Diário de bordo II

Comunico, a todos os eventuais “4 gatos pingados”( Ai, como estará o Pingo?!…) que porventura possam ter sentido a minha falta: estou muito bem, obrigada!
Após um leve revertério intestinal, desconforto também sofrido pelo marido e filho mais velho, estou tinindo, novamente. O mal passageiro ocorreu provavelmente, devido à “sustança” exagerada da comida regional; minha mãe acha que podem ter sido as muitas castanhas do Pará, in natura, consumidas no dia da chegada. Quem mandou, não ser comedida?!…
Aliás, “comer na medida” aqui no Pará, é missão quase impossível! Desde que chegamos, nossas atividades giram em torno de: comer, comer, e comer!
Não, que não haja nada de mais interessante a se fazer em Belém, mas vir ao Pará e não aproveitar os sabores locais, é como ir ao Vaticano e não ver o papa.

Belém é uma grande metrópole, com um quê de Bombain, na Índia: trânsito caótico, não importando a hora do dia e o dia da semana e ruas, com sistema de coleta de lixo deficiente…Mas, como estou de férias e não preciso conviver com isso diariamente, inconvenientes como esses não chegam a me estressar. E, que não me venham falar mal do Norte comigo, pois estariam comprando briga!
Aqui, uma visão de parte da cidade ( Belém parece mais organizada e tranquila, vista aqui de cima…): Eu, metendo a cara, literalmente, em um dos 69 sabores de sorvete da Cairú, a mais famosa e mais gostosa da cidade:Numa feliz coincidência de datas, cheguei a tempo de conhecer e participar do casamento de uma amiga muito especial, que conheci através do blog: trata-se da simpática, esfuziante, colorida, divertida…que mais, para descrever sua personalidade?…Alguém aí, advinha?…Quem falou: Eliene, Mulher Severino Faz Tudo, acertou!
Fomos, eu e o marido, até a cidade onde ela mora: São Miguel do Guamá, a cerca de 2 horas de Belém.
Uma maravilhosa surpresa, ao chegar: o lugar onde foi realizada a cerimônia, era às margens do rio que leva o nome da cidade. Uma paisagem, simplesmente linda!
Pelas janelas da pequena capela, o que se vê são as corredeiras do rio Guamá: A capelinha fica escondida num pátio, atrás desses prédios: O prédio antigo, mostrando marcas do tempo( não consegui descobrir de que ano era a construção):
Aqui funcionou um colégio de freiras, no passado:
Reparem na lindeza do teto, no pátio interno: Na capelinha, muitas pinturas nas paredes: Chão de ladrilhos: A luz matinal, filtrada pelas janelas vazadas: Outras pinturas: Não é uma capela Sistina, mas é um encanto! No tempo em que não havia pudores, em relação a cores: Um cantinho…e uma santa… A parede em verde água, parece até papel de parede: Conheci o noivo, o José, que não se casou com a santa Maria, mas com a espevitada Eliene. O respeito só me permite admitir que ela não faz propaganda enganosa: entre outros atributos, o noivo é muito simpático e educado… (rsrs)
O dia estava lindo, a cerimônia foi simples, mas emocionante, os noivos estavam radiantes…Ah! Como é belo o amor! O diácono que celebrou o casamento fez uma tocante reflexão sobre a família. Confesso: não contive uma lagrimazinha, ao final…
Apesar de ser o centro das atenções e precisar dividi-la com todos, a noiva desdobrou-se em carinho conosco. Carregou-nos para o almoço, que seria no quintal da casa da mãe.
O teto do “cerimonial”, onde foi realizada a festa( muitos açaizeiros):
Entre os poucos convidados, apenas os mais íntimos dos noivos: família e amigos( e eu, ali de penetra…)
Música ao vivo, e animada!

“O embate do buquê”:
Era tanto comedoria! Entre os muitos pratos, alguns típicos: pato no tucupi, açaí com tapioca, acompanhado de pirarucu frito, ou camarão frito…
Na mesa de doces, um mais gostoso que o outro. Nenhum, mais saboroso que o de cupuaçu ( nem, o tradicional brigadeiro!)

