Os dias da mãe

A “modelo” acima é minha mãe, aos 15 anos. Coloquei a foto num porta-retrato, que fica em cima de uma cômoda, junto com outras imagens da minha história. Gosto especialmente desta, pois a retrata, no frescor da idade, parecendo contemplar serenamente o horizonte, como se estivesse vislumbrando um futuro promissor.

Nada demais pra uma garota, na época e idade dela: casar com o homem que amava, ter filhos, trabalhar, pra ajudar no sustento da casa…De fato, isto ela começou a fazer nessa fase da vida e nunca mais parou. Também não parou, quando “no meio do caminho, tinha uma pedra”…e duas, e três, e foram “tantas pedras que lhe atiraram…de tantos barrancos que despencou”…que perdeu a conta! Não a vontade de lutar. Não perdeu o rumo, nem a motivação. Continuou, confiantemente a olhar com os olhos da alma, para o horizonte; ainda que o céu estivesse meio borrado; ainda que não tivesse mais, inocentes 15 anos.
O mais importante que aprendi, ela não me ensinou em palavras, mas na sua vida de luta, sua coragem e paciente perseverança.Ensinou-me que as pessoas mais felizes, não são as que têm menos problemas, mas aquelas que conseguem se reinventar, a partir deles; conseguem se superar, apesar deles! Aprendi ver beleza e sentido nos recomeços. Foi boa professora.
Ela sabe que eu não sou de falar. Sou de poucas palavras. Na verdade, houve épocas e que me calei, completamente. Ela, mesmo sofrendo, respeitou meu silêncio. As coisas mudaram e estou mais tagarela, ultimamente( melhorei, não é mãe?).
Mãe, pra você que é fera num monte de coisas, comprei-lhe uma lembrança:Não pude abraçar minha mãe hoje, porque ela mora longe(em Belém). Liguei, e trocamos parabéns: de filha pra mãe, e de mãe pra filha, que é mãe.
Abraço, também virtualmente, todas as outras mães que me acompanham! E quanta mãe maravilhosa por aí, graças a Deus!

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