Sobre renascimentos e renovações…


FFFFOUND!
Sabe aquelas situações na vida, em que você chega a pensar: não adianta, não tem mais jeito”? Pois, é. Sempre há chance de mudanças, se houver real interesse nelas.
A base da vida cristã, está justamente nesta inesgotável possibilidade de renovação no Cristo ressuscitado. Foi ele mesmo que falou à mulher, prestes a ser apedrejada:” …Nem eu te condeno. Vai e não peques mais…”Ao ladrão na cruz, antes de morrerem: “estarás comigo no paraíso.” Ter essa esperança, é o que segura na hora de muitos apertos, como diz aquela música, tão conhecida: “segura na mão de Deus e…vai!”

Licença então, pra contar um “causo”, rapidinho:

Minha mãe não tinha condições de me pagar aulas extras, quando criança. Coisas, como: inglês, natação, balé…eram privilégios inacessíveis às nossas condições. Procurei compensar, sendo sempre uma das primeiras alunas na escola. Mas uma coisa, minha mãe fez por mim: levou-me até o conservatório da cidade( Manaus), instituição pública, dando-me a chance de estudar música.
Lembro de, aos 9 anos de idade, estar em frente a um grupo de sisudos professores de música, passando por uma seleção muito simples: eles pediam que eu reproduzisse os sons e o ritmo que ouvia. Final da história, sei lá por que, disseram à minha mãe que eu tinha “ouvido para violino”. Fiquei meio decepcionada, porque o que eu queria mesmo, era estudar piano. Coisas, que a gente não entende na hora.
Mas foi assim, que a minha mãe, crente que eu seria spalla de alguma grande orquestra, num futuro logínquo, tratou de resolver o problema principal: arranjar um instrumento. Uma senhora da igreja, havia comprado um violino para o neto, com a mesma esperança de vó, que minha mãe tinha na filha. O instrumento logo fora abandonado. Talvez, ele gostasse mais de futebol e não seguiu adiante nos estudos de música( Também não virou jogador…). Minha mãe, impelida pela fé, em mim e na carcaça do instrumento que um dia fora violino, comprou-o por uma pechincha. Levou-o, para o único luthier da cidade restaurá-lo. E, não é que ele fez milagres?!
Já tive muitas propostas de compra. É um violino muito antigo, fabricado em Cremona, na Itália, e tem um som muito bom(palavra de quem entende):
Bem, eu não fui muito à frente nos meus estudos de música. Assim que passei no vestibular, tive de abandonar as aulas no conservatório, mas foi um período muito produtivo pra mim. Aprendi coisas que me servem, até hoje.
Esqueci o pobre do violino e deixei-o, meio de lado. No máximo, tirava o pó branco do breu, de vez em quando, para alguma apresentação na igreja. A verdade, é que passei anos sem abrir o estojo do instrumento.
Sei nem porque, rejeitava todas as propostas de compra…
Casei, vieram os filhos; cresceram um pouco e, logo sonhei para eles, o que minha mãe havia sonhado para mim: tratei de colocar os três, em épocas diferentes, nas aulas de música. O mais velho, iniciou com piano, migrou para o clarinete, violão e guitarra. Atualmente, tá dando um tempo; talvez, como o fiz( nada é impossível!). O mais novo, desistiu do piano e violão e eu não quis forçar. Já o do meio, foi o que demonstrou ser o mais musical dos três: toca piano, violão, gaita, flauta…ele realmente gosta. E eu, por causa dele, resolvi tirar a poeira do meu vilolino e voltei a tocar. Apesar de não ser uma vilonista “lá essas coisas”, estou sendo útil à minha pequena igreja e tenho privilégio de tocar, acompanhada pelo filho. Na pequena comunidade onde participamos, pelo menos, somos os melhores músicos, à kilômetros de distância de outros!Ciclos, que se renovam na vida da gente… Dou muita volta, não é mesmo?! Mas, como queria falar de renovações, lembrei de uma história, que puxou por outra e assim vai…Pelo menos em matéria de escrever, eu “falo”muito.
Mas, isso é para mostrar que, se pararmos e olharmos com atenção para determinadas situações ou objetos, que aparentemente estariam perdidos, poderemos encontrar soluções para eles.

Quer uma prova? Eu amo aquelas fotos do Design Sponge de renovações dramáticas, com o antes e depois! Esta, é até bem simples, mas pense sempre, antes de descartar alguma coisa: nada está perdido…
Uma porta velha?!
( Clique na imagem, para aumentar)

Um pé de máquina que não serve mais?!

