"Quando crescer…

…Quero ser escritora!” Respondi, na certeza que meus 7 anos permitiam, àquela perguntinha de adulto, puxando conversa.
Gostava muito de ler, mas a promessa foi esquecida, tão facilmente quanto me permitiam meus 7 anos.

Tinha aquela coleção Mundo da Criança que, de tanto folhear, algumas páginas já começavam a soltar.
Outro dia, a Rosana Sperotto mostrou imagens de um dos livros de poesias. Pura nostalgia.
Pedi à minha mãe que me enviasse o que ainda restava da coleção. Os últimos 3 exemplares chegaram, bem surradinhos, como herança da minha época de infância.
Surrado também estava, aquele plano original de “virar” escritora. Há pouco menos de 1 ano, retirei-o do baú das lembranças, onde estava dormindo todos esses anos. Limpando o pó das ideias, tratei de expor minhas caraminholas através do blog. Não sabia quem iria ler, se iriam ler, simplesmente, queria deixar registrado.
Os filhos não se interessam muito em acompanhar o blog. No máximo, fingem admiração quando conto vantagem, querendo provar-lhes que sou “uma pessoa legal”:
-Sabia que o blog já tem “x” seguidores? (Pergunto, mostrando que há gente no mundo que gosta do que escrevo. Há doido pra tudo…)
-Ah, é? Legal, há pouco tempo tinha “-x”! (Fazendo de conta que concordam comigo, que uma coisa dessas é algo muito importante…)
Mas talvez um dia, eles queiram fuçar estes registos virtuais e acabem descobrindo que a mãe deles, é ( ou era…) até “uma pessoa legal”…
Já plantei árvore, já tive filhos, faltava escrever.
Uma forma simples de realizar o projeto, outrora complicado: agora, através da internet. Logo ela, com quem me debatera tantas vezes, negando que algum dia precisasse. Precisar, não preciso. Agora, dependo. Encontrei a forma moderna de realizar o sonho de infância. Não é um projeto Julie Powell, mas um projetinho de criança.
A revista Vida Simples deste mês, Viva a Diferença, traz uma interessante matéria sobre os blogs.
Como um diário virtual, ler escrever podem funcionar como terapia para superar traumas e períodos de crise.
Em Precisa de um Empurrãozinho? a jornalista Mariana Delfini traça um perfil positivo dos “escritores” modernos.
Citando trechos do livro Abra o Seu Coração-O Poder da Cura Através das Emoções, do psicólogo James Pennebaker, a jornalista dá suporte técnico à ideia de que, escrever faz bem: à saúde física e mental. Apesar de ter um título meio esdrúxulo, parecendo título de livro “tabajara” de auto-ajuda, o autor baseou suas conclusões em experiências e questionários de pacientes em tratamento psicoterápico, portanto, não é apenas “achismo”. Ele escreve:
“Quando usamos uma linguagem para relatar um fenômeno, isso altera a forma como esse fenômeno é representado e entendido em nossa mente.”
Mariana complementa:” é como se você estivesse contando para você mesmo uma história nova, mas que você conhecia há muito tempo”.
Escrever e ler um blog, pode funcionar como uma catarse coletiva.
Citando outro livro, Blog: Comunicação e Escrita íntima na Internet, da jornalista Denise Schitine, a matéria mostra que “o blog cria ligações e acaba formando pequenas redes fundadas em torno de afinidades.”
Sobre a interatividade:
“Os comentários são essenciais para a sobrevida dos blogs. Já que está aberta a possibilidade de troca, o blogueiro espera um feed-back sobre os seus posts e as histórias que está contando.”
Há exemplos de pessoas que recorreram à escrita virtual para elaborar alguma perda.
É o caso da publicitária e “lançadora de moda” Cris Guerra, mais conhecida pelo blog Hoje Vou Assim, mas também, a redatora de para francisco. Neste blog, ela escreve ao filho pequeno sobre o pai dele, que não chegou a conhecer, pois morreu quando ela ainda estava grávida de Francisco. Além de ser uma forma de construir para a criança, lembranças do pai que não viu, serviu-lhe também como elaboração do luto, pelo marido. O blog virou livro. Nossa Julie Powell tupiniquim, praticamente.
Para conferir a matéria na íntegra, vale a pena dar uma corridinha até a banca e garantir um exemplar da revista.
Falando em blogagem como forma de expressão, a revista Veja entrevistou a blogueira cubana Yoani Sánchez, que também lançou o livro De Cuba, com Carinho, baseado no blog Generación Y, onde escreve sobre a realidade do povo cubano. A entrevista completa está nas páginas amarelas da edição de 03 de outubro. ( Yoani não teve autorização para sair de Cuba e divulgar o livro)
Pouco tempo depois, a mesma Veja noticiou o ataque covarde que Yoani sofreu em Cuba, apenas por ser considerada uma “contrarrevolucionária”. Seu crime? Escrever, sem se intimidar com a patrulha do governo.
Enquanto isso, estamos aqui: sem motivo político, ou terapêutico( talvez, sim!), mas escrevendo sobre o nosso dia-a-dia, nossa casa, nossas paixões…
Cada um tem um motivo especial para escrever, outros, para ler.
Há pouco, recebi um e-mail de uma senhora que mora bem longe. Surpresa, com a repercussão das minhas letras virtuais, ela ainda me contou que, mesmo enfrentando um período difícil de doença na família, sempre acompanha o que escrevo. Responsabilidade…
Outra blogueira amiga contou que escreve, mesmo enfrentando as limitações da dislexia.
No post Julie&Julia contei resumidamente, como resolvi começar o blog. Foi um momento de transição na minha vida e que está, ainda no gerúndio: acontecendo.
E aqui, tecendo uma rede de bons relacionamentos virtuais, pretendo fazê-los ganhar voz e rosto, em breve. Como parte desse processo, resgatei do mesmo baú de onde foi tirada a ideia empoeirada de escrever um blog(?!), o meu caderninho de recordações de adolescente:

