Proposições para os novos tempos…

( Mas que valem para qualquer tempo: anterior ou posterior a este…)
-Colocar a leitura em dia;
-Dormir mais;
-Comer menos;
-Voltar a correr e me preparar para a São Silvestre( estive bem perto, por 2 anos seguidos…);
-Ser mais organizada;

-Ser mais paciente;
-Antecipar os preparativos para o natal seguinte, já em outubro…
Objetivos simples, não necessariamente, fáceis ( como diria Julie Powell, em Julie&Julia)! (Isto sem mencionar alguns, de caráter particular…)
A maioria costuma fazer um balanço geral, nesta época.
Traçamos planos e estratégias, esperando que o início de um novo ciclo nos permita colocá-los em prática.
E, lá se vão os primeiros 10 anos do século 21!
Era início do ano de 2000: eu tinha um bebê no colo, ainda mamando e, completamente dependente!
Hoje, parafraseando aquela brincadeirinha antiga, perguntaria:
-Cadê aquele nenenzinho que estava aqui?
-O tempo levou…Deixou no lugar um menininho, cheio de opiniões!

Falando em tempo, há muitos que, se pudessem fazer um pedido a se cumprir no ano novo( e neste grupo me incluo), desejariam ter um dia mais comprido: 30, 36, 40 horas…”Quem dá mais, quem dá mais?”…
E, se tivessem um dia que não terminasse nunca?…
Este é o mote da excelente comédia
Feitiço do Tempo : Bem, isto já faz muito tempo. É do século passado: mais especificamente, 1993. Mas, como tudo o que é bem feito, é atemporal. Não pretendo aqui fazer sinopse do filme, pois já deve ser conhecido da maioria( Ainda não viu? Tá perdendo tempo); apenas, pretendo usá-lo como pano de fundo para o assunto do post.
Sabem aqueles dias, quando o que mais aguardamos é o fim deles? Como se, o sofrimento fosse embora junto?
-O ano, que parece ter sido o pior de toda a vida!
-O chefe, que é um chato, e você não vê a hora de vê-lo pelas costas…
-Aquela prova importante, que lhe roubou noites de sono.
-O plantão cansativo, que não vê a hora de acabar.
-A medicação que demora fazer efeito, enquanto você sofre junto com o filho, doente…
Não importam, os motivos. O maior desejo, é: deitar na cama, fechar os olhos e…acordar, exatamente no mesmo dia, o de sempre?! Nããoo!! É o filme errado!! Não seria…”a hora do pesadelo III”?! Prisioneiro do tempo! E, de um tempo destestável?! Ninguém merece.
E daí? O que fariam, no lugar de Phil Connors ( Bill Murray, num de seus melhores personagens!)?
Aproveitariam o que aprenderam, com os erros e acertos do dia anterior( e, com os do mesmo dia, anterior ao anterior e assim, retrospectivamente, sem ter fim…), para fazer melhor?
O dia pode até não mudar e ser a mesma m. ( meleca…) de sempre, mas nós, podemos: pra melhor, ou pra pior! Como consequência, a vida ( a nossa, e a dos outros em volta) pode mudar, também: pra melhor, ou pra pior…”Você decide!”
Quando escrevo um texto curto como este, costumo ler e reler várias vezes. Isto é importante para evitar erros grosseiros de português, de digitação, de ideias…Às vezes, apago e reescrevo toda uma frase ou, mudo um parágrafo de lugar, procuro deixar as sentenças mais simples, diretas, o mais claro possível…
É certo que tenho as minhas limitações e, não: a clareza de um Luís Fernando Veríssimo, a cultura de um Millôr Fernandes e o humor refinado de um Diogo Mainardi. O que me obriga a ser mais atenta, ainda!
Hoje em dia, com todos os recursos de informática que temos, ficou mais fácil escrever. Eu disse: fácil, não, simples! Os calos e tintas, nos dedos dos escritores do passado, foram substituídos por outras doenças, nos modernos: LER, tendinite, calo na barriga sedentária…
Difícil, é escrever a história da nossa vida. Não dá para deletar alguns acontecimentos desagradáveis, ou pessoas, com quem nos relacionamos e que nos magoaram, bobagens que fizemos e que também magoaram outras, ou: fazer Ctrl+C/Ctrl+V, copiar e colar tudo o que nos agrada. A vida é um rascunho que publicamos em edições e reedições on line, 24h/dia.
“Mas, não se irrite! Não se irrite!”, como diria o Chaves…
À nossa disposição, uma nova postagem: todinha em branco, para 2010.
O que não deu certo até agora, é passado. Mas não, descartado! Matéria prima, sim, para um melhor começo!
É aprender com as palavras de Chico, na música Um tempo que Passou:
“Vou
Uma vez mais
Correr atrás
De todo o meu tempo perdido
Quem sabe, está guardado
Num relógio escondido por quem
Nem avalia o tempo que tem”…

E as proposições, valem? Reproduzo aqui, um diálogo entre Alice( do País das Maravilhas, de Lewiss Carroll) e o Gato:
Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir
– respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir – disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas – replicou o gato.”

