Filme pra encher os olhos e a barriga…

Bem que eu fiquei esperando a inspiração chegar pra mostrar algo de decoração hoje, mas não adianta! Se não estou inspirada pra isso, como posso inspirar outros?!
Então, vou escrever sobre um filme que fisgou meu coração esta semana, tá bom? Esse, deixou-me inspirada…
Fui ao Omelete ver a ficha técnica e fiquei decepcinada com a crítica, que não gostou muito desse, que foi o primeiro trabalho em inglês do cineasta chinês Wong Kar Wai. Não sei quem assina o comentário, mas dou um chute que foi homem. Vai ver, ele ficou tão preocupado em ver o filme pra comparar com trabalho anterior do chinês, que esqueceu de se deixar envolver pela história. Suponho então, que não “pegou o espírito da coisa”…Mas vou deixar de trololó, como diria a minha amiga Lidiane, porque não tô aqui pra fazer a crítica da crítica; só abri parêntese, para que não se deixem influenciar pelo comentário desestimulante do site especializado.
Então, “mulheres do meu Brasil varonil”, que amam Jude Law desde a época de “O Amor Não Tira Férias“( suspiros…Ai, que filme lindo!), podem tirar o babador do armário, pedir licença ao marido e se deliciar com esse projeto de homem perfeito( pelo menos, no cinema…), neste filme com título muito óbvio, mas história, nem tanto:
“Um Beijo Roubado”
(Atenção, homens: podem assistir o filme também, mas ao menor “pio”, não se assustem se a mulher embasbacada ao lado, gritar: “CA-LA-DO!”)
Ai, tadinho…Por que será que está tão tristinho assim?

-Ei, ei! Esta não é a maravilhosa cantora Norah Jones(Elizabeth)?!
-Sim, sim, mas nesse filme, ela não canta, só encanta o nosso lorde Jude( Jeremy).
Seguinte: Jeremy é dono de um charmoso bar em Nova York. Numa de suas insones noites de trabalho, conhece Elizabeth que, passando por desilusão amorosa, encontra ali, lugar ideal pra esquecer as mágoas: ao mesmo tempo que tem o belo Jeremy pra lhe ouvir, pode se empanturrar de uma torta que ela gosta muito( daí, o título do filme). Bingo! “Dois coelhos, numa tacada só!”
Mas o interesse entre os dois é sutil, platônico e, tadinho do moço: assim como entra pela porta uma noite, ela sai, pra nunca mais aparecer…Some no mundo! Vai “lamber as feridas”, bem longe daquele que poderia ser o seu “tabajara”( “seus problemas acabaram!”). Mas na prática, a gente sabe que não é assim: coração machucado, exige retirada estratégica, não é?
E é assim, que nossa heroína desaparece sem deixar rastros, a não ser, alguns postais que ela escreve, de vez em quando, enviando-os àquele que foi sua última referência da vida que ela queria esquecer.
Enquanto isso, fica lá o pobrezinho, vendo o tempo correr e correndo atrás de informações sobre a sua futura-ex-paixão, sem sucesso.
Sadismo da moça?…Masoquismo do moço?! Não! Isto não é uma sinopse de novela mexicana, apesar da narrativa, um tanto quanto apelativa( perdão, Jude!)! Mas, como diria Blaise Pascal: “O coração tem razões que a própria razão desconhece”!
E, por esse motivo, assim, sem ninguém explicar, só o coração, é que Lizzie resolve voltar; depois de ir o mais longe que pudesse ir, trabalhar dia e noite pra driblar a insônia e comprar um carrinho, conhecer personagens interessantes, ela entra pela mesma porta que saiu, tempos atrás…pra ver seu grande e verdadeiro amor?! Que nada, ela quer mesmo é comer aquela torta que tanto gosta( bobinha…)! Como costuma dizer minha sogra: “barriga cheia, coração contente”.
O filme tem aquele clima noir, tão charmoso quanto os cabelos, sempre desgrenhados, e a barba, sempre por fazer, de Jude Law.
Para os fãs de Norah Jones:
-Ela sim, sim, convence interpretando!
-Ela não! Não faz a trilha sonora!
-Sim, sim! Na cena principal e mais esperada do filme, a música é na voz dela! Obviedade esperada, né?!
Suspiros e…suspirem!

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