Dia do amigo: já abraçou o seu?

Hoje é dia de lembrar àquela pessoa especial, o quanto a presença dela faz diferença na sua vida: pra melhor!

Já ligou, já falou, abraçou algum amigo real, hoje?
Tá esperando o quê?! Ainda há tempo!
Hoje em dia, as pessoas estão cada vez mais expostas: nos meios de comunicação, internet, Big Brother…mas a solidão continua pois, quem pode dizer que conhece realmente um outro, sem que conviva com ele? O que se tem, é uma falsa impressão de intimidade.
A internet aproxima os que estão longe, traz um mundo pra dentro da sua casa, mas, se não usada adequadamente, pode afastar os que estão perto: a família e os amigos.
E, não estou aqui criticando as amizades virtuais! Não se pode negar que a net criou uma nova modalidade de comunicação e relacionamentos!
Desde que comecei a fazer o blog, tenho conhecido pessoas adoráveis, com afinidades que nos aproximaram. Pessoas que estou aprendendo a admirar e que gostaria de conhecer pessoalmente. Infelizmente, ainda está no campo virtual.
A Yvone, semana passada, escreveu sobre este assunto no blog Casas Possíveis. Vale dar uma conferida nas impressões dela, porque é o nosso dia-a-dia de blogueiros: não fazemos parte de sites de relacionamentos, mas, acabamos nos expondo( positiva e negativamente) e formando novas relações.A revista Veja de 2 semanas atrás fez um especial sobre este assunto:
Nos Laços ( Fracos) da Internet
Confira a matéria na íntegra, no link acima.
Aqui, alguns trechos interessantes que podem dar uma ideia do teor da reportagem da capa:

‘Em nenhum outro país existe um entusiasmo tão grande pelas amizades virtuais. Qual é o impacto de tais sites na maneira como as pessoas se relacionam? Eles, de fato, diminuem a solidão? Recentemente, sociólogos, psicólogos e antropólogos passaram a buscar uma resposta para essas perguntas. Eles concluíram que essa comunicação não consegue suprir as necessidades afetivas mais profundas dos indivíduos. A internet tornou-se um vasto ponto de encontro de contatos superficiais. É o oposto do que, segundo escreveu o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.), de fato aproxima os amigos: “Eles precisam de tempo e de intimidade; como diz o ditado, não podem se conhecer sem que tenham comido juntos a quantidade necessária de sal”.

“Os sites podem ser úteis para manter amizades separadas pela distância ou pelo tempo e para unir pessoas com interesses comuns.”

“Vários estudos têm reforçado a tese de que os sites de relacionamentos diminuem a solidão social, mas aumentam significativamente a solidão emocional.”
“Existem diferentes níveis de amizade, é lógico. As mais distantes são mais abundantes. É o que se chama, em sociologia, de “laços fracos”. Relações sociais estáveis como as estudadas por Dunbar e Bernard são chamadas, por sua vez, de “laços fortes”. Dentro dessa categoria há um núcleo reduzido de confidentes, que não costumam passar de cinco. Esses são os amigos do peito, com quem podemos contar sempre, mesmo nos piores momentos.

“A necessidade de classificar os contatos virtuais na sua página do Orkut ou do Facebook segundo o grau de intimidade desafia um dos princípios da amizade verdadeira: a total reciprocidade. Na vida real, o desnível da afinidade que uma pessoa sente pela outra costuma ficar apenas implícito na relação entre elas. Na internet, ele é escancarado. Pode-se simplesmente bloquear o acesso de certos amigos a determinadas informações. Além disso, ela não estimula aquele tipo de solidariedade que faz com que dois amigos de carne e osso aturem, mutuamente, os maus momentos de ambos. Esse grau de convivência e aceitação de azedumes ou mesmo defeitos alheios é quase inexistente nas redes sociais. Quando alguém começa a incomodar, é ignorado ou deletado. “Se o objetivo é um vínculo afetivo maior, é preciso se encontrar pessoalmente”, resume candidamente Danah Boyd, pesquisadora do Microsoft Research, um laboratório inaugurado em Massachusetts pela empresa de Bill Gates para o estudo do futuro da internet.”
Aproveite pra fazer:

Teste da amizade on-line

Sem defender, ou condenar, apenas esclarecendo, a reportagem nos leva a questionar se não estamos permitindo que a internet “atrapalhe” nossas ligações reais.

Eu mesma, já fui uma ferrenha inimiga da internet. Hoje, estou nesse meio, policiando-me muitas vezes, para não inverter os valores.
Confesso que, quando abro o painel do blog e vejo que nenhum novo seguidor se somou aos pre-existentes, fico frustrada. É a pressão pelos números, o termômetro que dará uma “noção” do quanto se tem “sucesso”, “prestígio”…Aí, procuro colocar os pés no chão e lembrar das sábias palavras de Salomão, há tanto tempo atrás, antes do advento da revista Veja, da internet:
“O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão.”( Provérbio 18:24)
Logo, em matéria de amigos, o que vale é a qualidade, não a quantidade. E, bons amigos de verdade, virtuais os reais, contam-se nos dedos( de uma única mão!).
Continuo desejando que o blog cresça, que meu trabalho melhore e seria hipócrita, se dissesse que não almejo reconhecimento. Como já escreveu a Ana Sinhana, sobre o conselho que recebeu do marido, outro dia: “se for pra ninguém ler, escreve num papel e guarda na gaveta!”

Então, amigos virtuais, que acompanham o blog diariamente, anônima ou publicamente, quero lhes agradecer por gastarem parte do seu precioso tempo por aqui, olhando tudo, trocando impressões, emoções, elocubrações…Mas, não esqueçam de quem está do seu lado, hein?!…

A todos estes amigos, reais e virtuais, dedico esta linda música, tão singela, mas que resume muito bem o que é um verdadeiro amigo, na real:
( clica aí, pra ouvir a interpretação, na voz de Zé Renato e Zélia Duncan)
“Amigo é feito casa que se faz aos poucos e com paciência pra durar pra sempre
Mas é preciso ter muito tijolo e terra preparar reboco, construir tramelas
Usar a sapiência de um João-de-barro que constrói com arte a sua residência há que o alicerce seja muito resistente que às chuvas e aos ventos possa então a proteger
E há que fincar muito jequitibá e vigas de jatobá e adubar o jardim e plantar muita flor toiceiras de resedás não falte um caramanchão pros tempos idos lembrar que os cabelos brancos vão surgindo
Que nem mato na roceira que mal dá pra capinar
e há que ver os pés de manacá cheinhos de sabiás
sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis choro de imaginar!
Pra festa da cumieira não faltem os violões!
Muito milho ardendo na fogueira e quentão farto em gengibre aquecendo os corações
A casa é amizade construída aos poucos e que a gente quer com beira e tribeira
Com gelosia feita de matéria rara e altas platibandas, com portão bem largo que é pra se entrar sorrindo nas horas incertas sem fazer alarde, sem causar transtorno
Amigo que é amigo quando quer estar presente faz-se quase transparente sem deixar-se perceber
Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar, se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha e oferece lugar pra dormir e comer
Amigo que é amigo não puxa tapete oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem quando não tem, finge que tem, faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.”
Sintam-se todos abraçados e acolhidos na letra dessa música, que tem tudo a ver com o nosso blog.
Feliz dia do @migo!

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