Bem, as meninas modernas usam blog e Orkut como diário virtual, mas no meu tempo era assim:

Caderninho, onde escreviam os amigos reais mais chegados, já apresentando sinais do tempo( meu corpo, da mesma forma…)!
Ser convidado a escrever em tal caderninho, era prova de prestígio da amizade.
Guardei este, que fiz quando tinha uns 12-13 anos de idade( há muuito, muito tempo atrás…)
Até escrevi diário durante um certo período, mas acabei desistindo. Temia que fosse sequestrado por alguém, ocupado em descobrir meus maiores segredos. Segredo: não registrava “os meus maiores segredos, ali”( só, como garantia de segurança)!
Aqui, tenho registrados alguns depoimentos: amigas de escola, professores queridos, minha primeira paixão platônica( não conto, nem sob tortura!), o primeiro namorado( quando ainda era um amigo, querendo ser mais que isso…) e minha mãe, que me escreveu algo especial, mesmo sem pedido oficial:
A ideia antiquada, foi ressuscitada agora para registrar as amizades, tecidas aqui no blog. E tecido, é uma palavra que eu gosto muito!
De tecido vintage é o caderninho especial, que escolhi para “salvar” as lembranças:
Frente e verso, respectivamente, pra gente voltar a ser criança.
Da forma antiga, com direito a manchas e amarelões do tempo…
As amizades: estão por aí, espalhadas pelo mundo, mas já guardadas neste coração.
Daqui a pouco tempo, também no caderninho.
Aí, lembro daquela música do Toquinho:
“Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o be-a-bá.
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar…”
“…Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer…(2x)”
Pedido, da redatora deste blog, também. Fica registrado.
*Falando no Maria Vai com as Coisas, por uma feliz coincidência a Cris sorteará um desses lindos caderninhos no blog dela, Scrap to tell, dia 10 de dezembro. Portanto, ainda há tempo de correr lá e participar. Clica aí, no link. “Não tão pagaando!…”
Tchau e bom dia!

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15 Comentários

  1. Laély querida!
    Sabe que quando era pré adolescente mais ou menos, ganhei um anjo da guarda que dizia ser o protetor dos que nasciam no dia que nasci. Com ele vinha escrito que pessoas sob a guarda daquele anjo fariam sucesso como escritores ou botânicos. Pois é, eu acreditei no lance dos botânicos rsrsrs
    Depois na oitava série tinha um projeto de escrever um livro, eu escrevi sobre um cearense chamado Simplício da Silva. Esquisito, pois nunca fui ao Ceará rs… O pessoal gostou, achava doido, engraçado…Eu perdi o livro, mas lembro com carinho desse personagem…
    Acho que se você escrevesse um livro, seria um sucesso com certeza Lá.
    Puxa agora tô sentindo a responsabilidade de estar no seu caderninho, não sei se ficou bom…E vc vai precisar dobrar com certeza, tipo agenda dos anos 80.
    Beijos querida e bom final de semana.

  2. Oi Laély,
    Excelente post!! Adorei, estou aqui agora numa "sessão nostagia", relembrando época remotas…rs…rs!!
    Com certeza vc tem dom para escritora, quando escreve faz despertar sentimentos, faz a gente para um pouquinho e refletir!!!
    Beijos..

