O Amor é Cego(?!)

Agora, tapem os ouvidos pra não ensurdecerem:
Zezé di Camargo&Luciano, berr…digo, cantando, ao fundo:”É O AAÔÔ!!”…

…Oiêê! Ainda tem alguém aí…aíí…aííí?!…
Tem gente que nem vai ler este post; não é porque fugiu da “música inspiradora”, mas porque tem opção melhor pra fazer hoje( ainda bem!).
Mas, estava pensando no que escrever e lembrei do Chico Buarque.
Comecei o blog, falando da minha paixão aqui e aqui.
Algumas músicas dele, principalmente as mais antigas, revelam-me sempre algum tesouro escondido. Posso ouvi-las repetidas vezes, mas acabo encontrando novidades; surpresinhas, apenas insinuadas, que não havia percebido antes: um sentido novo na letra, as rimas, a estrutura das frases, o contexto histórico e político que inspiraram o compositor a escrever aqueles versos, naquele formato…
Algumas canções me emocionam, outras me instigam, algumas…fazem-me rir e outras…bem, não quero dar uma de metida e admito: outras, me entendiam!…Pulo para a próxima!
Chico tem muitas canções de amor belíssimas! Peço licença pra citar algumas e o que entendo delas:
A Mais Bonita, fala de um amor saudoso;
A Noiva da Cidade, de um amor platônico;
Gota d´Água, de um amor amargurado;
Cotidiano, de um amor que se renova a cada dia, apesar”de todo dia ser sempre igual”…
Ela é Dançarina, de uma amor que supera as diferenças;
Com Açúcar, Com Afeto, de um amor cuidadoso, tolerante e paciente;
Samba do Grande Amor…que foi decepcionado;
Trocando em Miúdos, de um amor não correspondido;
Todo o Sentimento, de um amor maduro, que aprendeu a perdoar e a conviver com as fraquezas do outro;
Gente! O homem entende do assunto!
Na verdade, todos nós nos exercitamos a cada dia nessa faculdade, mas é que o artista tem mais facilidade e sensibilidade, pra se expressar melhor do que nós.
Mas, deu pra perceber que amar dá trabalho! Amar não é fácil!
Amar, não é como no cinema:E, quem é perfeito como o casal do filme Uma Linda Mulher?!
Nossa realidade, está mais pra Fiona e Shrek( Fiona, na versão “ogra”):
Hoje, estava cumprindo a missão semanal de comprar suprimentos para a casa. No supermercado, vejo de longe um rapaz que me chamou a atenção: era um homem grande, mas estava como uma bolsinha vermelha de verniz, pendurada no ombro. Já pensaram o mesmo que eu, né?…Mas então, minha “visão-periscópica-de-mulher-biônica” fez um close na moça, ao lado: parecia ser a mulher dele. Depois, tratei de conferir: aliança igual. “Elementar, meu caro Watson!”
Pensei no quanto havia sido apressada nas minhas conclusões, porque amar, também é:
“…Fazer compras com a mulher e ajudar a carregar a bolsinha dela, sem se importar com o mico!”
E, quem é que nunca pagou mico por amor?! Então, atire a primeira pedra, quem nunca amou!
Mas, voltando ao Chico, a música que me inspirou a escrever este post, expressa bem o que “É O AMÔÔo!”
Quando ouço Tanto Amar, fico imaginando a mulher, descrita pelo sujeito apaixonado:

Amo tanto e de tanto amar
Acho que ela é bonita
Tem um olho sempre a boiar
E outro que agita

Tem um olho que não está
Meus olhares evita
E outro olho a me arregalar
Sua pepita…

Pensaram o mesmo que eu?!

A mulher deve ser esbugalhada e zarolha, no mínimo! Mas quem ama, “de tanto amar, acha que ela é bonita!”…
Como diz aquele ditado:”Quem ama o feio, bonito lhe parece!”
Mas isso é que É…O AMÔÔÔ!
Concluindo com mais um “clichê”, mas que se “casa” muito bem com a ideia:
“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”Antoine de Saint-Exupéry
“É o AMÔÔÔ…que me deixa assiiim!”…
( Perdão pelos berros. Foi tudo em nome do AMÔÔÔ…)

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