Pra quem não tem rumo, qualquer um serve.

Falando em tempo, em tempo de mudanças e daqueles que não mudam, só melhoram, apesar das mudanças dos tempos, deixo este vídeo com um Bob Dylan, ainda novinho em folha…

“Ei! Vocês se lembram das músicas dele? Continuam as mesmas. Mas, os seus cabelos…quanta diferença!”
Dylan, que não é nada bobo, não teve medo de mudanças. Apesar de todas as vaias que recebeu de fãs contrariados, ao assumir guitarra elétrica e visual roqueiro em pleno festival folk, seguiu em frente, “like a rolling stone…” O tempo se encarregou de mostrar que ele sabia exatamente o que queria.
The Times They Are a – Changin’
“…Se seu tempo para você
Vale a pena ser salvo
Então é melhor começar a nadar
Ou irá se afundar como uma pedra
Pois os tempos eles são uma mudança…”

E, que nos preparemos para mudar em 2010! Para melhor. Sempre.

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Sorvete colorê

Advinhem o que mostrarei hoje?…Flickr (opendoorstudio)
Errou feio, quem achou que fosse mais alguma coisa sobre o natal.
Mas, não resisti e aproveitei a oportunidade para mostrar esta bela e colorida árvore acima. Depois, só ano que vem…
Tudo a ver com o tema de hoje:
Fiquei encantada com um blog que conheci, de uma dona de casa e artesã de Vancouver, no Canadá: Beata tem 4 filhos e ama patchwork, crochê, matrioshkas e vintage ( quase, uma irmã gêmea, apesar de ganhar de mim, em número de filhos!).
rose hip é um blog colorido e delicado. A seguir, algumas das peças alegres que a canadense produz.
( Para ampliar, é só clicar na foto)
Capas de travesseiros com acabamento em crochê: O forte do trabalho são as almofadas. Esta, tem um arzinho vintage: “Amo muito tudo isso!” “Há flores por todos os lados…Ela também gosta de transformações.
Uma escrivaninha, antes:

A mesma escrivaninha, depois:Há predomínio de tons pastéis nos trabalhos dela:
Umas fofuras, são estas sainhas coloridas:
Um cesto de bonequinhas, um sonho de consumo…Sacola, com aplicação de cupcake:
E uma casinha…
Os produtos rose hip podem ser encontrados na Etsy.
Um dia colorido pra vocês, porque de cinza, já basta a vida.
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"Detalhes tão pequenos…"

Ainda respirando o natal, encontrei esta foto, que saiu na Gazeta do estado, hoje: ( Foto: Nádia Rasseli)
Pelas ruas de Santa Teresa, uma bicicletata de papais e mamães noéis. Ho, ho, ho!
Proposição de ano novo: estudar uma forma de melhorar minhas fotos.
Enquanto isso não acontece, mostro em detalhes o presépio de tecido, que ficou injustamente embaçado, nas fotos anteriores:

Quando eu era pequena ( “mais” pequena ainda, “lá em Barbacena…”), decorei um poeminha de um dos livros da coleção Mundo da criança. Peço licença, para declamá-lo pra vocês:
“Vejo a noite uma estrelinha
No céu piscando, piscando.
Mamãe diz que ela de longe,
Pisca, pisca me chamando.

Quando eu crescer
E papai me comprar um avião,
Vou te buscar, estrelinha,
Na palma da minha mão.”

Eu não cresci( muito…), papai não me comprou avião, mas busquei uma das estrelinhas, que estavam piscando na minha noite de natal:
Um bom dia!
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Natal Land

