Paredes letradas

Copy&Paste

Outro dia fui acusada, por um “corajoso” anônimo, de escrever “mal” e “errado”, escrever”clichês” para “donas de casa”, e de ser uma “retardada”.
Bem, eu nem deveria ficar divulgando isso, porque, “quem está na chuva, é para se queimar”, mesmo( olha um outro clichê aí, geeente!)!
Mas, eu sou muito a favor de “reciclagem” e costumo colocar isso em prática, no meu dia a dia. Isso me levou a refletir( é verdade: eu penso!) em clichês e concluí, sobre a “crítica construtiva”:
-Não assumir o que pensamos e desdenhar pelas costas, é clichê;
-Emitir julgamentos apressados e sem embasamento, também é clichê;
-Falar sobre “donas de casa”, como se fossem mulheres que não têm nada a fazer na vida e incapazes de discernir, entre o que é bom e ruim, também é clichê e preconceito. Aliás, a “massa de donas de casa”que acompanham, não só o meu, mas outros blogs por aí, na verdade, não são apenas “donas de casa”: são profissionais liberais, mulheres bem resolvidas, mas que ainda arrumam tempo, entre tantas responsabilidades, para participar desse mundão virtual! Antes do ser médica, sou dona de casa, casada, mãe de 3 filhos e 2 bichos de estimação. A própria anônima, deve ter tido um dona de casa, mãe ou avó, que cuidou dela com todo o amor e carinho( ou, talvez, quem sabe, tenha lhe faltado isso? Então, o mau humor!);
-Chamar os outros de “retardados”, não é clichê: é puro preconceito!
Mas, porque eu comecei falando nisso mesmo? Ah! Lembrei: é porque a minha vida é escrever!
Na minha profissão, TUDO tem de ser registrado! Esta semana, não pude escapar: tinha uma pilha de laudos para preencher e assinar, lá no hospital. Costumo dizer que, se eu fosse ganhar pelo volume das minhas “obras literárias”, já estaria rica! Pena, que o governo não leva a saúde a sério, nem respeita os profissionais médicos, e acha que valemos o que a tabela do SUS nos paga!
Como mãe e dona de casa, com muito orgulho, minha vida é fazer listinhas: de compras, de reparos na casa, de contas a pagar…
Então, essa mania de escrever tudo e em tudo, parece que não é só minha: abandonou as folhas de papel para ganhar as paredes, numa aplicação poética e decorativa da linguagem escrita.
Esqueça todas as broncas que já deve ter levado na vida, pelo impulso infantil de sair escrevendo naquela parede, que acabou de ser pintada, porque as paredes podem falar…E podemos escrever nelas, ou, pelo menos, o que gostaríamos de ter escrito, algum dia… De(couer)ação
A Vivianne Pontes, que tem o dom de saber escrever, fez um belo post sobre letras na parede, aqui. Vale a pena conferir.
Então, “beijim, beijim, tchau, tchau!”

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