No Amazonas, um ditado popular:
“Carapanã encheu, voou!”
E foi assim, que levantamos acampamento no início da tarde. Promessas de um breve retorno, combinando passeio de barco, banho no igarapé e na cachoeira. Devemos retornar na quarta, agora com o resto da família.
Na despedida, ainda uma indagação penosa da noiva: “mas vocês não vão esperar pela sobremesa?!…”Como é que é? Onde caberia?!…
Das mãos de uma noiva prendada, recebi uma lembrancinha especial do casamento: sacola de algodão com as iniciais dos noivos, travesseirinho, Havaianas coloridas.
Aqui, o registro desse feliz encontro:
‘Té mais, Eliene!
‘Té mais, pessoal!
A seguir, cenas do próximo capítulo…

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21 Comentários

  1. 1. Ai, meu Deus que eu tava coçando pra saber do casório….então é um olho no Sala da Lá outro no Mulher Severino. Mas que beleza!Amei o céu, o rio e a foto da noiva.

    2. Incrível esta história de desarranjo intestinal nos primeiros dias de norte-nordeste. Comigo sempre acontece isso, porém nada que me impeça de continua a comilança nos dias que se seguem rsrsrs.

    3. Grande férias pra vocês. Beijo

  2. Ai, tô aqui suspirando! Existe coisa mais linda do que casamento, ainda mais com este visual todo como testemunha? Como não ser romântico? Ainda bem que vc sobreviveu, hein? Bjo Lá…

  3. Ei Laély!!!
    Ah!! Que delícia férias!!! E nesses dias a gente come muito mesmo, ainda mais num lugar como Belém (nunca fui), que deve ter um monte de coisas deliciosas para comer…humm!!!
    Comer é bom demais!!!
    Adorei o piso de ladrilho e todas as outras fotinhas.

    Bjos

  4. Como não sentiria falta de seus posts/noticias deliciosas de ler ?
    Lógico que sim !

    Sobre o casamento, achei muito bacana essa realização da amizade virtual tornar-se real…

    Bj
    Patricia

  5. Eitchaaaa! Meteu mesmo o pé na jaca (ou seria no açaí com tapioca?) até a coxa, heim La?!
    Menina, o que é essa foto do açaí? Credo, meus zoinhos reviraram aqui!
    Mana, infelizmente Belém tem realmente um trânsito que mete medo e uma coleta de lixo igual a cara do prefeito… Essa é a nossa Belém…
    Beijos!

  6. Muito bom, adorei o post. A arquitetura, a beleza natural do lugar, o casamento, o vestido da Lá e o da noiva. Tudo lindo. Também sou do Norte, sou de Roraima. Maravilha! Beijocas!

  7. Oiiiii,
    Tudo bem? Estou passando por aqui para dar aquela espiadinha básica (que lindeza de lugar!) e para avisar que tem novidade na Loja Ilustrada. Quando der passe lá e conheça minhas "Divas".
    Se gostar e puder me ajude a divulgar.
    Beijo,
    Nádia

  8. Riquissima tua viagem! Mas de tudo o que mais me surpreendeu foram os 69 sabores diferentes de sorvete – sou viviada neles, aqui, mesmo no frio que esta', meu sorvetinho é lei – hehehe!
    Boas férias
    Bjos
    Léia

  9. Olá, meninas!
    O cumprimento é no geral, pois tenho pouca disponibilidade de internet por aqui.

    Léia, o mais incrível dos sorvetes é a singularidade de cada sabor: há frutas que se encontram, apenas por aqui; então, deve imaginar a exclusividade, não é?

    Abraços!

  10. Menina, que tudo! ALém da viagem deliciosa, da comilança, vc ainda conhececeu e participou do casamento da Eliene, que lindo! E que linda!
    Ai, tô emocionada!

    beijos

  11. Laély!!!
    Que lindo poder acompanhar o casório da Eli por aqui… queria muito estar lá tbm! Vc foi sortuda com a data da viagem! :)
    Realmente é impossível não pensar em comida no Pará… cada sabor tão peculiar e delicioso que é uma tentação atrás da outra! Uma delícia de viagem, inesquecível!
    Bjoooo!!! 😉

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