Penha, em Vila Velha.
“Captaram a minha mensagem”, amados alunos?
Subindo uma encosta íngreme de 154m de altitude, por uma estradinha de paralalepípedos cercada de mata Atlântica, é possível ter uma vista privilegiada de Vitória e Vila Velha:
Sanduíche de Rosana
E um dia “maravilhosamente” quente!
Não parecem as casinhas brancas da encosta de Santorini, na Grécia?
“Todo azul do mar” parece bater na porta…
…E nas janelas que emolduram esta bela paisagem:Por dentro do Convento:
O que será que está escondido atrás daquela porta?…
( Minha curiosidade, provavelmente…)
Achei esse patchwork de azulejos antigos bem tosco, mas interessante:

Como se pode notar nesta pintura antiga, o morro do Convento foi bastante devastado, até à segunda metade do século XX:
Um trabalho sério de preservação do remanescente de Mata Atlântica, além do reflorestamento com espécies nativas foi realizado a partir da década de 70, pela Companhia Vale do Rio Doce.
A parceria com a iniciativa privada funcionou, presenteando Vila Velha com um de seus maiores espaços públicos de área verde.
Numa das paredes do Convento, um patchwork de fé:
Placas de agradecimento por “graças recebidas”.
Saída pela esquerda…
Eu, no meu vestido de novela das oito…( Falta o corpinho de artista de novela das oito…)
Se gostaram dessa viagem, a novela terá desdobramentos…
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Saladala na rua…

Literalmente!
Só por hoje, darei um tempo nas postagens por aqui. Tempo necessário pra tomar um fôlego, depois desse passeio todo, e pra lhes anunciar uma novidade:
Atendendo a um convite especial de uma amiga virtual, a Lidiane Vasconcelos, a redatora deste blog teletransportou-se temporariamente para o Bicha Fêmea. Fiz um texto, no estilo “mensagem pra você”.
Então, prestigiem a Lidiane e a mim também, dando uma passadinha no blog dela. Leiam, comentem e aproveitem pra dizer que sou bonita, elegante, simpática e o mais importante: que não tenho um pingo de desconfiômetro! (rsrs)
Confirmando minha falta de desconfiômetro, apelo:
“Não me deixem só!” Vão lá, mas depois, voltem.
Abraço!

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