Este ano, meu natal foi atípico: não comprei presente pra todo mundo( fora alguns, que mandei para amigas, antes de viajar), não arrumei a casa com antecedência, viajei de férias, cheguei às vésperas e dei plantão no dia 24, portanto, depois de muito tempo, um natal longe de casa e da família. Nossa comemoração foi atrasada em um dia.
Também atrasada, foi minha decoração natalina. Deixei tudo pra última hora, literalmente!
Acabou, sendo melhor: na sexta, eu já havia me recuperado do resfriado, o clima estava ameno, ao contrário do dia anterior, e tive um dia a mais para preparar tudo.
Não sou muito de festa, mas faço questão de pelo menos no natal, comemorar conforme a tradição. Em casa, com a família e amigos mais íntimos, fazemos um culto e depois, nos reunimos em volta de uma boa mesa. Ah! E tem a parte do abrir os presentes e a conversa, sem hora marcada para acabar!
Não poderia deixar de dividir um pouco desse clima de festa com vocês, a começar pela arrumação da casa.
Assumo a inspiração lúdica e a cada ano, um ou outro detalhe é acrescentado.
Este ano, não usei todos os enfeites, nem montei a árvore( tudo, por falta de tempo!).
Na porta da sala, a guirlanda já adianta o clima infantil: Esta, recortada em madeira, tratei de personalizar, acrescentando bonequinhos de tecido.
O ursinho em xadrex vermelho, foi encomendado à Mara Porto.
No espelho, logo à entrada, pendurei uma guirlanda de flores secas, presente da amiga Rosana Sperotto:
Este panô natalino fofo, foi obra da Sandra, que faz outras coisas lindas em patchwork:
Recepicionando as visitas, um papai noel e alguns de seus ajudantes: Acrescentei um vaso de flores secas, regador e material de jardinagem, para um Noel que gosta trabalhar na terra( como nós, aqui em casa): Detalhe da bolsa da ursinha: gatinho à tiracolo e pazinhas… (Os gatinhos e o ursinho vermelho, também são da Mara Porto)
Pulando para a sala…
Detalhes da noite de natal: Como não pude montar a árvore de natal, improvisei esta, atendendo a um pedido do meu pequeno: na verdade, um pinheiro de madeira que é um brinquedo. Ao pé da árvore, Papai Noel em família: Cobri luzinhas LED com fuxicos e enfeitei o espelho, sobre a lareira: A lareira ganhou uma utilidade, nesta época de calor. Abrigou o estábulo e a manjedoura com o menino Jesus: Este presépio foi montado ha vários anos, a partir de um tecido americano.
Acrescentei mais bichinhos: ovelhas, gatinho, galo, galinha, pintinhos até, angolas! (Clica na imagem para ver melhor)
As estrelinhas são de papel, dobradas com técnica de origami. Presente da Karen Lommez.
O marido providenciou uma lâmpada de luz negra, escondida atrás do estábulo.
Colei algumas estrelas fluorescentes no fundo da lareira e uma amiga, ajudou a enfiar uma linha em cada estrelinha de papel, também fluorescente.
O resultado: quando se acende a lâmpada, as estrelas brilham.
Um detalhe, que esqueci de providenciar: linha invisível, ou nylon fininho, para que não aparecesse na luz negra. Mesmo assim, ficou bonito.
Os anjinhos da anunciação:Um duende, no seu cavalinho: Ao lado da lareira, mandei fazer uma placa com o nome da família: Uma certa irreverência… Além dos detalhes infantis, muitos passarinhos: Ainda na sala, sob a janela:A bonequinha ganhou um amiguinho: E o boneco de neve, tomou conta da bicicleta:Admito que minha paixão por Papai Noel, beira a patologia!
Ao abrir a caixa de enfeites, não paravam de sair: um, atrás do outro. Pensei que serei redundante, espalhar tantos pela casa.
Optei por agrupá-los num aparador, à entrada, como numa exposição de colecionadora apaixonada: Quem disse que ele mora no Pólo Norte?!…E não é só por aí, que estão…
À porta da cozinha, mais representantes:Este padeiro chegou este ano e, muito adequadamente, ficou como o sentinela da cozinha:Detalhe da roupinha de cozinheiro: avental, chapéu e balde, com bisnagas de pão.
E os ajudantes: bonecos de biscoito de gengibre e o gnomo porta-biscoito, com biscoitos de verdade.

Únicos detalhes, acrescentados à minha cozinha: urso polar…
…Boneco de neve e pinguim, na tigela da sorvete:
A ceia de natal foi perfeita!
Há tempos, não conseguia acertar em tudo: o peru ficou bem temperado e suculento, o bolo de chocolate e o pudim, maravilhosos e a quiche ( ou, o quiche?…) de bacalhau, estava um espetáculo! Sem falsa modéstia: foi a melhor que já fiz!
Querem experimentar fazer no ano novo?
É o seguinte, bem resumidamente:
Para a massa, uso 125g de manteiga gelada, cortada em cubinhos.
Acrescento aos poucos, 2 xícaras de trigo, esfarelando com as pontas do dedos, até formar uma farofa úmida. Se preferirem, podem usar o processador( é bem mais rápido!).
Acrescento 1 colher de sopa de água gelada, apenas para dar liga( se não for suficiente, acrescentem mais 1/2 colher de água).
Esta massa é “podre”( quebradiça) portanto, não deve ser sovada.
Deixar descansar numa vasilha coberta por 30′, ou enquanto preparam o recheio.
Pré aquecer o forno, em temperatura média.
Forrar o fundo de uma forma de 25 cm de fundo removível e levar para pre assar por 20′, ou até que o fundo da torta fique mais claro. Retirar do forno e reservar.
Dessalguei e desfiei o bacalhau e refoguei no azeite. Acrescentei salsinha picada.
Forrei o fundo da torta com o bacalhau, já frio.
Mais uma camada de requeijão Catupiry( só para ficar “pior”…).
A cobertura:
Bati 3 claras em neve e reservei.
Bati 4 gemas, até ficarem claras e espumosas.
Acrescentei 4 cs de maionese, 4 cs de amido de milho( mais conhecido como Maizena) às gemas. Por último, acrescentei 1 colherzinha de café com fermento químico.
Misturar delicadamente a gemada às claras em neve.
Espalhar sobre a quiche, salpicar queijo ralado por cima e levar para assar, por aproximadamente 30′-40′, em forno médio, ou até corar.
Se quiserem dar uma olhadinha neste post, o da torta de limão, dei o PAP da crosta, com fotos.
Ainda em clima de festa, voltarei com mais notícias, aqui mesmo: neste mesmo bat lugar.
Vamos combinar…
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