Juntando os dois, com graça e criatividade, “ói” o que dá:
A base da minha mesa, na sala de jantar, desmontou( coisa de “boa qualidade”, dá nisso!).
Pensei em mandar fazer outra base, em madeira, mas não tava querendo gastar.
Desmontei a mesinha que servia de aparador, usei a base na mesa maior, negociei um pezinho de máquina antigo, numa lojinha de usados da cidade, e fiz um novo aparador. Gostei, mais até do que o anterior: Já que eu mostrei o cantinho, na sala de jantar…
O quadrinho, acima do aparador, é uma aplicação de tecido: E a mesa de jantar, voltou a ser usável: Castiçal com passarinhos( porque eu gosto de um frufruzinho):
A Vivianne, do de(couer)ação, mostrou umas cestinhas com rodízios renovadas, a partir de caixas de verdura: uma graça!
Então, lembre-se:
“Todo os recém-nascidos, de qualquer espécie viva, são feios, desajeitados. Assim, são as renovações, recém-nascidas do tempo”. Francis Bacon
E assim, acaba nossa historinha de hoje.
Bom dia!
Atualizando:
Apenas como completmentação ao post, já que comentaram sobre a parede de pratos na sala de jantar, mostrei mais detalhes num post, lá no início do blog, aqui mesmo. Se quiser conferir, dou uma diquinha de como customizar pratos, para decorar sua parede.

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25 Comentários

  1. Adorei a sua história sobre tocar violinos… acho que nenhum aprendizado é perdido… tudo é usado em algum momento da vida, de forma diferente.
    Não sei se é porque sou curiosa… mas acredito muito nisto.
    Beijos!

  2. A sala de jantar está linda. Quanto a música, quis aprender a tocar violão a uma década atrás, não virou. Minha filha mais velha acabou herdando o violão logo em seguida. Estudou violão, fez conservatório de música em São João del Rei, tocou em uma banda de blues…pretendia fazer Música na UFOP até…ir até lá com meu marido (Bienal de Matemática) e desistir, não pelo curso em si mas pela cidade. Que coisa não. Daí veio a paixão pela Psicologia…e bingo. Está terminando o segundo ano. Acho que também gosto de 'falar' rsrsrs…Beijocas!

  3. Laély, amo texto que contam muitas coisas para dizer outras… Tô gostando de passar aqui, portanto… Também quero convidar pra conhecer o blog da minha filhota, a Joana, de 11 anos, e a participar do sorteio de uma bolsa que ela e eu faremos juntas. Para concorrer, tem que preencher um questionário muito legal pra gente refletir sobre hábitos do dia-a-dia. http://i-am-so-sweet.blogspot.com. Confira

  4. Nooooossa, que historia! Incrível como as coisas acontecem na vida da gente, sem sequer entendermos no momento e, depois, tudo se encaixa.

    Você ficou lindona na foto tocando o violino. Chic no úrtimo! rs

    E quanto as renovações, aqui em casa tem muito disso, afinal o dinheiro tá "sobrando" né… rsrs

    Beijinhos ♥

  5. Olá Laély,li toda a história e fiquei pensando nisso tudo…

    Minha mãe é pianista e também toca na igreja Batista aqui de São Paulo,ela tentou muito que eu meus irmãos tocassem piano e olha eu verdadeiramente tentei,tudo para agradar,mas enfim não era mesmo o meu dom.Meu pai é artista plástico e acabei herdando dele o gosto pela arte,embora esteja longe de ser uma artista,mas enfim o que aprendi com o meu pai e com a minha mãe foi admirar esse mundo da música e da arte.Agora o meu pequeno toda vez que vai na vovó quer ficar horas no piano e ele reamente se interessa.Quem sabe?

    Ah,amei a forma que encontrou de não gastar com a mesa.
    Parabéns!!!
    E os pratinhos na parede são lindos…Mostra mais…

    Bjs
    Nani

  6. Laely, adorei este e o post do Pingo! Uma "delicia" de ler. Adorei o castiçal com passarinhos ! Acho que vou copiar … rsrs, pode ? Inspirações …

    Bj
    Patricia

  7. Letícia: com certeza, tudo o que aprendemos, agrega valor ao que somos. Nada deve ser desperdiçado, nem as experiências ruins.

    Taia: eu aprendi um pouco de violão, mas se tivesse oportunidade, gostaria de aprender flauta transversa ou violoncelo. Cada um com os seus dons, não é? Nasci com alma de artista, mas as mãos são de amador, mesmo.

    Ana B.: já fui lá, conhecer sua pequena, mas grande na imaginação. Muito espirituosa!

    Ah,Fernanda…nesses tempos, nada está sobrando, só a vontade…

    Nani: já mostrei os pratinhos, há bastante tempo. Uma de minhas primeiras postagens:
    http://saladala.blogspot.com/2009/02/pratos-da-mesa-parede.html
    Mas eu tô sempre mudando alguma coisa.

    Patrícia:
    Se lhe foi inspirador, que mal tem? Não serão os meus, mas os seus, do seu jeito, não é?