  3. Lá, eu costumo dizer que penso na ponta dos dedos, porque, graças a Deus, minha vida de escritora começou junto com os computadores. Falo vida de escritora porque todo dia, há muitos anos (abafa!), escrevo por profissão. E olha que eu queria trabalhar na TV, ser famosa e viajar o mundo inteiro… Porém, escrever por profissão muitas vezes nos leva a escrever o que é necessário e não o que está na alma, na garganta e pronto para ser, digamos, vomitado. E este é o escrever mais incrível porque tem o fim terapêutico que você citou. Com a -hum, hum- maturIDADE, acho que consegui unir as obrigações com um toque de mim mesma, um jeito de derramar o que vou pensando enquanto vou teclando ou falando – um horror para o jornalismo impessoal que o Brasil jura que gostaria de copiar de algum lugar do mundo!!!
    Escrever nos faz elaborar os sentimentos e acontecimentos. Passá-los pelo crivo da linguagem realmente os transforma. Então, escrever e falar pro terapeuta dão o efeito de expurgar. Na verdade, acho que tudo isso é baseado na confissão bíblica. Tudo tem o mesmo efeito. Botar pra fora redime. Graças a Deus pelo mundo virtual que democratizou a redenção pela palavra, afinal, se da palavra somos feito, por ela nos salvamos – ou nos danamos, caraca!
    Deixa pra lá… beijão.

  4. Laély,
    Que texto ótimo! Vc é uma escritora excelente e neste post falou muito bem das nossas memórias… Ai como era gostoso ter os registros dos amigos naqueles caderninhos e, eu sempre fazia um no final do ano. Pena que os meus se perderam.
    Escrever é colocar para fora aquilo que está no intimo da nossa alma. Acho que é muito bom provocar mudanças nas nossas estruturas internas. A Bíblia nos diz que o coração alegre deixa o rosto formoso! É isto mesmo, enquanto nossas gavetas da alma estão cheias de sentimentos negativos, ficamos pesados e nos arrastando. Porém, qdo conseguimos tirar para fora e nos aliviarmos. Ufa!!! Que bom! E o rosto mostra a nossa beleza que estava oculta por sentimentos dolorosos. E agora temos a possibilidade de ver, sentir e falar das coisas boas que temos e que muitas vezes não conseguiámos perceber.
    Gostei desta cartase coletiva. Incrivel como ler certas postagens nos revela de alguma maneira. E também qdo escrevemos, pois já recebi de algumas pessoas retorno positivo de algo que escrevi primeiro para mim.
    Como é gostoso voltar a ser criança! Relembrar fatos tão lindos dos tempos passados.
    Continue escrevendo, pois vc se realiza enquanto escritora e nos beneficia com sua forma gostosa de falar das coisas da vida.
    Bjs, Sandra.

  5. Oi Laély!
    Sabe que eu acho que no fundo, no fundo, os blogs todos tem uma função terapêutica mesmo – pra quem escreve e quem lê. É um exorcismo moderno.
    O meu blog está mais voltado pro lado profissional, divulgar meus 'dotes artísticos' e tentar vender meu trabalho. Mas confesso que tenho escorregões e às vezes tendo pro lado pessoal. Já até pensei em inicar outro blog pra essa finalidade, mais íntima, mas ainda está no ideal, sem passar para o real – ou virtual, como queira. :)
    Tbm lembrei dos meus caderninhos, que nos zilhões de mudanças que já fiz na vida, acabei por me desfazer ou perder. Uma pena, pois eles nos trazem recordações que a nossa memória escondeu na última gavetinha e que nem lembramos mais de ter acontecido.
    E hj em dia, sinto falta dessa coisa palpável, do real… tudo se tornou muito virtual, digitado, digitalizado, eletrônico, informatizado.
    Faz falta conhecer a letra dos amigos e ter isso em mãos, para tatear com os dedos as marcas no papel e sentí-las no coração! :)
    Bjks e um lindo fim de semana! 😉

  6. Laély,adorei o seu texto e sei como funciona esse bichinho da escrita,às vezes funciona como catarse mesmo,colocamos para fora o que nos angustiou,magoou,ou nos fez feliz,nos divertiu e assim podemos até balancear as ideias,pensamentos e melhorarmos conceitos,dogmas…E assim escrevendo para nós mesmos ou para alguém supostamente ler o exercício traz benefício.Te confesso,comento sempre nos blogs que gosto e naqueles que,por algum motivo,me chamam a atenção.A razão?
    A troca com alguém que me diga algo.Para mim é importante haver troca,senão…são palavras que foram ao vento.
    Bom final de semana,e adorei a foto.

