Crazy for cakes

“Ói, nóis aqui, ‘traveiz”, depois de um longo e tenebroso inverno! ( Ai! Nem me lembrem inverno, porque eu ando enjoada, de tanto atender gente gripada; e em pânico, por causa da “gripe do porco”!)
Estava lembrando, por esses dias, do bolo que a minha mãe fazia quando eu ainda era criança ( a long, long time ago…): ela usava uma fôrma especial, que não vejo mais hoje em dia.
Conforme já descrevi, no post “Comida de Rainha”, comida especial da minha mãe, era luxo que tínhamos, apenas uma vez por semana; bolo, então, algo que saía mais raramente. Eu gostava de ajudar batendo a massa e, esperando ansiosa pelo resto que sobraria na vasilha. Não esqueço, uma vez que não me contive, e raspei com o dedão o fundo da tigela de massa, ainda crua. Minha mãe me deu um “chega pra lá” e eu, precisei fazer terapia por anos e anos, para me recuperar do trauma. ( Tá bom! Nem tanto assim…) Mas, está escrito lá, no parágrafo 13, do artigo 13, da Declaração Universal dos Direitos da Criança ( versão da Láely) :
“Toda criança tem o direito de raspar as sobras de doce na vasilha!”

Por causa da minha experiência traumatizante quando criança, é que nunca nego deixar umas sobrinhas do “leite da moça” na latinha, quando meu pequeno me pede.
Mas, voltando ao assunto, ando meio saudosista e faz parte, ficar lembrando daquelas coisas que a gente experimentou quando criança e que não encontra mais, sejam os seriados antigos de tv, ou o filme “A Fantástica Fábrica de Chocolates”, com o fantástico Gene Wilder e seus “umpa-lumpas”, presença constante na Sessão da Tarde, até objetos que remetem àquela época. Pois então: estava lembrando que minha mãe tinha um fôrma de bolo, com furo no meio, cheia de reentrâncias e saliências. O bolo mais simples do mundo, depois de desenformado, parecia escultura de comer. Outro dia, encontrei algo parecido no Carrefour, preço até bem camarada, e levei para casa, toda feliz, crente de que agora, finalmente, teria “a minha própria fôrma escultural”!…Quebrei a cara. Acontece que a linda, colorida de laranja-cheguei, é de silicone e o bolo que fiz nela, não ficou igual ao da fôrma de alumínio. (Alguém aí, saberia me ensinar como se usa uma fôrma de silicone, sem deixar que o conteúdo assado fique seco, ou chicletento?! Help me!)
Ao menos, deixei-a pendurada na minha cozinha, porque não se pode negar que ela é uma graça.
Aí, não resisti em mostrar estas, “tão pequenininhas, do tamanho de um botão”, para que tenham uma ideia do que esteja falando:
Desire to Inspire
(Clicando na imagem, dá pra aumentar)
Apartment Therapy
Como não fiquei satisfeita com a minha fôrma de silicone, fui procurar na internet alguma parecida com a da minha mãe, mas não encontrei. Encontrei, sim, lindos bolos, de linda formas, saídos de lindas fôrmas, no site Crazy for Cakes
, um título bem sugestivo e no espírito deste post. As imagens são de babar!
“Pra não dizer que não falei das flores”…
Abelinha, joaninha, borboletinha…voariam todas para a minha barriguinha! Catedral gótica: Até bolo de caixinha ficaria bom numa forma dessas: (Então, mãe, fica assim combinado: como indenização pelo trauma sofrido na infância, separa a fôrma de bolo pra mim)

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