  8. É isso aí, grande contadora de histórias: nesse patchwork de experiências a gente vai emendando os pedaços coloridos com aqueles mais tristinhos e, no final, tenho fé que vamos nos orgulhar da obra.

    Que pratos tão lindos são esses que não conhecia? E o castiçal e lustre de princesa! Juro que pensei que a foto fosse de um blog gringo. Beijo

  9. Ah, Rosana…Se há lugar no mundo onde a gente deveria ser tratado com rei e rainha, seria na própria casa, não é?
    Já mostrei os pratos, no link acima. Faz um tempinho…

    Falk: um bom dia pra você, também!

  10. La, é tão bom quando venho aqui e leio suas histórias. Adoro, pela identificação, pela simplicidade, pelas lições…
    Beijão enorme, querida!

  11. Rafaela: você pode pendurar seus pratinhos, também.
    No post acima citado, aí nos comentários, mostro os detalhes da minha parede e como custmizar pratos.

  12. Oi amiga, primeiro posso dizer que pessoas especiais tem dons especiais e você amiga você já esta passando do ponto,rsrs.
    Vai ser talentosa assim lá em casa, rsrs, brincadeirinha.
    Lá sabes que sou sua fã de carteirinha e mulher amo música, violino e sax para mim são tudo.
    Lá no blogue hoje tem algo que ganhei de você.
    Amiga no momento minha cabeça é só casório, casório, e casório sem grana,rsrs…mas tudo com amor tem jeito né?
    Que linda a sua mesa.
    saudades de você
    beijos

  13. he, he, he, Susi!
    Imagina, você alugando o marido pra contar "causo" meu?!

    Eliene: estava pensando em você ontem e imaginando onde estaria a sua cabecinha. Aí mesmo, onde descreveu!
    Imagina, menina!…O que passou do ponto, já estragou! rsrs
    Já pensou, eu tocando no seu casamento? Todo mundo ia tapar os ouvidos! rsrs
    Tô com o maior problema com o meu blogger, pois não estou conseguindo abri-lo, assim como alguns blogs, mas vou lhe visitar, sim.
    Abraço!

  14. Olá!
    sou a apaixonada sim rs.. aquele blog fiz no meu começo de namoro e estamos um pouco mais de dois anos juntos, ainda somos um casal novinho e me sinto assim, ainda apaixonada heheheh
    to querendo voltar a escrever nesse blog, só abri ele pq meu namorado pediu, mas como vc viu, não postei nada ali, ia ser um blog para mostrar meus trabalhos artisticos, mas acabou não vingando… só postei um deles q é aquela roupinha Rococó… mas voltando ao assunto… eu sou chamada de muambeira pelo meu namorado, pq eu guardo tudo que eu acho que um dia vou usar.. e uso! já fiz abajour de estrado de cama, estante de treliça de porta de armário, várias coisas se renovam comigo, então adorei esse seu post falando do assunto, você escreve muito bem!!
    acho que vou mostrar lá no blog essa minhas renovações e quem sabe eu monto um blog de decoração também, para trocarmos figurinhas.. to bolando o nome do blog e quando estiver pronto te mostro! ufa! falei demais… desculpa.. rs…
    bjinhos!!
    Ignez

  15. Oi, Ig(nez)!
    Bacana, é desenvolver essa capacidade de renovar, reciclando o olhar, sempre!
    Quando fizer sua "casinha", avisa, que a gente vai lá!
    ( Escrevi legal?! Responsa, depois do seu elogio…)
    Abraço!

  16. Sou testemunha. Pois vi seu filho tocando. Ele é muito talentoso. E tb vi o quanto ele é cuidadoso com este instrumento. Numa conversa, disse: – É de minha mãe. Se arranhar, ela me mata!
    E concordo plenamente com o cuidado com os ouvidos dos pequenos. Aqui em casa, só música de qualidade.
    Abs.

  17. Ah…não o mataria, não, mas o instrumento é uma relíquia. Precisa ter cuidado, sim.
    Voce está certa em procurar dar boas opções aos filhos. É nossa obrigação.
    Abraço!

  18. Laély eu tenho uma dessas mesas de maquina de costura, parecidissimas com estas, de ferro fundido, ja tem meses que quero fazer uma pentiadeira com ela, porem toda vez que vou mexer desisto pois ela ficou na chuva e esta encardida, e nao consigo tirar a sujeira, vc tam aluga dica? nao quero pintar pois acho bonito a cor do ferro

  19. Nossa, Fabiano…Eu não pintei a minha, porque o pé da outra mesa, já era escuro. Mas eu não sou muito boa com pintura, mesmo. Acho que, se estiver muito descascada, deveria lixar e passar primer para metais e depois, pintar.

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