  7. Oi moça bonita,

    Adorei esse post; Sempre adori ler também e sempre ser escritora. Resultado: Perdi a conta de quantas árvores plantei, Já escrevi livros e estou terminando um…e não quero ter filhos srsrsr.
    Você tem o dom da escrita. Basta começar a o projto do livro ;O)

    Beijocas e bom findi

  8. Alo,Laely!
    Que beleza o seu post de hoje!Ele tocou de forma especial o meu pequeno coracao que ama as letras com indisfarcavel paixao…
    Sempre fui apaixonada pelos livros e entusiasta das formas de expressao escrita…A sua estoria lembrou-me da minha propria estoria…Tambem tive os meus caderninhos,onde escrevia as minhas aventuras juvenis,os meus sonhos e as minhas decepcoes…Ja escrevi estorias de personagens aventureiros e poemas simples sobre a vida e o amor…Coisas de menina que enquanto cresce tenta traduzir para si mesmo aquilo que chamam de existencia…Gostar de escrever e assim mesmo…Ao mesmo tempo simples e complicado…Como a nossa propria vida.
    So tenho certeza de uma coisa: gosto e preciso escrever!
    Preciso te dizer,Laely,que tambem adoro ler os seus posts…Me agrada muito o seu jeito de brincar com as palavras e de tratar com carinho assuntos diversos e interessantes…Outro dia desses eu estava meio triste da vida e ai eu me lembrei…O que sera que a Laely vai postar hoje? Dai eu li um dos seus post e achei divertido…Parece bobagem,mas acrescentou um sorriso no meu dia …
    Desejo de coracao,que voce continue escrevendo pra nos cada vez mais e nos surpreendendo com seu admiravel e delicado senso de humor…E quem sabe.um dia,voce possa nos brindar com um lindo livro?
    Um abraco do meu coracao que ama as letras para o seu…
    Da carioca de plantao,
    Teresa

  9. Meninas, eu preparei este post com todo carinho, como tenho costume de fazer com os textos e temas que trato por aqui.
    Talvez o dia, véspera de fim de semana, ou o caso do plágio tenha abafado este post que pra mim, foi mais especial que o da denúncia seguinte.
    É aquela coisa: sempre que escrevo, penso na repercussão, nas pessoas que irão se identificar, no retorno de vocês.

    Gosto em especial, daqueles temas que estimulem a participação e a expressarem os sentimentos mais reservados. Às vezes, até consigo.

    Teresa, pensei em você ao escrever este post: "o que será que a carioca vai achar?"
    Peço-lhe um favor, se possível: Que escreva para o e-mail do blog para que eu possa lhe dar um resposta mais "pessoal".

    Ana B., você precisa escrever mais. Melhor, já faz.
    A gente precisa cuidar para não perder a paixão por tudo que fazemos.

    Simone, tem gente mais competente que eu na fila. A Silmara Franco, do Fio da Meada, é uma das que amo visitar! Merece escrever livro, com ótimas crônicas!

    Sabrina, eu ainda não assisti o filme porque não está passando por aqui( que atraso!).
    Li o livro e fiz post especial com promoção. Dá uma olhada nos posts anteriores.

    Sem pieguice ou demagogia: gosto muito de ler, quando falam das suas expeiências! Enriquecem-me. Obrigada!

  10. Nossa Lá fiquei totalmente boquiaberta de tanta identificação com tudo o que você escreveu neste post.
    Nem vou citar parágrafo por parágrafo para você não achar que é loucura minha. Meu sonho de menina era um dia ser escritora. Acho que ainda tá de pé. O fato é que desde muito pequena eu escrevia um diário tenho tudo guardado até hoje. Depois comecei a passar as mesmas escrevinhações para o computador (apenas para guardar os escritos). Alguns anos depois passei a escrever para portais colaborando com conteúdo (assuntos diversos). Relutei para começar um blog porque achava que não ia dar conta, eu levo a serio o blog, outra oportunidade gostosa para escrever partilhar e compartilhar coisas…
    Não sei afirmar ao certo em que ano comecei a escrever mais insistentemente, mas tenho certeza que antes de começar a escrever eu aprendi a gostar de ler.
    Como diz a letra de Caetano na música Livros, Tropeçavas nos astros desastrada.
    Meu pai gostava de ler, assim cresci rodeada de livros sobre vários assuntos. …Havia muitos livros na minha casa. Meus filhos nem imaginam o que guardam meus escritos, quando falo para eles sobre o blog, ou do flickr (minha outra paixão) que já atinge inacreditáveis hum milhão de visitas, eles dizem: Oh, sim sim, vimos sim!
    Já dei a luz a três filhos, planteis centenas de arvores… Vou terminar o livro.

    Adorei todas as dicas para leitura. Vou ver tudinho.ns!
    Mais uma vez parabéns por tudo e obrigada por compartilhar.
    .

  11. Olá Laély!!adorei o post e fiquei emocionada,pois também costumava escrever e receber carinhos das melhores amigas no caderno de "confidencias" era o máximo e todos os anos escrevia vários cadernos,mantive isso até meus 20 anos(lá se vão 10 anos!!KKK),hoje tento mostrar para minha filha como é gostoso escrever nossas emoções e sensações,ao ver o seu me dei conta de que os meus ficaram para trás,nem sei onde!!fiquei muito emocionda…xero

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